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A Generosa Nobreza do Leite

POR COOPERIDEAL - COOPERATIVA PARA A INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE LEITEIRA

COOPERIDEAL

EM 01/07/2015

13 MIN DE LEITURA

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No período entre 2005 e 2013, a atividade leiteira no Brasil cresceu a uma taxa de 4,7% ao ano, cenário que podemos analisar com profundidade no ótimo artigo escrito pelo agrônomo e especialista em mercado do MilkPoint Valter Galan, intitulado “O crescimento chinês do leite brasileiro” e publicado no site em julho de 2014. Quando analisamos o crescimento da produção tendo como referência os Estados do Sul do Brasil, percebemos um crescimento ainda mais acentuado, chegando a uma taxa três vezes maior que a média de crescimento nacional, deixando a sensação de que a atividade se desenvolve a passos largos no país. Ao menos em termos quantitativos esta parece ser uma verdade quase absoluta. Porém uma análise do desempenho técnico da atividade nos mostra uma situação um pouco menos otimista a respeito do negócio leite. É sabido que a abertura de novas fronteiras de produção, principalmente em locais onde a atividade leiteira sofre grande influência da produção de gado de corte e engatinha em termos técnicos e gerenciais, foi um dos pilares que suportou o crescimento da oferta de leite no Brasil, neutralizando, em contrapartida, os ganhos qualitativos obtidos em regiões com a atividade já estabelecida. Apesar do crescimento vigoroso da produção, a produtividade média da vaca mantida no rebanho leiteiro no Brasil ainda é muito baixa, inferior a 1200 litros/vaca/ano, tendo como causa uma mescla de problemas nutricionais, genéticos e reprodutivos; mesmo nos Estados do Sul, onde existe a cultura da utilização de animais especializados na produção de leite e os programas municipais de melhoramento genético existem na maioria das regiões produtoras a mais de três décadas, a produção média por animal era em 2011 de pouco mais de 2300 litros/vaca/ano. O baixo desempenho qualitativo do nosso rebanho leiteiro nos mostra que se em termos de expansão nosso crescimento é chinês, do ponto de vista técnico nosso crescimento ainda é bem brasileiro.

A aplicação de conceitos relacionados a alimentação e manejo do rebanho é capaz de promover avanços surpreendentes nas propriedades produtoras, mesmo dentro de um período curto de tempo para uma atividade cujos fatores ligados à natureza ditam o ritmo de determinadas tarefas. Tomando como referência o período 2005-2013, no qual o volume de leite produzido no país teve um crescimento acumulado ao redor de 45% e onde os índices de produtividade no país não mudaram muito, analisaremos a evolução do Sítio Machado, localizado no município de Planalto, na região Sudoeste do Estado do Paraná, que passou por mudanças significativas desde que passou a receber acompanhamento técnico da Cooperideal nesse mesmo período. A propriedade possui área total de 08 de hectares e é conduzida pela família formada pelo pai, Luís Machado, pela mãe, Rosecleri e pelos filhos Guilherme e Lucas, com 18 e 14 anos, respectivamente. O trabalho na propriedade teve início no ano de 2007, quando então se produzia 118 litros de leite/dia, a principal atividade do sítio era a produção de fumo, cultura comum na maior parte das propriedades da região. A produção de fumo consumia praticamente toda força de trabalho da família e o leite era considerado atividade secundária, sendo conduzida principalmente pela esposa, pois os filhos eram pequenos à época e o marido esporadicamente participava da atividade. Através da indicação de um vizinho que havia recebido algumas visitas do técnico Carlos Eduardo Freitas, a família Machado teve o primeiro contato com o trabalho hoje executado pela Cooperideal. O próprio produtor diz que não deu muita bola ao que disse o técnico na primeira visita à propriedade, pois a produção de leite lhes parecia tão incapaz de promover algum tipo de mudança na vida da família que o produtor desconfiava da veracidade do que dizia o técnico a respeito da atividade. O produtor foi convidado a conhecer a propriedade do produtor Rudi Mauro da Silva, que estava sendo acompanhado pelo técnico havia dois anos. Cheia de dificuldades, a propriedades tinha apenas 5 hectares de área total e pedras por todos os lados (http://www.milkpoint.com.br/radar-tecnico/gerenciamento/corrida-contra-o-relogio-parte-i-89012n.aspx), mas, ainda assim, o produtor se mostrava confiante e motivado pelos primeiros resultados que começavam a ser obtidos com a aplicação do trabalho técnico. O produtor visitante pode entender um pouco o que estava sendo proposto, os princípios do trabalho e, principalmente, visualizar o potencial que sua área tinha para a produção de leite. Ao chegar em casa, Luís Machado conversou com sua esposa e decidiram que era o momento de se dedicarem mais à produção de leite e que aos poucos diminuiriam o trabalho com a produção de fumo; o tempo que levaria este processo de transição dependeria de como seriam os resultados obtidos com a produção de leite. Para direcionar as ações que seriam implementadas foi definido o volume de 500 litros/dia como um objetivo a ser alcançado nos anos seguintes. A partir de 2011 a propriedade passaria a ter o acompanhamento do técnico Judinei Reino de Moraes também da Cooperideal.

