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Qual o tempo máximo entre a coleta e a análise de CCS e composição, para amostras de tanque?

Larissa Nazareth de Freitas
Laerte Cassoli

Muitos produtores adotam como rotina o envio de amostras do leite do tanque para monitoramento da contagem de células somáticas (CCS). São amostras coletadas e encaminhadas pelo próprio produtor, além da amostra já coletada pela indústria. O objetivo é ter informação mais frequente e precisa da qualidade do leite.

Dentro deste processo é comum surgir dúvidas quanto ao procedimento de coleta e envio das amostras, em especial com relação a conservação das amostras e o tempo máximo desde a coleta até a análise.


Figura 1. Coleta de amostra de tanque para análise de contagem de células somáticas (CCS) e composição.
 
Figura 2. Amostra de tanque, com conservante, para análise de contagem de células somáticas (CCS) e composição.
 
Pensando nisso, a Clínica do Leite desenvolveu um estudo para responder as seguintes perguntas:

1. Qual a melhor forma de armazenamento das amostras destinadas a análise de CCS e composição?
2. Qual o tempo máximo entre a coleta e a análise?
3. Uma amostra destinada a análise de CCS e composição, mas com alta CBT (Contagem Bacteriana Total) pode ser armazenada pelo mesmo tempo do que uma amostra com baixa CBT?


Para responder a essas perguntas, coletamos amostras de tanque de 51 fazendas dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Para avaliar o melhor método de armazenamento das amostras para análise de CCS e composição, algumas amostras foram mantidas refrigeradas (7o C) e outras, mantidas a temperatura ambiente (25 a 30o C).

Amostras com menos de 100.000 UFC/mL foram consideradas amostras com baixa CBT e as amostras com mais de 100.000 UFC/mL foram consideradas amostras com alta CBT. Todas as amostras foram armazenadas por até 12 dias após a coleta, com conservante, sendo analisadas com 3, 6, 9 e 12 dias desde a coleta.

Os resultados mostram que amostras destinadas a análise de CCS e composição, com conservantes e mantidas refrigeradas, podem ser analisadas em até 12 dias após a coleta, sem qualquer alteração significativa nos resultados.

Por outro lado, amostras mantidas sem refrigeração, devem ser analisadas em até 6 dias após a coleta, pois observou-se redução da CCS ao longo do tempo.

Além disso, pensávamos que amostras com baixa CBT poderiam ser armazenadas por mais tempo do que as amostras com alta CBT. No entanto, os resultados mostraram que o tempo de armazenamento das amostras não foi influenciado pela CBT, isto é, essas recomendações são válidas independente da carga bacteriana do leite.


Figura 3. Amostras de leite que serão analisadas para contagem de células somáticas (CCS) e composição no laboratório da Clínica do Leite.

Por fim, respondendo às perguntas propostas inicialmente, de acordo com os resultados do nosso estudo:

1. Qual a melhor forma de armazenamento das amostras destinadas a análise de CCS e composição? Refrigeradas ou não?
A melhor forma de armazenamento das amostras destinadas a análise de CCS e composição é refrigerada.

2. Qual o tempo máximo entre a coleta e a análise?
Amostras com conservante e refrigeradas podem ser analisadas em até 12 dias após a coleta. Pode ser feito o envio das amostras sem refrigeração, porém recomenda-se o envio imediatamente após a coleta para que a amostra chegue o mais rápido possível ao laboratório.

3. Uma amostra destinada a análise de CCS e composição, mas com alta CBT, pode ser armazenada pelo mesmo tempo do que uma amostra com baixa CBT?
Sim. A carga bacteriana não interferiu no tempo máximo de armazenamento.

Se você tiver outras dúvidas com relação ao envio e armazenamento de amostras de leite, nos envie um e-mail (gr@clinicadoleite.com.br), teremos o maior prazer em ajudar!

Caso tenha dificuldade no envio de amostras, clique aqui para conhecer o CLÍNICA LOG, serviço especializado de transporte de amostras e gratuito para fazendas.


*Texto integral publicado em maio/2016 no periódico Journal of Food Protection, número 5, páginas 816-820.
Para ler o texto completo, acesse:
http://www.ingentaconnect.com/contentone/iafp/jfp/2016/00000079/00000005/art00020

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