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4 mitos sobre o manejo sanitário na produção de leite orgânico

EDUCAPOINT

EM 19/02/2020

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A demanda por produtos orgânicos tem crescido a cada ano. Os consumidores estão cada vez mais exigentes, buscando produtos de origem conhecida e vindos de sistemas que produzam de forma sustentável. Nesse contexto, o mercado de produtos orgânicos vem ganhando espaço, apresentando um crescimento médio de 25% ao ano, desde 2009, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.
 
No Brasil, a demanda pelo leite orgânico é maior do que a oferta. Para ser orgânico, o leite deve ser produzido respeitando-se todas as exigências descritas na Instrução Normativa 46.

Há muitos mitos que surgem no mercado a respeito das diferenças entre as condições de manejo em uma propriedade orgânica, principalmente sobre o manejo sanitário. Diante dessas informações equivocadas, muitos produtores podem desistir de investir nessa atividade, deixando de suprir uma demanda crescente, além de perder uma possibilidade interessante de ter uma atividade rentável.
 
Assim, é muito importante desmistificar algumas questões. Confira abaixo os esclarecimentos feitos pelo produtor de leite orgânico, Claudinei Saldanha Junior, do Recanto SS.

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#MITO 1: As vacinações são proibidas
 
As vacinações obrigatórias, como por exemplo, febre aftosa e brucelose, são igualmente obrigatórias no manejo orgânico.
 
Todas as outras vacinações que o produtor optar fazer em seu rebanho como maneira de prevenção de doenças são totalmente toleráveis e aceitas no manejo orgânico.
 
#MITO 2: As doenças não podem ser tratadas com medicamentos alopáticos  
 
Com relação a tratamentos de doenças, como mastite, pneumonia, doenças de casco, existe o mito de que não podem ser tratadas. No entanto, dentro da normativa da produção de leite orgânico, há a questão do bem-estar animal. Se esse animal estiver em sofrimento devido à ocorrência de doenças, é permitido o tratamento dos animais, desde que respeitadas algumas restrições, que são:
 
- Ter rastreabilidade do que é feito, incluindo qual animal foi tratado, qual medicamento foi usado, qual a carência do medicamento. Sobre esse ponto especificamente, a recomendação é dobrar o período de carência indicado na bula dos medicamentos;
 
- O animal pode ter até dois tratamentos ao ano. Se tiver três tratamentos ou mais no ano, na próxima auditoria o animal será retirado do rebanho.
 
Contudo, para lidar com essas questões, é feito um trabalho preventivo com homeopatia. Caso a homeopatia não esteja resolvendo, entra-se com a alopatia.
 
MITO #3: O controle de carrapato é impossível sem o uso de ectoparasiticida
 
É feito o controle dos endo e ectoparasitas com a homeopatia. No caso do Recanto SS é feito concomitantemente o manejo e a roçada dos corredores dos pastos.
 
A homeopatia não é feita através da ração total, mas sim, é feita uma pré-mistura da homeopatia para cada lote. No caso do Recanto SS, o controle de carrapato hoje é melhor do que quando se fazia o controle convencional, usando carrapaticida.
 
MITO #4: O controle da mastite é mais difícil, devido à proibição do uso de medicações e detergentes para higienização dos equipamentos de ordenha
 
A qualidade do leite nasce na secagem da vaca, como em qualquer processo de produção leiteira. Dentro do manejo orgânico, é permitido o uso de produtos para secagem das vacas desde que, se você vai dar um descanso para essa vaca até o próximo parto de 60 dias, pode-se usar um produto com, no máximo, 30 dias de carência. Ou seja, respeitando-se a restrição referente ao período de carência. Isso é considerado um manejo preventivo dentro do manejo orgânico.
 
Depois do parto, é feita a contagem de células somáticas (CCS) individual de cada vaca uma vez ao mês e as vacas são divididas em lotes. O lote com as vacas com a CCS mais alta é tratado com homeopatia preventiva de mastite. As vacas que estão com a CCS sob controle não recebem tratamento homeopático preventivo.
 
Além desse tratamento homeopático preventivo, as vacas com CCS mais alta são as últimas a serem ordenhadas para evitar infecções.
 
Em casos de mastite clínica, busca-se o medicamento com a menor carência possível, menor agressão possível. Lembrando que em uma propriedade orgânica, não se pode fazer tratamentos em massa no caso de CCS alta, como se faz em uma propriedade convencional. Caso haja um pico de CCS, para retornar para o índice desejável o caminho é um pouco mais demorado e exige acompanhamento técnico. 
 
A sanitização dos equipamentos de ordenha em uma propriedade orgânica é a mesma feita em propriedades convencionais. No caso do Recanto SS, a contagem bacteriana total (CBT) está em torno de 6.000 a 10.000, o que ajuda a manter a CCS baixa.
 
Confira abaixo um resumo dos mitos e verdades:

Portanto, se você está pensando em converter sua propriedade tradicional em propriedade de produção de leite orgânico, busque se informar em fontes confiáveis. Além disso, procure conhecer outros produtores de leite orgânico, como o Recanto SS, pois quem já está na atividade já superou uma série de obstáculos, o que poderá ajudá-lo a acertar mais.


 
Mais informações:
contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082

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