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Cana-de-açúcar + 1% ureia - Onde está a limitação?

POR RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

E THIAGO FERNANDES BERNARDES

THIAGO FERNANDES BERNARDES

EM 03/06/2013

4 MIN DE LEITURA

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A cana-de-açúcar tornou-se volumoso comum nas propriedades leiteiras do Brasil, onde desde a década de 70, recomenda-se o uso concomitante de cana+ureia. O primeiro experimento com ureia na dieta de vacas em lactação foi realizado no final da década de 1930, na Universidade de Wisconsin (Estados Unidos). Neste trabalho, os volumosos utilizados foram: feno de gramínea e silagem de milho. A ureia foi comparada com o farelo de linhaça, ao longo de três lactações. As vacas produziram aproximadamente 4000 kg de leite por lactação, independente da fonte proteica. Os autores concluíram que a ureia poderia substituir o farelo proteico com sucesso. Com base nos resultados deste primeiro experimento, que não testou níveis de ureia, os autores recomendaram o nível máximo de inclusão deste componente em 1% da matéria seca da ração total ou 3% da matéria seca da mistura de concentrados. Neste trabalho, o nitrogênio da ureia constituiu 27% do nitrogênio total da ração.

Desde então, vários pesquisadores estudaram diferentes níveis de inclusão de ureia na mistura de concentrados. Pôde-se concluir que o limite máximo de inclusão no concentrado, sem efeitos deletérios no consumo de alimentos e no desempenho, variava entre 1,5 e 3% da MS, sendo as vacas de maior produção mais afetadas negativamente com maiores níveis de ureia. Também foram determinados outros parâmetros determinantes da inclusão máxima nas rações como 40 a 50 g/100 kg de peso vivo ou 1/3 do nitrogênio total da ração. Por fim, passou-se a entender que os efeitos deletérios da ureia sobre o consumo de alimentos são causados pela palatabilidade e também por efeitos metabólicos (Huber e Kung, 1981).

Um experimento bem conhecido sobre “níveis de ureia na cana” foi conduzido por Alvarez e Preston (1976), no México. Cinquenta novilhos foram alimentados com 1 kg de farelo de arroz e cana-de-açúcar picada adicionada de solução aquosa de melaço mais ureia, fornecida a vontade. As respostas mensuradas (consumo, ganho de peso e conversão alimentar) apresentaram efeito quadrático e os melhores resultados foram obtidos quando a ureia foi adicionada na dose 35 g/kg de MS da dieta, aproximadamente 1% da matéria natural.

Este e outros trabalhos realizados na região do Caribe sustentam o uso da tecnologia “cana + 1% ureia”, bastante difundida em nosso país. Mas a recomendação deste nível (3,5% da MS) não vai contra os valores citados anteriormente (1% da MS)? Como ficaria a regulação do consumo via palatabilidade e/ou metabolismo?

Uma simulação foi realizada utilizando uma vaca em lactação de 580 kg. Assumiu-se o consumo de cana-de-açúcar igual a 11 kg de matéria seca, o que equivale a aproximadamente 35 kg de cana fresca. Este é um ponto extremamente delicado, pois na prática este consumo só tem ocorrido em condições ótimas de manejo.

Quando somente a cana-de-açúcar foi inserida na ração observamos que a produção potencial com base na energia era de aproximadamente 6 kg de leite, entretanto, não havia disponibilidade de proteína para produção e nem para atender totalmente a exigência de mantença. Por isto, a ureia foi adicionada gradualmente até que o balanço de proteína degradável no rúmen (PDR) fosse nulo (dieta “2,6% ureia”). Neste ponto, a produção de leite potencial média, indicada pelos modelos, foi 4,6 kg de leite (4,03 a 6,10 kg).

A adição de 2,6% de ureia na cana-de-açúcar (% MS) (0,78% na matéria natural) corrigiu a deficiência de PDR, entretanto, para que o potencial energético da cana fosse totalmente aproveitado havia falta de proteína não degradável no rúmen (PNDR). Para corrigir o déficit de PNDR adicionou-se farelo de soja (1,8 kg de MS ou 13,9% da MS) e reduziu-se o nível de ureia (1,1% da MS) até que o balanço de PDR fosse nulo e os potenciais de produção de leite com base na energia e na proteína se igualassem (dieta “1,1% ureia + F. soja”). O potencial de produção aumentou para 10,7 kg de leite (9,7 a 11,6 kg). Além disso, a menor dose de ureia diminui as chances de ocorrência de problemas com redução de consumo. Considerando o potencial de aumento na produção de leite de 4,6 para 10,7 kg, as chances de ganhos financeiros com a inclusão do farelo proteico são grandes.

