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A importância do planejamento e da qualificação da mão-de-obra na produção de silagens

POR RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

E THIAGO BERNARDES

THIAGO FERNANDES BERNARDES

EM 28/02/2012

2 MIN DE LEITURA

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O planejamento é um instrumento imprescindível para a obtenção de sucesso em um determinado empreendimento. Por meio dele é possível definir os procedimentos necessários para a execução de tarefas, aliados à adequação de custos e oportunidades. Desse modo, a organização de todas as operações dentro da fazenda e a execução cuidadosa do plano estabelecido, procurando restringir ao máximo as falhas e os equívocos, constitui-se no princípio fundamental para o desencadeamento e sucesso das atividades.

A técnica de conservação de forragens na forma de silagem não foge deste raciocínio, pois envolve cultivo, colheita, transporte, compactação, armazenamento e fornecimento de forragem, requerendo investimentos em insumos, instalações, máquinas e mão-de-obra. Dessa forma, a forragem conservada possui alto custo e risco, devendo ser planejada de modo que a relação custo/receita seja favorável dentro do processo produtivo.

Como estamos atravessando um período (meses de fevereiro e março), pelo qual as fazendas estão produzindo silagem no Brasil Central, este momento se torna muito oportuno para falarmos sobre as operações e a mão-de-obra que as executarão.

Com muita freqüência, por exemplo, discute-se sobre vantagens e desvantagens de novas espécies de plantas com potencial para a ensilagem, mas raramente encontra-se alerta sobre a logística de produção e os fatores que a afetam. A impossibilidade de mensurar as perdas totais por manejo inadequado na produção e uso das silagens ocorridas em fazendas e a dificuldade de as determinar quantitativamente em trabalhos experimentais, dificulta a estimativa, a percepção e a divulgação do significado para a economia de produção de leite e carne. Dificilmente os produtores acreditam em perdas elevadas, pois só consideram as visíveis, onde essas na verdade subestimam as verdadeiras perdas ocorridas no processo.

Nos debates sobre pecuária, com freqüência e insistência alguns jargões técnicos são utilizados, tais como "sistemas de gestão de qualidade", "pecuária de precisão", "verticalização do sistema produtivo". Contudo, a produção animal tem esbarrado em dois fatores básicos e essenciais: planejamento das atividades e qualificação da mão-de-obra nas propriedades rurais.

Será que as fazendas e os técnicos estão realmente investindo em planejamento e dando a devida importância para a qualificação e treinamento da mão-de-obra? Será que estão se preparando de maneira sólida para os desafios da intensificação?

Técnicas de manejo como afiamento das facas da colhedora, ajuste do conjunto faca/contra-faca da colhedora, número adequado de tratores e vagões forrageiros, tempo de compactação ideal e outros, são procedimentos que não despendem muitos recursos financeiros, pelo contrário, na maioria das ocasiões se gasta somente tempo, papel e caneta.

O assunto ora em questão pode parecer um tanto teórico para muitos, contudo, nós entendemos que organização das tarefas e a execução destas por uma equipe capacitada são fatores que não implicam em aumento de custos e podem contribuir significativamente para obtenção de resultados compensadores quando silagens estão sendo produzidas.

Você que está ensilando ou vai ensilar dentro de alguns dias já planejou todas as operações? Já verificou o número e as condições dos teus equipamentos? Já deu a devida manutenção a eles? Já se reuniu com a equipe que estará executando as tarefas? Pense nisso!

RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

Zootecnista pela Unesp/Jaboticabal.
Mestre e Doutor em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP.
Gerente de Nutrição na DeLaval.
www.facebook.com.br/doctorsilage

THIAGO BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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RAFAEL CAMARGO DO AMARAL

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/02/2012

Prezado Paulo,

Muito oportuna sua colocação.

Uma regra interessante que o produtor pode ter de auxilio é que o peso do trator para realizar a compactação deve ser de 40% da quantidade de forragem que chega por hora na boca do silo. Ou seja, se chegam 10 toneladas por hora, o trator deve ter peso de 4 toneladas. Caso o peso necessário seja muito elevada, aumenta-se o número de tratores.

Abraço

Rafael Amaral
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/02/2012

Prezados Rafael e Thiago,

Muito oportuna e importante a chamada de vocês sobre esta questão do planejamento da ensilagem.

Além dos aspectos mencionados, acho que nunca é demais enfatizar a questão da compactação. Por exemplo, no caso da silagem de milho,  poucos produtores se apercebem do que representa o grau de compactação exigido para atingir a densidade ideal de, cerca de, 650 kg de material verde, picado, por metro cúbico de volume.

Isto não é fácil nem numa situação de teste, numa escala menor, onde se pesaria o material compactado dentro de determinado volume, o que dirá alcançar-se tal compactação num silo grande a campo, seja um silo tipo trincheira ou de superfície.

Acho que, depois de feito uma vez  tal tipo de teste, os cuidados na compactação serão redobrados.
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