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Preste atenção no botijão de sêmen

POR RICARDA MARIA DOS SANTOS

E JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

JOSÉ LUIZ M.VASCONCELOS E RICARDA MARIA DOS SANTOS

EM 11/04/2019

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Texto publicado na Dairy Herd Manegement por Dr. Joseph C Dalton.

Quando foi a última vez que você pensou sobre o armazenamento de sêmen e a gestão do botijão de nitrogênio líquido? Para garantir o potencial máximo de fertilidade do sêmen congelado nas palhetas, o botijão de nitrogênio líquido deve ser manejado corretamente. O botijão do nitrogênio líquido consiste em um tanque dentro de outro tanque, com isolamento a vácuo entre os tanques interno e externo.

Os botijões de nitrogênio líquido devem ser armazenados em uma área limpa, seca e segura, para garantir uma vida longa ao botijão, criar um ambiente seguro para o pessoal que o utiliza e para evitar roubo. Se o botijão tiver que ser transportado, prenda-o firmemente durante o transporte para evitar queda e danos no botijão, ambos geralmente resultam na perda prematura de nitrogênio líquido.

Independe de onde o botijão está armazenado, seja num escritório ou transportado em um veículo, um inventário detalhado do sêmen deve ser facilmente acessível, assim as palhetas podem ser localizadas e removidas do botijão rapidamente para evitar a exposição prolongada do sêmen a variações de temperatura.

Abaixo da linha de congelamento

Ao remover uma palheta do botijão de nitrogênio líquido, deve-se trabalhar rapidamente e manter a caneca e palhetas de sêmen não utilizados tão baixo quanto possível no pescoço do botijão. A melhor prática é manter todas as palhetas não utilizadas abaixo da linha de congelamento do pescoço do tanque. Embora a temperatura do nitrogênio líquido seja de -196 °C, existe um gradiente de temperatura no pescoço do botijão. Por exemplo, um botijão com de pescoço de 15 cm de altura pode ter uma temperatura de -75°C no meio do pescoço (7,5 cm abaixo do topo), enquanto a temperatura aos 2,5 cm abaixo do topo pode ser -15°C.

Dentro da palheta, a recristalização, definida como a transformação de pequenos cristais de gelo no fluido extracelular em cristais de gelo maiores, ocorre quando a temperatura muda de abaixo -130°C para acima -130°C e para abaixo de -130°C novamente. Os cristais de gelo maiores danificam as membranas e as organelas dos espermatozoides, a severidade dos danos é dependente da elevação da temperatura e da duração da exposição à temperatura acima de -130°C.

As injurias aos espermatozoides (avaliado pela variação na motilidade) também foram relatadas nas variações de temperatura acima de -80°C. Esses danos ao espermatozoide não podem ser corrigidos retornando as palhetas de sêmen ao nitrogênio líquido, e esses danos podem ser aditivos, cada vez que os espermatozoide é exposto às variações de temperatura.

Importância de ter nitrogênio suficiente

O nível de nitrogênio líquido em um botijão pode afetar drasticamente a temperatura das palhetas repetidamente levantadas e abaixadas no tanque. Em um experimento clássico, a elevação de uma caneca (contendo um rack com 5 palhetas de sêmen) no pescoço do tanque por aproximadamente 1 minuto resultou em um aumento da temperatura da palheta de -196 para -180°C, quando o botijão estava cheio de nitrogênio líquido.

O aumento na temperatura da palheta é minimizado quanto o rack está com nitrogênio líquido no início da exposição. Além disso, a temperatura da palheta atingiu -196°C quase imediatamente após o retorno a posição de armazenamento.

Quando o nível de nitrogênio líquido no botijão estava baixo (aproximadamente 14 cm), no entanto, a temperatura das palhetas aumentou de -196 para -123°C, e um minuto depois do retorno à posição de armazenamento, a temperatura das palhetas ainda não tinha atingido -196°C.

Em resumo, monitore o nível de nitrogênio líquido do seu botijão semanalmente, e nunca o deixe ficar abaixo de 15 cm. Retire as palhetas rapidamente e mantenha todas as outras palhetas não utilizadas abaixo da linha de congelamento do pescoço do tanque.

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RICARDA MARIA DOS SANTOS

Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia.
Médica veterinária formada pela FMVZ-UNESP de Botucatu em 1995, com doutorado em Medicina Veterinária pela FCAV-UNESP de Jaboticabal em 2005.

JOSÉ LUIZ MORAES VASCONCELOS

Médico Veterinário e professor da FMVZ/UNESP, campus de Botucatu

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RICARDA MARIA DOS SANTOS

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 12/04/2019

Prezado MARINHO DE SOUSA NETO,

Obrigada pela participação!
Nao sei te responder tecnicamente se essas condições seriam deletérias ao botijão, mas provavelmente não, pois não se trata de uma temperatura extrema. O mais indicado seria voce fazer essa pergunta os técnicos das centrais.
MARINHO DE SOUSA NETO

NATAL - RIO GRANDE DO NORTE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/04/2019

Bom dia, deixei meu botijão na câmera fria. Humidade de 85% e temperatura 16°. Percebi que os abastecimentos ficaram mais distantes. Tem problema em deixar o notícia nessas condições?
RICARDA MARIA DOS SANTOS

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 11/04/2019

Prezado WAGNER OLIVEIRA SOUZA,

Obrigada pela participação!! O botijão que não esta sendo utilizado para ficar sem nitrogênio. Quando você for reiniciar o uso, ele vai gastar um pouco mais de nitrogênio para o resfriamento completo.
WAGNER OLIVEIRA SOUZA

SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/04/2019

Professor José Luiz.l
O botijão que não está sendo utilizado devido a paralização do programa de inseminação, pode ficar sem nitrogênio.
Wagner Oliveira Souza
Santo Antônio de Pádua - RJ
SALVADOR ALVES MACIEL NETO

RIO PRETO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/04/2019

São informações mega importantes, porém nem sempre seguidas pelo produtor. Sabe mais esquece de cumprir, a fertilidade do rebanho diminui e ele não consegue detectar o problema