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Queijo Colonial, o queijo das mulheres

POR RENATA CURZI

E CARLA REIS

O QUÊ DO QUEIJO

EM 27/06/2019

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Na semana que passou, estive na região serrana do Rio Grande do Sul e aproveitei “a deixa” para conhecer um pouquinho mais do tradicional queijo Colonial. Conversando com alguns locais conclui que o queijo colonial está para os gaúchos assim como o queijo Minas está para os mineiros… Bah, é pura verdade: este queijo não falta na mesa dos gaúchos e é  consumido puro, em lanches como também na culinária.

queijo colonial

O queijo colonial chegou ao Brasil juntamente com os imigrantes italianos por volta de 1875. Palavras da D. Ana da lojinha especializada na venda de queijos e vinhos fabricados na serra gaúcha: “aprendi a fazer o queijo colonial com minha mãe , que aprendeu com a minha avô que veio da Itália fugida da guerra. Tirar o leite e fazer o queijo era ofício das mulheres para ajudar nas despesas da casa”.

Quem ainda dúvida do empreendedorismo feminino? Desta forma a cultura da fabricação do queijo foi disseminada pela região que sempre foi muito propícia a criação de gado de leite.

Mas o que este queijo tem de especial ?

Tradicionalmente o queijo era fabricado com leite cru  mas como o uso de leite cru não é permitido pela legislação brasileira, todo o queijo colonial produzido hoje formalmente no estado é feito com leite pasteurizado.

O queijo é muito macio pois é fabricado com leite com alto teor de gordura, que é responsável pela textura untuosa e amanteigada do queijo.

O sabor é levemente acidulado e por ter alto teor de gordura lembra muito o perfil de sabor de um gouda em estágio médio de maturação, ou seja, é um sabor suave mas que ao mesmo tempo não passa despercebido ao paladar. É um queijo bem aromático e que derrete muito bem.

Como reconhecer um bom queijo colonial?

queijo colonial

Queijos mais novos: tem a cor amarelo palha e praticamente não tem crosta (casca). A textura é mais firme e borrachenta.  Já o sabor é mais acidulado, levemente salgado. Ainda não percebe-se tanto o sabor amanteigado. É indicado para aqueles que gostam de queijos com sabor bem suave.

Queijos mais maturados: a massa vai acentuando o tom de amarelo e a textura fica cada vez mais macia e untuosa a medida que o queijo envelhece. Não chega a ficar cremosa no corte, pode até ficar quebradiça, mas derrete facilmente na boca. Percebe-se o sabor mais acentuado e o aroma do queijo.

O queijo colonial não é encontrado facilmente aqui em Minas, mas no Rio e SP estão disponíveis em algumas lojas especializadas.

Bom, se você está com viagem marcada a região serrana no Rio Grande do Sul, segue a dica: queijo colonial e vinho tinto. Não tem como não curtir!

RENATA CURZI

Formada em Jornalismo pela UFJF e Técnica em Leite e Derivados pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes.

CARLA REIS

Administradora com MBA em Marketing, Especialista em Alimentos pela UFLA, Técnica em Leite e Derivados pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes .

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OSMAR REDIN

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/07/2019

Parabéns, definiram o Queijo Colonial com perfeição. É uma delícia!