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Programas de fornecimento de colostro e sucedâneo na ingestão, crescimento e digestibilidade

POR CARLA MARIS MACHADO BITTAR

E ANA PAULA DA SILVA

CARLA BITTAR

EM 29/11/2019

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Quando comparado aos substitutos, o fornecimento de colostro materno aumenta a absorção de nutrientes e melhora a morfologia intestinal. Os substitutos de colostro podem ser compostos por IgG proveniente de colostro ou plasma sanguíneo, além de apresentarem composto bioativos, dependendo dos ingredientes utilizados e métodos de processamento.

O uso de substitutos de colostro ainda é contraditório, algumas pesquisas sugerem que o crescimento, a eficiência ou a saúde dos bezerros podem ser reduzidos, embora outros dados não relatem diferenças.

O aumento de tecido intestinal após a ingestão de colostro pode influenciar a digestibilidade dos nutrientes em bezerros neonatos e consequentemente influenciar no desempenho animal. Dessa forma, Quigley et al. (2019), desenvolveram um estudo para determinar a ingestão, crescimento e digestibilidade em bezerros jovens em diferentes programas de fornecimento de colostro nas primeiras 24 horas de vida.

Para o estudo foram utilizados 50 bezerros recém-nascidos da raça Holandesa, os quais foram distribuídos aleatoriamente em dois programas de fornecimento de colostro ao nascimento:

1) Três refeições com 1,8 L de colostro materno (CM) em cada refeição nos seguintes horários: 1h, 6h e 12 horas de vida.

2) Uma refeição de 500g de substituto de colostro (SC) reconstituído para 1,8 L na 1 h de vida, seguido de duas refeições de sucedâneo comercial (MR) reconstituído para 1,8 L (21% PB, 21% EE, na MS) fornecido às 6 e 12 h de idade.

O substituto de colostro utilizado no estudo era oriundo de colostro bovino “spray-dried” e continha 30% de IgG.  Aproximadamente 25 mL de CM e SC reconstituído foram coletados antes de cada alimentação e congelados para a análise de IgG. Todas as refeições nas primeiras 24 horas foram administradas por sonda esofágica, e posteriormente calculado a eficiência aparente de absorção.

Do segundo ao terceiro dia de vida os animais foram alimentados com leite pasteurizado (1,8 L duas vezes ao dia). Em seguida, os bezerros foram transportados para as instalações experimentais, onde foram alojados em baias individuais até os 56 dias de idade. Após a chegada na área experimental, os bezerros foram pesados, tiveram suas medidas corporais avaliadas e foi colhida uma amostra de sangue da veia jugular. Uma alíquota de sangue foi utilizada para determinar o hematócrito e o restante das amostras foi centrifugada para obtenção do soro. A transferência de imunidade passiva foi avaliada através do refratômetro de Brix ótico, refratômetro de proteína total e através da concentração de IgG por imunodifusão radial.

Posteriormente, os bezerros foram designados aleatoriamente para receber diariamente:

1) Fornecimento moderado de sucedâneo (SM): 0,66 kg de sucedâneo (MS) alimentados por 39 dias e, em seguida, 0,33 kg de sucedâneo (MS) por 3 dias; ou

2) Fornecimento alto de sucedâneo (SA):  0,77 kg/d (MS) por 13 dias, 1,03 kg/d de sucedâneo por 22 dias e 0,51 kg/d por 7 dias.

Os bezerros receberam o sucedâneo diluído para 14% de MS em duas refeições iguais de manhã e à noite, exceto nos últimos três (SM) ou sete dias (SA), quando os bezerros foram alimentados somente pela manhã, de forma a se realizar o desaleitamento gradual.

A ingestão de sucedâneo, saúde e escore fecal foram monitoradas diariamente. Os animais foram pesados semanalmente e a largura de garupa e escore de condição corporal foram monitorados a cada 14 dias. Para estimar a digestibilidade foram coletadas amostras fecais de 5 bezerros selecionados aleatoriamente de cada tratamento nos dias 2 a 5 e 15 a 18.

Vários bezerros tanto do tratamento SC quanto CM morreram nas primeiras 48 horas antes de serem transportados para o centro de pesquisa. Os bezerros do tratamento com colostro materno foram substituídos, mas não foi possível amostrar o colostro fornecido a esses bezerros durante as primeiras 24 h. Enquanto os bezerros que receberam SC não foram substituídos.

A predisposição à doença em neonatos depende não apenas da aquisição da imunidade passiva, mas também da exposição a possíveis patógenos. Em alguns estudos, nos quais os bezerros foram alimentados com substituto do colostro, a alimentação do substituto não teve efeito sobre a incidência ou gravidade da doença em comparação com os bezerros alimentados com colostro materno, embora outros tenham relatado aumento da morbidade ou mortalidade quando o substituto do colostro foi alimentado em vez do colostro materno.

