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NRC: considerações e mudanças para a próxima publicação do modelo para novilhas de reposição

POR MARCOS BUSANELLO

E CARLA MARIS MACHADO BITTAR

CARLA BITTAR

EM 30/01/2020

10 MIN DE LEITURA

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Este ano de 2020 se inicia com a iminente publicação da nova versão do NRC para gado leiteiro (NRC Dairy Cattle). Várias mudanças são esperadas na categoria de vacas em lactação, a qual recebe a maior atenção dos pesquisadores, técnicos, produtores e interessados em geral. Contudo, além de modelos de estimativas de exigências para vacas lactantes, o NRC possui modelos para bezerras em aleitamento e novilhas em crescimento para reposição. Desde a sua última publicação, muitas pesquisas foram realizadas, as quais serviram de base para as modificações do novo NRC. Por outro lado, nestes quase 20 anos desde a última publicação, a categoria novilhas desaleitadas recebeu pouca atenção de pesquisadores e foram poucos os trabalhos publicados. De qualquer modo, com base nos trabalhos disponíveis, listamos algumas considerações sobre a versão atual do modelo do NRC (2001) para novilhas leiteiras de reposição que podem ser melhoradas na próxima versão:

1. Desenvolvimento e avaliação das equações para novilhas leiteiras

Considerando que técnicas como o abate comparativo, gravidade específica, mensuração de peso vivo corporal em jejum (PVJ), peso de corpo vazio (PCV) e outras eram muito custosas e trabalhosas, o comitê que elaborou o NRC, de forma oportuna e baseado nos conceitos de crescimento animal conhecidos, optou por avaliar as equações desenvolvidas com bovinos de corte para novilhas leiteiras em crescimento ao longo das suas publicações. Isso provou-se válido ao longo do tempo para a maioria das equações com as avaliações feitas com dados de novilhas leiteiras, as quais eram basicamente da raça Holandesa, com incorporação de ajustes quando necessários. Entretanto, algumas equações não são tão precisas, como, por exemplo, a de proteína retida no ganho de peso (R2 = 0,71), sendo isso mencionado dentro do próprio capítulo de crescimento e podendo ser um problema do desenvolvimento das equações com animais de aptidão distinta (produção de carne). Raças de bovinos de corte apresentam maior rendimento de carcaça, maior conteúdo proteico corporal e menor de gordura e é possível que essa seja a causa da predição não tão acurada da proteína retida em fêmeas leiteiras. Até o presente momento, poucas pesquisas foram realizadas com outras raças ou mesmo com o desenvolvimento de equações para novilhas leiteiras, visto que o foco principal das pesquisas segue nas vacas lactantes como, por exemplo, consumo, disponibilidade e utilização de nutrientes. Uma ressalva vale para o desenvolvimento e avaliação de novas equações de consumo para novilhas Holandesas e cruzadas com raças zebuínas (Hoffman et al., 2008; Oliveira e Ferreira, 2016). A expectativa é que o novo modelo traga equações com melhores predições para fêmeas leiteiras.

Como a grande maioria das equações não foram desenvolvidas com dados de raças leiteiras seria muito importante que ajustes fossem desenvolvidos nas equações de gado de corte utilizadas ou, melhor ainda, fossem desenvolvidas novas equações com dados de gado de leite. Contudo, essa segunda opção parece menos promissora pela falta de dados e estudos dentro dos últimos 20 anos com essa categoria animal. Além disso, as equações que forem desenvolvidas ou mantidas precisam ser avaliadas para outras raças, pois na versão atual somente foram avaliadas para a raça Holandesa. No entanto, em países da América Latina (como Brasil e México), Ásia e África, raças zebuínas e seus cruzamentos com raças europeias têm sido bastante explorados. Assim, a avaliação e desenvolvimento de modelos e equações também para estas raças se torna necessária. Essa deveria ser uma modificação primordial dentro da nova versão do NRC.