Em um estudo com vacas leiteiras mestiças (425 kg PV) envolvendo um tratamento com apenas cana-de-açúcar, ureia e minerais (Tabela 1). O consumo de matéria seca foi muito inferior ao assumido na simulação (5 vs 11 kg/d). Embora no mesmo patamar, a produção de leite no experimento foi superior àquela na simulação (5,8 vs 4,6 kg/d). Obviamente, esta situação não se sustentaria por muito tempo, já que houve perda de peso considerável desencadeada por balanço energético negativo, causado pelo baixo consumo. Assim como na simulação, houve melhora no desempenho com a suplementação de farelos proteicos, que pode ser explicada parcialmente pelo aumento no consumo de matéria seca (Tabela 1).



A utilização de um farelo proteico associado à ureia é um caminho mais eficiente do que o uso isolado desta para corrigir o déficit proteico da cana-de-açúcar. Vale ressaltar que o uso cana+ureia nos mostra ser opção para manutenção de rebanhos em épocas de escassez, porém não com objetivo de produção animal. Outro ponto extremamente importante para se comentar da cana-de-açúcar é que apesar de existir limitação proteica em sua composição, a maior vantagem deste volumoso é a sua grande contribuição de ordem energética. Assim, quando o produtor pensa em produção eficiente e sustentável com cana-de-açúcar, não apenas ureia deve ser levada em consideração, mais sim o sistema como um todo.
 

RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

Zootecnista pela Unesp/Jaboticabal.
Mestre e Doutor em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP.
Gerente de Nutrição na DeLaval.
www.facebook.com.br/doctorsilage

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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SÂMILA ESTEVES DELPRETE

ALEGRE - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/07/2018

Pode preparar e deixar guardado ensacado.
JOAO FERREIRA

SANTOS DUMONT - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/12/2016

Excelente discussão.

Sou pequeno produtor e utilizo cana+uréia(9:1). Gostaria de saber se posso guardar a uréia já diluida em água em quantidade para vários dias e, diariamente, utilizar a quantidade adequada ao volume de trato. Por exemplo, vou preparar a solução diluindo 1 kg de uréia(9:1) para 1 litro de água (proporção). Assim, diariamente, para cada 100 kg de cana utilizaria 1 litro da solução, ou prepararia uma nova quantidade (acresecentando mais água nesse 1 litro) para facilitar a dosagem nos conhos individuais. Algum inconveniente/problema se adotasse esse procedimento? Obrigado
RICARDO CARVALHO MENDES

PARAÍSO DO TOCANTINS - TOCANTINS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/07/2014

Ótimo artigo.

Sabendo dessa mistura de nove partes de ureia para uma de sulfato de amônio (9:1), e do período de adaptação que se usa a metade disso na primeira semana.  Gostaria de saber se é necessário fazer a homogenização da ureia e SA  na hora que for misturar na cana, ou eu posso deixar preparado (9:1) para ir usando no dia a dia ?

Aguardo respostas de quem puder me ajudar...

Um abraço...
JOSE AGOSTINHO PRAES

NITERÓI - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/04/2014

Prof. Thiago

Saindo do assunto cana, gostaria de saber se posso fornecer soja queimada para vacas leiteiras mestiças, e qual a mistura ideal.
PLÍNIO DE OLIVEIRA FASSIO

LAVRAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/08/2013

Bos considerações.

Estamos testando aqui em Viçosa níveis de ureia na cana desintegrada para vacas mestiças, predominantemente da pecuária nacional. A recomendação de 1% de ureia:sulfato de amônia (9:1) na cana-de-açúcar in natura para vacas leiteiras tem proporcionado bons resultados para vacas de maior produção, recebendo de 40 a 60% de concentrado na matéria seca da dieta (Mendonça et al., 2004). Neste caso, o concentrado dilui o teor de ureia na matéria seca total. Entretanto, para vacas mestiças, que consomem menos de 20% de concentrado na dieta, este nível de ureia é elevado (até 3% da matéria seca total da cana), podendo limitar o consumo de cana e de matéria seca total e consequentemente o desempenho. Também foi estudado cana inteira  e os resultados foram satisfatório.



Abraço
FRANCISCO DE ASSIS LAMAR

SÃO LUÍS - MARANHÃO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/07/2013

Prof. Thiago,



O senhor diz no artigo acima que o consumo de 35 kg  de cana fresca, só é possível em condições ótima de manejo, Quais seriam estas condições



Lamar
ALBERTO NEVES

BARUERI - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 28/07/2013

Rfael e Tiago

Tenho uma propriedade na rod.Castello Branco  k288, temos uma produçao de 1000/l

dia,estamos migrando do gado nelore para leite.