No presente estudo, alguns bezerros apresentaram doença respiratória, que ocorreu em maior extensão em bezerros alimentados com substituto de colostro (maior número de dias com tratamentos veterinários). Após as primeiras 48 h, não houveram mais mortes.

O substituto do colostro utilizado no estudo forneceu 159 g de IgG e o colostro materno continha em média 60,4 g de IgG/L. A qualidade do colostro avaliado com o refratômetro de Brix apresentou correlação de 0,71 com a concentração de IgG no colostro. 

Tabela 1. Ingestão de nutrientes e IgG (g) em bezerros alimentados com colostro materno (CM) ou substituto do colostro (SC) e sucedâneo durante as primeiras 24 h.

Os bezerros alimentados com colostro materno apresentaram maior consumo de IgG (P<0,001; Tabela 1), e apresentaram os maiores valores (P <0,01) de proteína sérica total, Brix e concentrações de IgG quando comparados com bezerros que receberam SC (Tabela 2). Este estudo mostra que para o produto utilizado, a dose de 159 g de IgG não foi eficiente em resultar em adequada transferência de imunidade passiva, resultando em valores de Brix menores que 8,4%.

Numerosos estudos avaliaram os efeitos dos substitutos do colostro na concentração sérica de IgG, eficiência aparente de absorção (EAA) e incidência de doença em aleitamento, geralmente com resultados marcadamente diferentes. Os substitutos de colostro contêm diferentes fontes de IgG (plasma ou colostro), métodos de fabricação, quantidade de IgG por dose e recomendações de alimentação. Portanto, espera-se que os resultados para a eficácia desses produtos variem.

Os resultados de literatura mostram que as concentrações séricas de IgG foram geralmente maiores quando os bezerros eram alimentados com colostro materno de alta qualidade em comparação com os substitutos do colostro, enquanto as concentrações foram semelhantes quando colostro de má qualidade foi utilizado. Outros fatores podem afetar a concentração sérica de IgG em bezerros alimentados com substitutos, como o método de fabricação. Variações em outros fatores experimentais, como a dose do produto alimentado e alimentado via alimentador esofágico ou mamadeira também podem influenciar a eficiência de absorção.

Tabela 2. Médias dos quadrados mínimos das variáveis séricas e desempenho de bezerros alimentados com diferentes fontes de colostro e quantidades de sucedâneo (0 a 56 d).

Não houve diferença entre CM e SC para EAA e hematócrito. Embora a EAA não tenha diferido por tratamento, ambas as medidas foram menores quando comparados a EAA em outros trabalhos com colostro materno ou substitutos na literatura. Diversos fatores também afetam a eficiência de absorção de IgG como o tempo para fornecimento, a dose fornecida e a contaminação bacteriana do fornecido.

Esperava-se que a EAA em bezerros alimentados com CM fosse baixa, porque duas mamadas ocorreram às 6 e 12 h, quando há menor absorção intestinal de IgG. No entanto, a EAA mais baixa em bezerros alimentados com SC foi inesperada, porque o mesmo foi alimentado apenas uma vez durante a primeira hora de vida. Os bezerros no tratamento com SC foram alimentados com substituto do colostro, seguido de sucedâneo às 6 e 12 h após o parto, de modo que foram alimentados com apenas 1 dose de substituto do colostro e receberam quantidades limitadas de IgG e nutrientes em comparação ao tratamento com CM, mas com um esquema de alimentação semelhante. É provável que a passagem de sonda com sucedâneo às 6 e 12 horas após a alimentação inicial do substituto de colostro tenha atrasado a saída abomasal e pode ter diluído a IgG no substituto do colostro, de modo que a EAA e a IgG sérica foram reduzidas.

Os bezerros alimentados com colostro materno apresentaram maior peso final (P<0,04) e GMD (P <0,01) que os bezerros alimentados com o substituto. Além disso, a alteração de largura da garupa foi maior (P <0,001) para os bezerros alimentados com colostro materno. Além disso, os bezerros alimentados com colostro materno também apresentaram maior consumo de concentrado (P <0,05). Como era de se esperar em resposta ao menor consumo de IgG, bezerros alimentados com substituto de colostro apresentaram maior número (P <0,04) de dias de tratamento com medicamentos veterinários.

Com relação ao programa de aleitamento, bezerros alimentados com volumes moderados de sucedâneo apresentaram maior consumo de concentrado (P <0,01) quando comparado aos bezerros que receberam maiores volumes.  

