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Brasil cria a Associação dos Prestadores de Serviços de Silagem

O nosso país tem a grata a notícia em receber que recentemente foi criada a Associação Brasileira dos Prestadores de Serviços de Silagem (ABPSS; www.abpss.com.br), a qual é atualmente constituída por 23 associados de 5 estados (RS, SC, PR, MG e GO), somando um total de 63 colhedoras . Como os serviços terceirizados para a produção de alimentos conservados têm crescido vertiginosamente nos últimos anos no Brasil, os prestadores de serviço sentiram a necessidade de se associarem com o objetivo de criar um padrão de qualidade na confecção de alimentos.

Essa inspiração veio de associações criadas em outros países (ex: Argentina), onde os grupos têm conseguido oferecer aos pecuaristas um ‘standard’ quanto ao serviço prestado.

Essas exigências são fruto das mudanças sofridas na nutrição dos animais nas últimas décadas, ou seja, se as recomendações nutricionais se modificam, produtores e nutricionistas são impactados e, obviamente, elas também se refletem sobre aqueles que estão confeccionando o alimento. Por exemplo: num recente passado não se discutia sobre o processamento dos grãos de milho para silagem. Como a nutrição passou a fomentar o máximo processamento dos grãos, produtores e nutricionistas passaram a exigir este ‘padrão’ nas suas silagens.

Alguns prestadores de serviços já estão oferecendo às fazendas o monitoramento da picagem por meio do uso das peneiras (Penn State Particle Separator). O uso do conjunto de peneiras durante a confecção da silagem permite a identificação de aspectos que podem ser melhorados quanto ao padrão de corte (partícula longa ou fina; grãos quebrados ou não).  Desse modo, a correção ocorre quando há tempo do ‘problema’ ser contornado. Quem não monitora a colheita só descobre se a silagem está ‘boa’ ou ‘ruim’ após a abertura do silo, momento em que não há possibilidades de melhorias. 

As cadeias do leite e corte nunca investiram tanto em alimentos conservados nas suas dietas como nos últimos anos. Com a chegada da associação, o sentimento é que as cadeias poderão confiar mais nos prestadores de serviços e, principalmente, nos alimentos que eles estão produzindo. Como as margens de renda dessas fazendas se tornam cada vez mais curtas se faz necessário investir na confecção ‘caseira’ de alimentos. Por exemplo: como o amido é um nutriente que muito impacta nos custos de alimentação, eu costumo dizer que não há nada mais barato que o ‘amido feito em casa’, ou seja, produzir muito amido de culturas como o milho e o sorgo, mas também disponibilizar este amido para os animais por meio do processamento dos grãos.

Por fim, por meio deste artigo, gostaria de reconhecer o importante papel dos prestadores em levar tecnologia para o campo. Eles investem em equipamentos que custam alguns milhões de reais justamente para alavancar o crescimento da nossa pecuária. Sem esse investimento, nós não teríamos o atual cenário em termos de qualidade e eficácia dos alimentos produzidos.

THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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