Foto 1: Família Machado


A estruturação da propriedade foi iniciada pela formação de uma área de 0,8 ha de Tifton 85, a ser intensificada e onde estariam em pastejo as melhores vacas do total de 11 animais em produção que a propriedade tinha em janeiro de 2007. Essa área posteriormente foi expandida para 1,3 ha e hoje é irrigada; em seguida, para atender a necessidade do rebanho que crescia, foi estabelecida uma área com 1,4 ha de capim Mombaça, também para pastejo intensivo de verão. Anualmente é feito o plantio de milho para silagem em uma área de 3,6 ha, onde também é realizado o plantio de aveia e azevém para pastejo de inverno. As áreas de Tifton e Mombaça também recebem sobresseadura de aveia e azevém e continuam sendo pastejadas no período do inverno. A produção diária da propriedade que era de 118 litros em 2007, período anterior ao início do trabalho técnico, atingiu média de 704 litros/dia nos últimos doze meses, com picos de produção superiores a 800 litros/dia. Com isso, o objetivo inicial de produção estava superado e agora a família busca atingir a produção de 1000 litros/dia. O resumo dos índices zootécnicos e econômicos da fazenda estão descritos no Quadro 1.

Quadro 1: Resumo dos índices econômicos e zootécnicos do Sítio Machado - Comparação de dois períodos de trabalho


O crescimento da produção no Sítio Machado, considerando-se a produção média de 140 litros/dia em 2007, primeiro ano do trabalho na propriedade, foi de 500%, até atingir média de 704 litros/dia nos últimos 12 meses de avaliação (outubro/13 a setembro/14); em relação à produção de 118 litros/dia encontrada na primeira visita técnica realizada no mês de janeiro de 2007, o crescimento foi ainda maior, 596%. Analisaremos alguns fatores que contribuíram decisivamente para que o crescimento da produção ocorresse em uma escala tão alta, considerando-se o fato de que a propriedade não possuía recursos financeiros externos ao negócio e mesmo o acesso ao crédito rural era limitado pela sua pequena capacidade de pagamento. O índice Vacas em lactação por área (VL/ha) teve um crescimento tecnicamente muito significativo na propriedade, evoluindo de 1,48 para 3,93 em um período de 8 anos. Esse índice, apesar de obtido de uma maneira matematicamente simples (pela divisão do número de vacas em lactação pela área utilizada pela atividade), encerra todos os benefícios obtidos em relação à melhoria na eficiência no uso do solo, no melhor desempenho animal, no aumento da % de vacas em lactação em relação ao total de vacas da propriedade e na melhoria da estrutura do rebanho, e sua evolução, apesar de aparentemente pequena em termos numéricos, promove benefícios extraordinários na melhoria do desempenho da atividade. 