Figura 1. Médias dos quadrados mínimos do peso corporal de bezerros alimentados com colostro materno por 3 refeições (CM); substituto do colostro para a primeira alimentação seguido de substituto do leite para 2 refeições (SC), associados com moderados (SM) ou altos (SA) volumes de sucedâneo lácteo até a 8ª. semana. *CM-SA > CM-SM, P < 0.05. **CM-SA > outros tratamentos, P < 0.05.

O peso corporal foi maior para os animais que receberam colostro materno em associação a altos volumes de sucedâneo em comparação aos bezerros que receberam moderados volumes de sucedâneo durante as semanas 1 e 2 (Figura 1); e superior a todos os outros tratamentos no restante do período de aleitamento. Esses dados são resposta do maior ganho de peso nas semanas 1 a 3 dos bezerros alimentados com colostro materno e alto sucedâneo (P <0,05; Figura 2). No entanto, é interessante observar que o ganho de peso dos animais aleitados com alto sucedâneo foi menor na sétima semana devido ao seu menor consumo de concentrado como demonstrado na Figura 3.

Figura 2. Médias dos quadrados mínimos do ganho de peso de bezerros alimentados com colostro materno por 3 refeições (CM); substituto do colostro para a primeira alimentação seguido de substituto do leite para 2 refeições (SC), associados com moderados (SM) ou altos (SA) volumes de sucedâneo lácteo até a 8ª. semana. *CM-SA > SC-SM, P < 0.05. **CM-SA > CM-SM, P < 0.05. †SC-SA > SC-SM, P < 0.05. ‡SC-SM < Outros tratamentos, P < 0.05. § SM > SA, P < 0.05.

A capacidade do animal em usar nutrientes para o crescimento depende da ingestão de nutrientes acima das exigências de mantença, bem como de seu status imunológico e da necessidade de usar nutrientes para apoiar resposta imune após desafio imunológico. Neste estudo, os bezerros alimentados com maiores volumes de sucedâneo receberam nutrientes suficientes antes do desaleitamento para crescer mais rapidamente que os bezerros alimentados com volumes moderados. Assim, os bezerros alimentados com maiores volumes deveriam ter sido consistentemente mais pesados e com maior crescimento estrutural, pelo menos antes do desaleitamento.

Figura 3. Médias dos quadrados mínimos do consumo de concentrado por bezerros alimentados com colostro materno por 3 refeições (CM); substituto do colostro para a primeira alimentação seguido de substituto do leite para 2 refeições (SC), associados com moderados (SM) ou altos (SA) volumes de sucedâneo lácteo até a 8ª. semana. *CM-SM > SC-SA, CM-SA, P < 0.05. **SC-SA < outros tratamentos, P < 0.05.

No entanto, os bezerros alimentados com SC-SA cresceram de maneira semelhante aos bezerros alimentados com SC-SM e CM-SM ao longo do estudo, sugerindo que nutrientes adicionais na ração líquida não foram utilizados com eficiência. A menor eficiência de alimentação em bezerros alimentados com substituto de colostro apoia esta hipótese.

Os estados de doença podem induzir anorexia e redirecionar os nutrientes para o sistema imune e não para o crescimento. Os bezerros alimentados com substituto de colostro tiveram maior incidência de doenças respiratórias e necessitaram de mais tratamentos veterinários durante o estudo. Além disso, esses bezerros tiveram menos alterações na largura do quadril e no Escore de Condição Corportal (ECC), indicando crescimento estrutural reduzido e engorda durante o período de avaliação.

Os bezerros alimentados com maiores volumes de sucedâneo consumiram menos concentrado, mas tenderam a ter maior peso final (56-d; Figura 1) e ganho de peso (Figura 2) do que os bezerros alimentados com volumes moderados. As diferenças no crescimento foram semelhantes a alguns relatos em que quantidades moderadas e altas de sucedâneo foram fornecidas, mas não tão grandes quanto outras.

A ingestão de concentrado (Figura 3) foi baixa para todos os tratamentos até a 5ª semana; posteriormente, a ingestão aumentou (P <0,001) à medida que a quantidade de sucedâneo oferecida foi reduzida.  Quando houve a redução no fornecimento de sucedâneo, animais em aleitamento moderado conseguiram manter seu ganho de peso acima do que os animais em aleitamento mais intensivo, devido ao seu maior consumo de concentrado.

