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Como o food services está enfrentando a crise?

ROBERTO DENUZZO

EM 12/04/2016

2 MIN DE LEITURA

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Depois de mais de 30 anos de crescimento continuado, o ano de 2015 representou a primeira queda no consumo de refeições fora do lar em todas as séries históricas do setor. Sem entrar no tecnicismo de cada indicador, a verdade está em cada restaurante, em cada praça de alimentação, enfim, por toda parte. Esta nova realidade trouxe para os operadores um desafio novo, o de como navegar com outro foco, além do crescimento.

Olhando para dentro do setor, no entanto, claramente existem oportunidades nascentes justamente geradas pela crise. As principais:

a) Substituição das importações:



Com a desvalorização cambial elevada e a imprevisibilidade nas taxas futuras, fica evidente a diminuição da oferta de produtos importados em quase todos os segmentos do Food Services – além da face mais óbvia, do fechamento de operações de produtos importados, temos claramente uma migração para produtos nacionais. Neste sentido, como exemplo, os produtores de queijos nobres, nacionais, podem ter uma grande oportunidade que o cenário anterior não oferecia.

b) Troca de cardápios/redução de porções e serviços:

Por causa da diminuição da receita, diversos operadores estão simplificando o cardápio e buscando porções menores, já que o consumidor está priorizando pelo preço. Isso fica nítido no setor de carnes, mas também está presente nas bebidas e sucos. Aqui a oportunidade para a indústria láctea está na oferta de produtos porcionados que reduzam mão de obra e se adequem aos novos tamanhos de porção dos clientes. Outra tendência é o fechamento em horários de baixo fluxo, como domingos à noite, por exemplo.

c) Fechamento de pontos improdutivos/caros:

Com a supervalorização dos pontos em diversas cidades do país, os alugueis de algumas localizações ficaram totalmente inviáveis para a atividade, e agora, estamos observando uma racionalização dos valores. O exemplo mais claro desta tendência está em alguns aeroportos, que para viabilizar os custos operacionais, alguns operadores chegaram a cobrar R$ 7,00 por um café – agora estão fechados! Tanto pela redução do número de clientes disponíveis como pela falta dinheiro no bolso dos clientes atuais.... Para a indústria, fica o alerta para evitar situações de inadimplência nestes clientes “terminais”.

d) Sinergias:

Vários operadores estão juntando forças para reduzir o impacto das reduções de volumes – desta forma, a consolidação de cargas em operadores logísticos para reduzir custos de entrega tem sido uma solução muito utilizada. Isso faz com que a indústria tenha que rever seus preços se antes eram embutidos os custos de distribuição ponto a ponto.

e) Especialização em produtos para grupos especiais de consumidores:

Nesta linha, seguindo a tendência internacional, têm aparecido nos menus os produtos “glúten free”, “lactose free” que também geram oportunidades para a indústria sem tanta pressão por preço, já que estas demandas são de grupos com bom poder aquisitivo.

Finalmente, como sempre, a vida continua e as oportunidades existem, mesmo no cenário desafiador atual!


 

ROBERTO DENUZZO

Diretor da RDC Consultoria. Executivo experiente no ramo de alimentos, com mais de 25 anos de experiência no setor.

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MARCELO ERMINI

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 20/04/2016

Denuzzo, parabéns pelo artigo e bem vindo ao maior e melhor portal do setor. Abs
ISTVÁN WESSEL

EM 15/04/2016

Denuzzo, muito bom seu artigo! Mostra que sempre existem oportunidades para empresas criativas em um universo de 100 a 200 milhões de consumidores.
No Walmart, é (ou era) proibido usar a palavra problema, que deveria sempre ser substituída, por oportunidade. Mesmo sem pretender ser o Sr. Sam Walton, você mostra exatamente este caminho.
ROBERTA DENUZZO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/04/2016

Excelente artigo Denuzzo Sênior!
MARCELO MATTAR BEYRUTI

INDAIATUBA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/04/2016

Ótima avaliação. Ajustes são necessários e oportunidades tem que ser conquistadas.
ELDER MARCELO DUARTE

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/04/2016

Denuzzo, Parabéns pelo artigo. Seria interessante reavaliar cada um desses pontos após a definição do quadro político que se aproxima, quando teremos um pouco mais de previsibilidade do cenário econômico para a segunda metade do ano.
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