Melhoria na eficiência do uso do solo: O aumento dos níveis de fertilidade do solo é a base para qualquer sistema de produção que busque a intensificação do processo produtivo e que almeje, como consequência, maiores ganhos de produtividade. A maior produção de forragem, no caso da produção de leite, permitirá que mais animais possam ser mantidos em uma mesma área, aumentando a taxa de lotação da propriedade e a manutenção de um número maior de animais no sistema. A melhoria da fertilidade do solo deve vir acompanhada da exploração de plantas forrageiras de alto potencial produtivo, como é o caso das plantas tropicais, que em condições de temperaturas altas, intensa luminosidade, disponibilidade adequada de água e nutrientes, possibilitam, através da alta produção de forragem, a manutenção de um grande número de animais por hectare (em áreas intensificadas é comum a manutenção de mais de 10 vacas/hectare no período de produção das plantas tropicais, mesmo na região sul). No período 2013/2014 o sítio Machado manteve 31 vacas em lactação utilizando uma área de pastejo de 2,4 hectares, ou seja, entre os meses novembro a março foram mantidas, em média, 12,9 vacas/hectare nas áreas intensificadas com o uso de plantas tropicais (1,4 ha de Mombaça sequeiro e 1,3 ha de Tifton 85 irrigado). No início de 2007, período inicial do acompanhamento técnico, a propriedade conseguia manter apenas 12 vacas mesmo utilizando toda área do sítio. Para alimentação dos animais no período frio do ano, normalmente entre os meses de abril a outubro, a propriedade investiu na elevação da fertilidade das áreas de produção de milho para silagem. Essa mesma área recebe o plantio de aveia e azevém em abril, após a colheita da segunda safra de milho. As áreas de Tifton e Mombaça recebem também a sobressemeadura de aveia e azevém no período frio, o que permite que a mesma área pastejada com plantas tropicais no período quente continue sendo utilizada no período frio com plantas de inverno.

Foto 2: Área intensificada com planta tropical utilizada no período do verão


Desempenho animal: Com melhorias relacionadas à alimentação, manejo e conforto do rebanho, foi possível à propriedade explorar de maneira adequada o potencial produtivo das vacas do rebanho. A média de produção por vaca em lactação que em 2007 foi de 11,8 saltou para 22,7 litros/vaca/dia nos últimos doze meses analisados, demonstrando o quanto as propriedades leiteiras deixam de produzir quando o melhoramento genético não vem acompanhado de melhorias na estrutura da fazenda. Tal melhoria de desempenho dos animais garante eficiência no trabalho operacional da propriedade, pois se produz mais leite com menos animais e consequentemente com menos trabalho. Além do alimento volumoso em quantidade e qualidade, a propriedade passou também a arraçoar as vacas de acordo com a produção, quem produz mais, come mais e melhor, e assim a “meritocracia” foi implantada no sítio Machado.