2. Peso vivo corporal adulto

O peso vivo corporal adulto (PA) é utilizado no modelo de crescimento de novilhas nas diversas estimativas, já que seu alcance é uma meta no sistema de criação, pensando em produção de leite.  O NRC (2001) considera o PA de 682 kg para as raças Holandesa e Pardo-Suiça, 568 kg para Shorthorn leiteiro, 545 kg para Ayrshire, 500 kg para Guernsey e 454 kg para Jersey. Não são apresentados pesos referência para raças zebuínas leiteiras ou para algum grau de cruzamento como Girolando. Ainda, se for desejado, o peso vivo das vacas adultas de determinado rebanho pode ser incluído no modelo para cálculo das estimativas. O fato é que com a constante seleção genética para diversas características, o PA tem sido afetado ao longo dos anos. Além disso, existem variações entre raças e mesmo dentro de raças para PA. Berry et al. (2005) estudou o PA de vacas de raça Holandesa de diferentes linhagens, selecionadas para características específicas, e observou que vacas selecionadas para altas produções de leite e longevidade acabaram apresentando maior PA (591 kg). Por outro lado, vacas selecionadas apenas para alta produção de leite apresentaram PA de 566 kg e vacas selecionadas para máxima lucratividade (genótipo neozelandês) apresentaram PA de 543 kg. Esses dados mostram a grande variação de PA dentro de uma mesma raça, lembrando que o NRC (2001) utiliza o PA de 682 kg para a raça Holandesa. Ainda, no Brasil em rebanhos da região de Carambeí/PR, a média do PA de vacas Holandesas foi de 694 kg e de 464 kg para Jerseys, estando acima dos valores do NRC (2001) (Santos, 2018). Considerando-se os rebanhos da vacas Holandesas em Minas Gerais, por exemplo, é bastante provável que o PA seja menor do que o observado no Paraná. Considerando que o PA é um dos principais dados de entrada nas estimativas de exigência, a medida correta dessa variável é determinante para corretas estimações. Assim, os produtores devem ser fortemente estimulados a fazer tal mensuração em suas fazendas para conhecerem o PA de seu rebanho.

O peso corporal adulto é um pouco mais complexo, pois varia dependendo da genética do rebanho e objetivos de seleção. Contudo, valores referência são importantes para quem não conhece o peso adulto do seu rebanho.

3. Exigência de energia líquida para mantença e seus ajustes

A exigência líquida de mantença (ELm) para novilhas leiteiras em crescimento é calculada considerando o peso vivo metabólico em jejum (PVJ0,75) juntamente com o efeito do plano prévio de nutrição (por meio do escore de condição corporal - ECC) e temperatura ambiente. Ainda, podem ser feitos ajustes para atividade física (novilhas em pastejo, declividade), estresse pelo calor e pelo frio. A primeira questão é que essa equação foi desenvolvida e avaliada somente com dados de novilhas Holandesas. Para novilhas leiteiras é utilizado o valor de 86 Kcal por kg de PVJ0,75 para cálculo das exigências de ELm, sem contar os ajustes acima mencionados (ECC e temperatura). Contudo, como os dados foram avaliados com novilhas da raça Holandesa, é bastante plausível que novilhas leiteiras mestiças Holandês-Zebu e zebuínas puras, apresentem menores exigências de ELm, como foi evidenciado em bovinos de corte. Em bovinos de corte, assumia-se que a exigência de ELm era de 77 Kcal por kg de PVJ0,75, mas depois de diversos estudos percebeu-se que para raças zebuínas a ELm era menor (próximo de 69 Kcal por kg de PVJ0,75) (Lanna et al., 1998; Paulino et al., 2004). Infelizmente, ainda são escassos os estudos que comprovem essa suposição com novilhas leiteiras em crescimento de que a ELm é menor para animais mestiços ou zebuínos. Moreira (2016) observou que a ELm para novilhas Gir em crescimento (79,9 Mcal/kg PVJ0,75) foi menor que para Holandesas e mestiças Holandês-Zebu (103,9 e 103,8 Mcal/kg PVJ0,75, respectivamente). Em outro estudo sobre exigências de ELm com bovinos leiteiros em crescimento, Jiao et al. (2015) encontrou que as predições dos modelos atualmente existentes e empregados na américa do norte (NRC, 2001) e Europa (INRA, 1989; AFRC, 1993) subestimam as exigências de ELm de bovinos leiteiros em crescimento com alto potencial genético para produção de leite, indicando que os sistemas precisam ser atualizados.

Outra questão é sobre o ajuste feito nas exigências de ELm por conta do estresse pelo frio para novilhas leiteiras em crescimento adotados pelo NRC (2001), propostos inicialmente por Fox e Tylutki (1998). Estes autores propõe a mensuração de algumas variáveis como insolação interna e externa, área de superfície corporal, profundidade do pelo, condição do pelo (se sujo ou molhado) que na prática não são mensuráveis nas fazendas. Ainda, os autores mencionam no seu estudo que as equações desenvolvidas não foram avaliadas e é bastante compreensível que isso não tenha ocorrido na época e nem posteriormente pelo fato de serem mensurações impraticáveis. O ajuste feito para estresse pelo frio deve ser revisto.