Embora tenham ocorrido diferenças no consumo de concentrado, sugerindo diferenças no desenvolvimento ruminal, os coeficientes de digestibilidade de MS, MO, PB e gordura não foram afetados pela idade ou tratamento (fonte de IgG e volume de fornecimento de sucedâneo). As estimativas da digestibilidade aparente do trato total neste estudo durante a primeira e a terceira semana de vida são comparáveis com dados em bezerros alimentados com sucedâneo o leite integral, mas foram superiores aos de outros estudos com bezerros mais velhos alimentados com concentrado. A relativa falta de mudança com o avanço da idade foi inconsistente com as conclusões de alguns estudos, mas apoiaram outros achados.

No presente estudo, os bezerros dos quais foram feitas as medidas de digestibilidade tiveram acesso ao concentrado durante os períodos de avaliação de digestibilidade de 1 e 3 semanas, o que pode ter efeito de confundimento nos resultados, porque as medidas de digestibilidade estimaram a digestibilidade aparente dos nutrientes da dieta total (sucedâneo e concentrado). Os bezerros alimentados com volumes moderados de sucedâneo consumiram uma média de 4 e 9% do total de MS como concentrado durante as semanas 1 e 3, respectivamente; enquanto os bezerros alimentados com maiores volumes consumiram 3 e 3% do total de MS como concentrado, respectivamente, nas semanas 1 e 3. No entanto, a falta de diferença entre os tratamentos e o efeito de semana de avaliação confirma a hipótese de que o consumo de concentrado não afetou acentuadamente as medidas de digestibilidade. Além disso, a falta de diferença entre bezerros alimentados com colostro materno e substituto de colostro indica que o nível de imunidade passiva não teve efeito nas medidas de digestibilidade.

Como conclusão, os bezerros alimentados com o substituto de colostro do presente trabalho apresentaram concentrações séricas de IgG abaixo do esperado às 24 horas de vida, provavelmente devido as alimentações adicionais de sucedâneo que ocorreram às 6 e 12 horas de idade. Diferenças subsequentes na IgG sérica, Brix e proteína total foram indicativas de aquisição diferencial de imunidade passiva e aumento da suscetibilidade à doença nesses bezerros. Os efeitos das diferenças no programa de alimentação do colostro foram manifestados ao longo do período de 56 dias. Os bezerros alimentados com mais sucedâneo geralmente cresceram mais rapidamente, mas o status colostral influenciou o crescimento, a ingestão e a eficiência da alimentação, sem afetar a digestão dos nutrientes.

Comentários

Muitos artigos mostram melhores resultados quando se compara substituto de colostro com colostro materno. No entanto, é importante avaliar estes resultados com cuidado! Normalmente não se compara estas duas fontes de IgG de forma adequada, por exemplo garantindo o mesmo consumo de IgG pelos recém-nascidos. Como dizem, não se pode comparar alhos com bugalhos. No presente estudo, Quigley e colaboradores comparam o colostro materno fornecido em 3 refeições (ao nascer, 6 e 12h depois) com uma única dose de substituto de colostro (159g de IgG), o que resultou em consumo 2,16 vezes maior para bezerros recebendo colostro materno. Esse manejo resultou em maiores concentrações de IgG sérica, confirmada pelas maiores % de Brix e concentrações de proteína sérica. Além disso, mesmo fornecendo uma dose recomendada de IgG através do substituto, se observou baixa transferência de imunidade passiva, devido a menor eficiência de absorção, provavelmente devido ao fornecimento sucedâneo 6 e 12h após o nascimento. Sugere-se aqui a importância do fornecimento de uma segunda alimentação rica em IgG ou pelo menos do leite de transição. A literatura já mostra efeitos benéficos no desempenho de recém nascidos pelo consumo de IgG além daquele necessário para garantir adequada transferência de imunidade passiva. O interessante deste artigo é a combinação de protocolos de colostragem com diferentes programas alimentares e o entendimento de que os maiores volumes de fornecimento ficam ainda mais evidentes quando bezerros recebem maiores doses de IgG. Além disso, fica mais uma vez claro o impacto do consumo de dieta líquida no consumo de concentrado, afetando o desempenho dos animais quando se reduziu o fornecimento de sucedâneo, reforçando a necessidade de desaleitamento gradual neste tipo de programa alimentar.  

Referência:

Quigley, J. D., L. Deikun, T. M. Hill, F. X. Suarez-Mena, T. S. Dennis, and W. Hu. 2019. Effects of colostrum and milk replacer feeding rates on intake, growth, and digestibility in calves. J. Dairy Sci. 102: 11016-11025.

CARLA MARIS MACHADO BITTAR

Prof. Do Depto. de Zootecnia, ESALQ/USP

ANA PAULA DA SILVA

Mestranda em Ciência Animal e Pastagens, ESALQ/USP

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