Foto 3: Vacas em pastejo


% de vacas em lactação em relação ao total de vacas do rebanho: A % de vacas em lactação do rebanho é fruto da divisão da quantidade de vacas em lactação pela quantidade total de vacas no rebanho, podendo ser obtida também pela da divisão do período de lactação (intervalo entre a data do parto e a data da secagem) pelo intervalo entre partos da vaca (intervalo entre um parto e outro). O desempenho reprodutivo do rebanho, responsável direto pelo seu intervalo entre partos, depende basicamente de condições nutricionais e de conforto dos animais, rebanhos bem nutridos e com boas condições de manejo e conforto têm cerca 85 a 90% de suas vacas emprenhando antes dos 83 dias pós-parto; problemas clínicos afetam normalmente menos de 15% dos animais do rebanho quando manejados em condições adequadas de alimentação e conforto. O período de lactação, outro fator de influência no cálculo da % de vacas em lactação da fazenda, é um componente genético. Animais com lactações curtas (menor que 305 dias) são comuns em rebanhos não especializados; além disso, animais não especializados também possuem baixa persistência de lactação (menor que 80%). A persistência de lactação é definida como a capacidade que tem o animal em manter o volume de leite produzido no decorrer da lactação. Animais de alta persistência conseguem produzir no décimo mês de lactação mais de 60 % do volume de leite produzido no pico. Animais com 95% de persistência, por exemplo, conseguem manter a cada mês de avanço da lactação 95% do volume produzido no mês anterior a contar do pico de lactação. Se uma vaca atingiu um pico de lactação aos 60 dias com 30 kg de leite e sua persistência é de 95%, nos meses seguintes ela produzirá 28,5 (3º mês), 27,0 (4º mês), 25,7 (5º mês), 24,4 (6º mês), 23,2 (7º mês), 22,0 (8º mês), 20,9 (9º mês), 19,9 (10º mês) e assim por diante. Note-se que neste caso a produção de leite ao décimo mês de lactação ainda é 66% do volume produzido no pico (pico=30 kg, volume no 10º mês=19,9 kg); isso faz com que vacas persistentes consigam, além de produzir muito mais leite, compensar possíveis problemas reprodutivos que alonguem o intervalo entre partos, pois neste caso, além do animal não secar, continua produzindo bem. Rebanhos bem nutridos, com boa reprodução e persistência adequada diminuem a taxa de descarte involuntário do rebanho, fazendo com que os animais permaneçam mais tempo no plantel exigindo, por consequência, menor taxa de reposição (necessidade de menos animais em recria), fator que favorece a manutenção da estrutura adequada do rebanho. No sítio Machado a % de vacas em lactação em relação ao total de vacas do rebanho saiu de 78% em 2007 para 87% nos últimos doze meses analisados, demonstrando o efeito positivo da alimentação e manejo do rebanho sobre este indicador. No Brasil são comuns rebanhos que aliam problemas de curto período de lactação com intervalo entre partos longos e que resultam em % de vacas em lactação no rebanho inferiores a 60% do total de vacas.

Estrutura do rebanho: Uma das estratégias para a rápida redução dos custos de produção diante de uma situação de pouca renda e que ainda possibilita a geração de capital para os investimentos iniciais na propriedade que inicia um trabalho de acompanhamento técnico é a execução de um processo de estruturação do rebanho mantido na fazenda. O objetivo é adequar as diferentes categorias animais (bezerras, novilhas e vacas) às necessidades da propriedade. Um rebanho adequadamente estruturado deve possuir ao redor de 64 % da sua composição em vacas e o restante, 36%, deve ser composto por bezerras e novilhas. Do total de vacas do rebanho, no mínimo 83% deveriam estar em lactação na média do ano, mantendo assim um rebanho com 53 % de vacas em lactação em sua composição (83% de vacas em lactação x 64% de vacas no rebanho). Em uma estrutura como esta, com animais tendo o primeiro parto aos 24 meses, os 36% de animais em crescimento permitiria uma reposição de 28% ao ano (equivalente a 18 animais entrando em produção anualmente em um rebanho com 64 vacas). A longevidade das vacas do rebanho, normalmente com 5 ou 6 lactações nas propriedades atendidas pela Cooperideal, exigem uma menor taxa de reposição. No caso do sítio Machado, o rebanho possui em sua composição 72% de vacas (total de vacas (36,2) ÷ total de animais no rebanho (50,3)), em média 87% destas vacas permanecem em lactação no decorrer dos últimos doze meses (31,5 vacas em lactação ÷ 36,2 vacas no total), fazendo com que o rebanho mantenha em produção 62,6% do total de animais da fazenda (72% x 87%).

Foto 4:  Produtores e técnicos em visita à propriedade assistida pelo Técnico Judinei Reino de Moraes da Cooperideal


A melhoria da eficiência no uso do solo, no desempenho animal, na reprodução, persistência e estrutura do rebanho, grupo de fatores que juntos permitiram um aumento significativo na quantidade de vacas em lactação por hectare na propriedade, possibilitou que o sítio Machado alcançasse a surpreendente produtividade de 34.262 litros/ha/ano, resultado mais de dez vezes superior à produtividade média das propriedades leiteiras no Brasil. O fluxo de caixa (sobra financeira efetivamente embolsada pelo produtor) foi de R$ 103.029,30 nos últimos doze meses, por unidade de área este valor equivale a uma sobra R$ 12.878,66/ha/ano. Mesmo com uma evolução patrimonial de 299% após 8 anos de acompanhamento técnico (saindo de um patrimônio de R$ 132.260,00 em 2007 para R$ 395.860,00 no ano de 2014), a propriedade ainda obteve um ótimo retorno sobre o capital investido na atividade, 18,3% no último período de acompanhamento.