Gostaria de poder conversar com voces, favor enviar contato para o meu email

obrigado.
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 22/07/2013

Prezado Paulo, agradecemos pelas palavras de incentivo.

Sobre a tua pergunta, é difícil te dizer com precisão quantos animais pode alimentar porque ocorre uma variação entre talhões de cana de açúcar e também entre as forrageiras utilizadas em pastejo. Outro detalhe é que a quantidade de volumoso depende do concentrado que irá utilizar. Contudo, eu creio que qualquer técnico da tua região será capaz de te ajudar.



Att,



Thiago & Rafael
PAULO SESA LOBATO DE SOUZA

PIAUÍ - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 22/07/2013

DOUTOR THIAGO E RAFAEL, é isso que estimula os pequenos produtores, como eu,  a não abandonar o ramo, algumas pessoas tem um grave defeito de achar que é certo só aquilo que estão habituados a fazerem  sem se preocupar em melhorar  , eu pretendo plantar um hectare de cana forrageira para ser fornecida+ureia+enxofre+sal mineral, irrigado para  ovinos e/ou bezerros desmamados, gostaria de algumas informações importantes como: quantos animais posso alimentar com um hectare de cana irrigado mais dois hectares de pasto sem irrigação,quantidade por animal desse alimento,grato.
MARCELO ERTHAL PIRES

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/06/2013

Senhores

por favor até quantos kgs de cana + 1% de uréia por dia, recomendariam em caso de vacas de leite de bom desempenho ?



   grato
RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 12/06/2013

Prezado Alberto,



O maior conselho com relação a variedades é encontrá-la na usina que cultiva a cana para produção de açúcar e etanol. A chances de esta usina ter a melhor variedade adequada a região é muito grande.



Atenciosamente



Rafael & Thiago
ALCEBIADES FAÉ CÔVRE

GOVERNADOR LINDENBERG - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/06/2013

Prezado thiago.

Primeiramente parabenizo pelo Artigo, e agradeço por nos passar esta informação.

Hoje trabalho com produção de leite em pastejo rotacionado, e com alta taxa de lotação, e por no inverno o crescimento do capim ser mais lento, suplemento a vacada com cana + 1% de ureia e enxofre, na dose de 9 partes de ureia e 1 de enxofre e Sal mineral, Assim as vacas se alimentam com capim e a ração de cana, e ainda adiciono 1 lt de farelo de milho na hora da ordenha. Tentei Utilizar a Cana Hidrolisada com Cal, mais não sei por que motivo se foi pela mistura não deu muito certo. então voltei a tradicional cana mais ureia, Seria então melhor eu colocar o farelo de minlho na Ração? este capim verde que ela esta comendo pode ajudar neste balanço Proteico?, ou devo Adicionar o farelo de Soja na Ração? Tenho Vacas de 10 a 20 lt dia de lactação em 2 ordenhas, pelo que li no artigo esta dose de ureia pode estar atrapalhando a produção?

Desde ja agradeço a atenção.

muito obrigado.
ALBERTO DUQUE PORTUGAL

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/06/2013

Prezado Rafael,



Obrigado pela informação. Voce pode indicar algumas variedades precoces, resistentes a ferrugem, adaptadas à Zona da Mata de Minas (Mata Atlântica)  ? Ou onde posso encontrar esta informação ?


RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 09/06/2013

Prezado Alberto,



Um valor interessante sobre graus brix da cana para sua colheita é quando a média da base, meio e ponta se encontra por volta de 18 graus. Isso nos fala que a maturidade fisiológica está no ponto para corte e uso em  nutrição animal.



Hoje existem muitas variedades e as precoces atingem sua maturidade em momentos anteriores.



Caso se faça o uso de uma cana não matura, o maior agravante será "disperdiçar" o açucar que poderia estar contido na mesma. Vale lembrar, se utilizarmos nesse ponto estaremos fornecendo ao animal maiores quantidades de fibras e menores de carboidratos solúveis.



Atenciosamente



Rafael Amaral
RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 09/06/2013

Estimado Marco,



O uso em excesso de qualquer fonte de PDR (proteína degradável no rumen) pode gerar problemas de ordens nutricionais. A correta formulação da dieta é que possibilitará a não ocorrência de problemas no animal.



Com relação ao uso de enxofre, sempre recomendamos a  relação 9 partes de uréia para 1 de enxofre. O não uso de enxofre poderá acarretar em redução da produção de alguns aminoácidos.



