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Evite perdas de silagem em tempos de crise hídrica

O Centro-Sul do nosso país está enfrentando uma severa seca desde o mês de março e, desse modo, o plantio da safrinha do milho e de algumas culturas de inverno ficou muito comprometido. Isto significa que muitas propriedades não terão fontes forrageiras para alimentar os animais até que a colheita da safra de 2019 aconteça. Desse modo, se torna fundamental evitar perdas de silagem durante a etapa de estocagem e, principalmente ao longo do desabastecimento e uso.

Abaixo seguem algumas estratégias de manejo que podem evitar/reduzir perdas em silagens estocadas em silos horizontais (trincheira e superfície) e em silos-fardos (bolas).

Silos horizontais (trincheira e superfície)

a) Supervisione as condições das lonas que fazem a cobertura verificando principalmente se não há furos ou rasgos;

b) Proteja os silos de possíveis acidentes tal como a entrada de animais sobre a lona de cobertura;

c) Durante o desabastecimento, posicione uma faixa de pelo menos 2 metros de materiais que possam promover peso sobre o topo, conforme demonstrado na Figura 1. Mova a faixa de peso ao longo do desabastecimento. Esta faixa evita que o ar se mova sobre o topo, evitando perdas por deterioração;

d) Evite desperdícios quando o desabastecimento estiver ocorrendo.

Silos-fardos (bolas)

a) Tradicionalmente, os fardos são produzidos no campo e, posteriormente, são levados ao local onde serão estocados. Alguns produtores não adotam este tipo de estratégia, ou seja, deixam os fardos no campo. Evite este procedimento, pois o risco de ocorrer acidentes com o revestimento da bola acaba sendo maior, conforme pode ser visto na Figura 2;

b) Faça o transporte dos fardos com o máximo de cuidado, de modo que o revestimento não seja danificado;

c) Evite que os fardos fiquem em contato diretamente com o chão, principalmente com a terra. Com grande frequência os produtores tem relatado que insetos (fase larval ou adulta) têm promovido furos no plástico. Portanto, posicione os fardos sobre uma manta plástica ou outro tipo de material que evite o acesso dos insetos.

Figura 1. Posicionamento de uma faixa de peso de aproximadamente 2 m de largura a fim de se evitar perdas por deterioração no topo da silagem.

Figura 2. Revestimento das bolas danificado pelo fato da estocagem ocorrer no campo.

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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CLAUDIO BUFULIN

EM 28/09/2018

Estou optando pela silagem ensacada.
O dizem dela?
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 05/06/2018

Pedro, se o teu manejo de ensilagem é bom (picagem, compactação e etc) fique seguro que a lona irá funcionar. Nós já fizemos diversos estudos que comprovam a eficiência destas lonas. Como disse anteriormente, para aqueles que possuem bom manejo.
Outro aspecto importante que você mencionou foi o custo do material. Porém, a lona não é um custo e sim um investimento. Pense que a mesma será a responsável pela conservação de toneladas de alimento, o qual você investiu. Outro aspecto é o quanto a lona representa para o custo de produção, ou seja, para silagem de milho a lona custa menos de 2% de tudo que foi investido (da semente ao cocho), ou seja, ela representa muito pouco no custo de produção.
Sucesso na atividade.

Att,
Thiago Bernardes
PEDRO HENRIQUE L. DE AMORIM

DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/06/2018

Caro Thiago, esse ano eu coloquei uma que lona impermeável ao oxigênio e outra de 200 micra de material virgem, acredito que vou conseguir minha melhor silagem em termos de conservação, apesar do preço da lona impermeável ser bastante elevado logo descobrirei se compensou. Com relação às lonas preta e branca ainda considero que elas têm que melhorar e muito. Abraço.
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 01/06/2018

Caro Pedro,

Nos últimos anos a qualidade das lonas brasileiras tem melhorado, especialmente pela entrada de materiais que vem do exterior e estão sendo vendidos no nosso mercado.
Não é a espessura da lona que a faz resistente ou ideal para conservar as silagens, mas sim o tipo de matéria-prima que a indústria usa para fabricá-la, ou seja, você pode ter duas lonas com 200 micras, mas com "qualidade" completamente distinta.
Busque por empresas que dão garantia de uso, ou seja, no rótulo está escrito que a durabilidade da lona sob o sol é de "X" meses. As empresas que dão este tipo de informação é porque garantem boa matéria-prima.

Att,

Thiago Bernardes
PEDRO HENRIQUE L. DE AMORIM

DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/05/2018

Cada ano fica mais difícil evitar as perdas no topo com a qualidade das lonas caindo ano após ano. A indústria de lonas deveria investir na melhora das lonas talvez lançando lonas de 250 ou 300 micras.