Os resultados obtidos no sítio Machado são um típico exemplo de que em um curto período de tempo é possível mudar a realidade técnica da atividade leiteira no país, basta, para isso, que sejam aplicados conceitos produtivos adequados e que o trabalho realizado no dia-dia da atividade tenha direção e objetivos claros. Além de transformar a produção de leite em uma atividade que atendesse aos anseios da família e que permitisse aos filhos do casal Machado continuarem no sítio, estudando e trabalhando ao lado dos pais, a orientação técnica também permitiu que propriedade trocasse uma atividade tão nefasta como a produção de fumo, que segundo especialistas poderá matar mais de um bilhão de pessoas neste século, pela nobreza da produção de leite, responsável pela vida saudável de bilhões de pessoas no mundo!

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HELTON HIPOLITO DE MORAES

SÃO PAULO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/06/2016

Olá, boa tarde.
Gostaria, assim como demais colegas técnicos, de receber a planilha de índices zootécnicos e econômicos via email: helton.hh226@hotmail.com; trabalho em ONG no vale do Ribeira SP e muito nos ajudaria em aprimorar os modelos que adotamos.
Muito obrigado !
FERNANDO CAMPOS MENDONÇA

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 05/02/2016

Parabéns à equipe da Cooperideal, que vem trabalhando dedicadamente para o desenvolvimento da atividade leiteira. É a prova de que temos tecnologias disponíveis para elevar o nível e a renda obtida nessa atividade tão importante, e que o "material" que mais nos falta é o humano em condições de trabalho.
Com relação aos comentários do pessoal do Tocantis, sobre 6 meses de chuvas e 6 meses de seca, há diversas soluções para o problema da falta de alimento volumoso. As mais usuais são a produção e o armazenamento de silagem, o uso da cana de açúcar aditivada com ureia e a irrigação de pastagens.
A respeito da irrigação, a maior parte do Tocantins não tem problema de estacionalidade de produção devido a temperaturas baixas. Portanto, a irrigação associada à adubação de pastagens pode resolver o problema da falta de forragem o período seco, nos locais onde houver água para isto.
DAYANA ADÉLIA

IBITURUNA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/07/2015

Boa noite Sr. Pedro. Obrigado pela disponibilidade. Temos interesse sim. Lhe encaminhei um e-amil com o resumo do que praticamos no Sítio. Aguardo seu retorno. Obrigado mais uma vez pela disponibilidade. Att.
GUILHERME AMARAL

PAULICÉIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/07/2015

Boa noite!!!
Vcs atuam na região oeste do Estado de SP?
Att.
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LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 06/07/2015

Antônio Muniz, obrigado pelo comentário! Nós também temos imenso carinho pela atividade leiteira, esse sentimento nos motiva.
Romão Miranda, obrigado pelo comentário! Realmente temos muito a evoluir na atividade, é um momento de boas oportunidades.
Caro Durval Miranda, obrigado pelo comentário. Somos testemunhas do avanço da atividade leiteira nos últimos anos no Tocantins, trabalhamos em parceria com o Sebrae no Estado a mais de 4 anos e muitos são os casos de sucesso por lá. Mas temos que trabalhar para ir além, muita gente vive da atividade, quer crescer e precisa de ajuda.
Pedro Marcos, obrigado pela participação e por se prontificar a ajudar.
Fabiane, obrigado pelo comentário, enviaremos o modelo de planilha para o seu email.
FABIANE NIEDERMEYER

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/07/2015

Boa tarde!! Parabéns por mais esse artigo esclarecedor sobre a produção leiteira! Belo trabalho Cooperideal. Gostaria, se possível, receber a planilha de índices zootécnicos e econômicos via email: fabi_vetufpel@yahoo.com.br . Desde já agradeço
PEDRO MARCOS TORRES

