Hiperqueratose dos tetos e sua influência na mastite - Parte 2

A severidade da hiperqueratose pode ser classificada visualmente através de uma avaliação em escores. Dos diversos sistemas de avaliação existente, o método mais usado como padrão internacional é o preconizado pelo <i>The Teat Club International</i>, que propõe recomendações para classificação e a interpretação dos resultados.

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Avaliação da hiperqueratose dos tetos

A severidade da hiperqueratose pode ser classificada visualmente através de uma avaliação em escores. Dos diversos sistemas de avaliação existente, o método mais usado como padrão internacional é o preconizado pelo The Teat Club International, que propõe recomendações para classificação e a interpretação dos resultados. Esta ferramenta tem como principal objetivo o auxílio da identificação de problemas em rebanhos, de acordo com a tabela abaixo:

Figura 1
Figura 2

Interpretando os resultados

Rebanhos com mais de 20% dos tetos com escores R ou VR, ou mais de 10% de escore VR apresentam problemas de hiperqueratose, necessitando de avaliação do equipamento e manejo de ordenha.

Quando as alterações da extremidade dos tetos tornam-se visíveis , as medidas mais implementadas são a troca dos produtos para desinfecção dos tetos e das teteiras, o que geralmente tem pequeno impacto sobre a situação geral. Muito embora a hiperqueratose seja uma resposta natural à ordenha, esta condição pode ser reduzida, dependendo do estágio de lactação do animal. Entre as principais recomendações estão o adequado funcionamento do equipamento de ordenha, destacando-se o ajuste dos extratores automáticos de teteiras, evitando-se assim a sobre-ordenha. A condição dos tetos também pode ser melhorada com a utilização de produtos para desinfecção que possuam emolientes e não causam irritação na pele. Finalmente, o manejo de ordenha deve permitir boa estimulação dos tetos antes da ordenha para melhor ejeção do leite, assim como evitar a sobre-ordenha pela retirada do conjunto de ordenha após o término do fluxo de leite.

Fonte: Encontro Anual do National Mastitis Council (EUA), p.98-135, 2003
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Material escrito por:

Marcos Veiga Santos

Marcos Veiga Santos

Professor Associado da FMVZ-USP Qualileite/FMVZ-USP Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225 Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP Pirassununga-SP 13635-900 19 3565 4260

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