Efeito do uso prolongado de BST em vacas leiteiras
Um dos dados avaliados no estudo foi a ocorrência de mastite clínica entre animais tratados e não tratados com BST. Os resultados revelaram que o uso do BST não teve efeito no total de casos de mastite clínica e na duração dos casos, assim como na taxa de risco das vacas em desenvolverem um caso de mastite clínica. Estes resultados foram observados tanto em primíparas como em multíparas, o que pode indicar que em condições de campo o uso de BST em primíparas não teve efeito sobre a ocorrência de mastite.
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Por outro lado, foi comprovado pelo estudo que vacas tratadas com BST apresentaram maior uso de medicamentos para tratamentos de problemas de saúde, com exceção da mastite. De acordo com os dados apresentados pelos autores, o uso maior de medicamentos para os animais tratados com o BST ocorreu principalmente devido a problemas de casco e de locomoção, uma vez que os animais que receberam BST apresentaram maior ocorrência de problemas de casco quando comparados com animais não tratados.
Um dos principais conceitos de produção animal é aquele que estabelece que a saúde e o bem estar dos animais domésticos têm uma relação direta e indireta com a sua eficiência produtiva. Desta forma, para que os animais apresentem um alto desempenho em termos de produção de leite, um fator de reconhecida importância é a manutenção da saúde destes animais. De acordo com os resultados apresentados, mesmo considerando que os rebanhos eram muito bem manejados, os animais tratados com BST apresentaram produção de leite maior e com ocorrência de problemas de mastite em níveis semelhantes aos dos animais não tratados.
Um dado importante que não foi mencionado neste estudo foi a contagem de células somáticas (CCS) de animais tratados e não tratados com BST. Os autores apenas destacam que os rebanhos apresentavam CCS menor que 300.000 células/ml, o que indica apenas um valor médio do rebanho inteiro. No entanto, podemos estabelecer que quanto maior a produção de leite maior o desafio da glândula mamária em relação a mastite que pode ser avaliada pela CCS dos animais.
A informação de maior importância e significado sobre o uso do BST em relação a saúde dos animais é que o uso desta tecnologia deve ser acompanhado de uma melhoria geral no nível de manejo da fazenda, destacando-se tanto o manejo nutricional, reprodutivo e sanitário, de forma a possibilitar que os animais expressem a sua capacidade produtiva sem prejuízo da sua saúde. Qualquer outra técnica ou prática de manejo que tem por objetivo aumentar a produção de leite pode trazer aumento dos índices de mastite, uma vez que o animal e a glândula mamária estarão sob um desafio maior, e conseqüentemente, maiores deverão ser os cuidados e o nível de manejo.
Fonte: J.Dairy Sci. 84:1098-1108, 2001.
Material escrito por:
Marcos Veiga Santos
Professor Associado da FMVZ-USP Qualileite/FMVZ-USP Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225 Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP Pirassununga-SP 13635-900 19 3565 4260
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CARMO DO PARANAÍBA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/12/2024
Como evitar isso? Nunca tinha acontecido aqui.

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EM 25/07/2018

PARAGUAÇU PAULISTA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO
EM 16/10/2004
<b>Resposta MilkPoint:</b>
BST é somatotropina bovina recombinante, o hormônio do crescimento, naturalmente presente no animal e que, no caso, é sintetizado artificialmente e injetado a cada 14 dias, com efeitos consideráveis na produção de leite. No país, há dois produtos comerciais no mercado: Lactotropin, da Elanco, e Boostin, da Schering-Plough Coopers.