SANTOS DUMONT - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2015

Sr. Ricardo Martins, boa noite. Li o seu comentário, e realmente estamos com carência de técnicos que queiram enfrentar a labuta do dia a dia.
Gostaria de lhe ajudar, pois sou Médico Veterinário, técnico do Projeto Balde Cheio em Santos Dumont, sou ligado a FAEMG e atendo algumas propriedades em São Sebastião da Vitória (São João Del Rei).
Se for de interesse, o meu contato é: pmtorres_vet@yahoo.com.br.
DURVAL MIRANDA JUNIOR

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2015

Gostaríamos de parabenizar os autores da excelente matéria aqui publicada. Como o amigo Ricardo Martins se manifestou, acho que estamos caminhando para um consenso de que a falta de assistência técnica (principalmente) emperra o crescimento da atividade leiteira no país, notadamente nas regiões mais afastadas do centro-sul. Por mais que estudemos e nos atualizemos, sempre falta o "apoio" de uma opinião mais abalizada, e principalmente o exemplo, aquele "ver como funciona". Fiquei até com inveja (da boa), do produtor no caso mostrado. Parabéns a ele, sua família e a vcs. que difundem, como podem, as boas técnicas a serem utilizadas
DURVAL MIRANDA JUNIOR

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2015

Analisando todo o artigo uma coisa nos chamou muito a atenção. Vimos que a receita foi multiplicada por 10, de 27 saltou para 270, enquanto a despesa teve uma multiplicação ainda maior de 12 saltou para 174, ou seja 14,5 vezes. Tais números num primeiro momento podem até nos assustar, mas podemos ver que o resultado foi altamente compensador. Acho que o grande mistério está no fato que o produtor, normalmente sem condições, espera a vaca aumente a sua produção, passe a produzir mais, para que ele aumente seus gastos na alimentação do rebanho. Enquanto a vaca, por razões óbvias, ,só irá aumentar a sua produção, se antes disso lhe for dado melhores condições para que possa produzir, inclusive e principalmente, melhor alimentação.
DURVAL MIRANDA JUNIOR

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2015

Primeiramente faz-se necessário registrar que o comentário do Sr.Romão Miranda, nos parece um tanto quanto equivocado. Estamos hoje radicados na Bahia, mas produzimos leite no Tocantins, mais precisamente em Gurupi, desde 1987 e a partir do ano 2000, com a utilização de ordenha mecânica, o que se não é ainda o trivial naquele estado, igualmente não se trata de novidade sendo utilizado por inúmeros produtores. De fato não temos sequer notícias de produtores naquele estado que tiram leite de vacas neloradas com média de 1,8 lt/dia de média., embora reconheçamos a possibilidade de que ainda existam alguns nesta situação. Temos sim inúmeros produtores no Tocantins que se utilizam de ordenha mecânica, tanque de expansão e outras boas práticas. Não se pode negar entretanto que o longo período de seca no ano, média de 6 meses, as altas temperaturas médias, o custo exagerado dos insumos, mas principalmente a falta de assistência técnica rotineira, ainda impeçam um melhor desempenho da atividade.
DAYANA ADÉLIA

IBITURUNA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2015

Muito obrigado pelo retorno. Vejo todos os artigos publicados pela Cooperideal. São excelentes e fico feliz realmente com o apoio dado ao produtor. Aqui em nossa região, próximo a cidade de Tiradentes, infelizmente não contamos com a assistência de extensionistas. Entrei em contato com a FAEMG, entretanto, temos dois laticínios habilitados em certificar o PAS Leite e que conta com extensionista, fiz contato com os dois e sempre ouço que é necessário termos pelo menos 10 propriedades próximas uma das outras para que encaminhem o técnico para prestação da assistência técnica. Nossa criação é nova e não temos qualquer vício pois, é a primeira vez que trabalhamos com o leite. Buscamos informações pela Milkpoint onde fizemos alguns cursos online e procuramos informações em publicações. Nosso CBT varia entre 03 e 54, CCS entre 200 a 300 e nossa alimentação elaboramos com base em curso que fizemos na milkpoint e estamos obtendo êxito em taxas de prenhes com inseminação artificial, sólidos totais com proteína e gordura sempre acima da média, pré e pós dipping, separação do armário de medicamento, sala do leite, sala da ração, sala de ordenha, sombra artificial para os animais, calendário de vacinações, manejo sanidade, tudo, todo investimento realizado com base em estudos, mas a falta de assistência é algo que me surpreendeu consideravelmente, pois, quando começamos acreditávamos na propaganda realizada pelas instituição públicas que cuidam da área, mas não acredito nisso mais. Levamos a questão de forma totalmente profissional, com funcionário contratado em regime celetista, local para descanso, água purificada e refrigerada, ou seja, montamos algo simples, funcional, mas quando precisamos de apoio, informação, troca de experiência, EMBRAPA, IMA, FAEMG, laticínio, não existem. Troca de experiência trocamos aqui o que é muito bom. Vamos adiante, como todo negócio é necessário enfrentar a falta de assistência nesse sentido, Vamos em frente. Obrigado.
ROMÃO MIRANDA VIDAL