Saludos!



Rafael & Thiago
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 05/06/2013

Prezado Daniel, foi perfeita a tua interpretação, ou seja, o pacote 'cana+uréia' tem fundamentação frágil do ponto de vista técnico. A fundamentação que sempre foi usada é o fato de haver um sincronismo de digestão entre um carboidrato rapidamente degradado (sacarose da cana) e o nitrogênio da uréia. Contudo, alguns experimentos já mostraram que esse sincronismo não é necessário, pois quando a uréia foi substituída totalmente por nitrogênio proveniente de farelo de soja houve aumento da ingestão e redução do déficit energético pelos animais.

Como você também apontou é incorreto fixarmos a quantidade de um ingrediente na dieta, ou seja, a uréia pode ser utilizada associada a outros ingredientes protéicos e a quantidade seria de acordo com o lote que será alimentado.

A quantidade de 1% de uréia na matéria natural é excessiva. Normalmente para o gado leiteiro o mais correto é inserir até 1% da matéria seca. Isso mostra que o pacote 'cana+uréia' recomenda 3 vezes mais do que é necessário para um animal. Desse modo, o animal teria que excretar o excesso de amônia, o que pode impactar em desempenho produtivo e reprodutivo, principalmente em fêmeas.



Att,



Thiago & Rafael
PAULO ENILSON SOARES DE BRITO

NOVA CANAÃ - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/06/2013

Otima materia, utilizei no ano passado um pouco de farelo de trigo no intuito de melhorar a palatabilidade e acertei conforme descrito nesta materia, parabens
DANIEL CONDÉ

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS

EM 04/06/2013

Prezados Rafael e Tiago, parabéns pelo artigo.



Foi falado que 2,6% de uréia na MS da Cana (0,78% na MN) corrigiu a exigencia de PDR mas faltou PNDR. Nestas condições com o consumo de 35 Kg de cana a vaca estaria ingerindo 273 gramas de uréia/dia. Quando se adicionou farelo de soja 1,8 kg, reduziu-se a inclusão da uréia para 1,1% da MS da cana, ou seja, ingestão de 115 gramas de uréia por dia, e o resultado foi bem melhor!

Diante disso, entendo que o uso do pacote cana + 1% de uréia/SA não tem fundamentação nenhuma (falo do 1% de uréia) pois uma vaca comendo 35 Kg de cana estaria ingerindo 350 gramas de uréia por dia. isso dá quase 1 kg de PB vindo da uréia da dieta. Qual o efeito na reprodução desse excesso de NNP?

Se fixarmos a quantidade de uréia por vaca, ao invés de fixar a inclusão da mesma via volumoso não seria uma atitude mais prudente? Lógico que essa quantidade "fixa" irá depender da produção de leite e do que mais a vaca está recebendo em sua dieta!

Qual a quantidade máxima de uréia na cana você indicaria em termos práticos para um rebanho suplementado com 5 kg de ração 25% PB (fórmula sem Ureia) + 30 Kg de cana picada, visando produções de médias de 15 litros/dia?



Obrigado!
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 04/06/2013

Prezados do Blog - Porteira Adentro, são sábias as vossas palavras, mas se me permitem gostaria de ressaltar algo que considero importante e que me veio em mente lendo o vosso comentário.

O pacote 'cana + uréia' é sim realizada por muitos técnicos, contudo esta recomendação surgiu por meio de pesquisadores, ou seja, aqueles que deveriam transformar ciência em tecnologia. Contudo, os fatos nem sempre ocorrem desta forma no nosso país. Na terra chamada Brasil a política fala mais alto. Em muitas situações, o que interessa é fazer 'marketing' nos meios de comunicação e depois quem paga a conta são os produtores rurais. Infelizmente, poucos têm o compromisso de lutar por aqueles que cultivam a terra. Nós, como cidadãos, precisávamos pensar um pouco mais sobre isso.

Assim como existe o pacote 'cana + uréia' na alimentação animal, outros pacotes na área zootécnica também são divulgados por ai por muitos pesquisadores exibicionistas, fomentados por Instituições que estão mais preocupadas em 'aparecer' para a sociedade do que resolver os problemas do campo.



Att,



Thiago Bernardes
ALBERTO DUQUE PORTUGAL

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/06/2013

Excelente artigo. Gostaria de ter alguma informação sobre grau brics da cana de açucar, especialmente no início do período seco(abril/ maio/junho), quando a cana não está expressando todo seu potencial de concentração de açucar. Há boas indicações de variedades/cultivares mais precoces, que apresentem maior concentração de açucar mais cedo  ?



Alberto Portugal