PALMAS - TOCANTINS

EM 03/07/2015

Na realidade estamos sofrendo uma modificação em termos produtivos e transferências de tecnologias e conhecimentos. A região norte do Brasil, em especial os estados do Tocantins, sul do Pará, Maranhão ( amazônia sêca) e Rondônia, começam a implementar um sistema mais arrojado em relação ao alimento leite. No Tocantins ainda não se conta com grandes e médios produtores de leite, Ordenha-se vacas "aneloradas que dão coice até na sombra" e a produção não passa de 1,8 litros/dia. Começamos a estudar a viabilidade de implantar um sistema de produção de leite via Processo de Integração Vertical, com a adoção de várias temáticas, (CONVENCER O MATERIAL HUMANO E TROCAR O VELHO BANQUINHO E CUSPARADA NAS MÃOS), por algo mais promissor. Por exemplo. Substituir as velhas e improdutivas matrizes por matrizes Guzerá e inseminá-las com Holandês, na mesma linha de raciocínio Gir e Girolando. Mas antes temos que produzir alimentos - são 6 meses de seca - e 6 meses de chuva-. Isso não representa afirmar que falta água para as matrizes, mas sim para os pastos.
Dentro de 4 a 5 anos a situação deverá mudar significativamente. Palmas hoje consome 138.000 litros de leite por dia e produz tão somente 3.000 - barriga mole -. Esse hiato deverá ser preenchido por uma produção local, uma vez que são 220.000 hectares a área do município. Se analisarmos a possibilidade de usarmos 1% da área territorial (2.200 hectares) tem muito espaço para produzir leite. Imagine então os demais estados.
Brilhante a exposição e de fato deveremos melhorar cada dia mais. Parabéns pelo artigo.
ANTONIO MUNIZ FILHO

ROLIM DE MOURA - RONDÔNIA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/07/2015

COMO SOU APAIXONADO POR VACA DE LEITE, FICO MUITO FELIZ COM ESSES RESULTADOS, APESAR DAS DIFICULDADES NA ATIVIDADE EU ACREDITO NO AGRONEGOCIO DO LEITE, PARABENS PARA TODA FAMILIA E PARA O TECNICO QUE TAMBEM ACREDITA NA ATIVIDADE E CERTAMENTE TAMBEM É APAIXONADO POR VACA LEITEIRA.
COOPERIDEAL - COOPERATIVA PARA A INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE LEITEIRA

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/07/2015

Olá Ricardo Martins, obrigado pelo comentário.
A Cooperideal não atua em Minas Gerais, mas sugiro que você procure junto à Faemg alguma instituição ou técnico que possa ajudar no desenvolvimento da sua propriedade. Um grande abraço.
DAYANA ADÉLIA

IBITURUNA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/07/2015

Muito importante as informacoes aqui anotadas. Apesat de sabermos que ha extencionistas gostaria de saver deoutras pessoas se conseguiram esse apoio. Onde temos a propriedade sao dois anos requerendo fazendo contato e nenhuma resposta. Tudo esta atrelado as cooperativas. Nem certificao conseguimos se nao for via estabelecimenrro leiteiro.
MilkPoint AgriPoint