Equações ou ajustes para outras raças (Jersey, Gir, mestiças Gir x Holandês) ou condições (tropicais) devem ser incorporadas ao modelo do NRC para novilhas leiteiras. Aparentemente a ELm de novilhas leiteiras tem aumentado com a seleção de animais mais produtivos e é maior para novilhas Holandesas comparadas com raças zebuínas. O ajuste na mantença devido ao estresse pelo frio precisa ser revisto e se mantido, uma nova equação deveria ser desenvolvida, pois as variáveis utilizadas para cálculo do ajuste no modelo atual não são mensuradas nas fazendas leiteiras. Algo baseado em temperatura ambiente, umidade do ar e velocidade do vento seria mais adequado.

4. Aditivos alimentares, hormônios e promotores de crescimento

Aditivos, principalmente ionóforos, são bastante utilizados em dietas de bovinos de corte em crescimento. Ao mesmo tempo, em alguns países é permitido o uso de hormônios e anabolizantes nestes animais. Por outro, lado em novilhas leiteiras em crescimento o uso destas ferramentas não é tão frequente. Hormônios e aditivos afetam a partição de energia e as exigências de energia e proteína em animais de crescimento e podem ser bastante interessantes visando aceleração nas taxas de crescimento. De forma geral, ionóforos reduzem a produção de metano no rúmen agindo sobre microrganismos metanogênicos e fazendo com que ocorra menos perda de energia na forma de gases aumentando a disponibilidade de energia metabolizável da dieta. Hormônios (no geral hormônio do crescimento, esteroides e anabolizantes) aumentam a síntese proteica e a exigência de proteína nas dietas. O modelo do NRC (2001) para novilhas em crescimento não apresenta qualquer ajuste para esses compostos, possivelmente pela falta de dados na época para desenvolvimento de uma equação ou ajuste e sua avaliação. Atualmente, temos alguns trabalhos conduzidos dentro do assunto com bezerras e novilhas leiteiras como, por exemplo, trabalhos estudando suplementação com monensina. Algum ajuste para aditivos, hormônios e promotores de crescimento deverá ser incluído no modelo, seja por meio de novas equações desenvolvidas com dados de novilhas leiteiras ou avaliação de ajustes propostos pelo modelo de gado de corte do NRC.

Considerações finais

Embora as mudanças acima sejam necessárias para melhorar as estimativas de exigência de novilhas leiteiras em crescimento, provavelmente pouco mudará no novo modelo do NRC para esta categoria devido à escassez de dados na literatura publicados nos últimos anos após sua última versão. Como o NRC é um modelo norte-americano, desenvolvido basicamente com a raça Holandesa e em clima e condições produtivas diferentes do que encontramos no Brasil, talvez a nova versão ainda não seja suficientemente apropriada para nossas condições de criação.

Referências

AFRC - Agricultural and Food Research Council. Energy and protein requirements of ruminants: an advisory manual prepared by the AFRC technical committee on responses to nutrients. Wallingford: CAB International, 1993. 159p.

Berry DP, Horan B, Dillon P. Comparison of growth curves of three strains of female dairy cattle. Animal Science, 80:151-160, 2005. DOI: http://dx.doi.org/10.1079/asc41790151.

Fox DG, Tylutki TP. Accounting for the effects of environment on the nutrient requirements of dairy cattle. Journal of Dairy Science, 81:3085-3095, 1998. DOI: http://dx.doi.org/10.3168/jds.s0022-0302(98)75873-4.

Hoffman PC, Weigel KA, Wernberg RM. Evaluation of equations to predict dry matter intake of dairy heifers. Journal of Dairy Science, 91:3699-3709, 2008. DOI: http://dx.doi.org/10.3168/jds.2007-0644.

INRA - Institute National de la Recherche Agronomique. Ruminant Nutrition. Paris: John Libbey Eurotext, 1989. 389p.

Jiao HP, Yan , Wills DA, McDowell DA. Maintenance energy requirements of young Holstein cattle from calorimetric measurements at 6, 12, 18, and 22 months of age. Livestock Science, 178:150-157, 2015. DOI: https://doi.org/10.1016/j.livsci.2015.05.031.

Lanna DPD, Fox DG, Tedeschi LO. Exigências nutricionais de gado de corte: O sistema NRC. In: SIMPÓSIO SOBRE PRODUÇÃO INTENSIVA DE GADO DE CORTE. 1998, Campinas. Anais. Campinas: Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, 1998. p.138-167

NRC - National Research Council. Nutrient requirements of dairy cattle. 7th ed. Washington: National Academy Press, 2001. 381p.

Moreira, TS. Energy requirements, energetic partition and methane emission from growing Holstein, Gyr and F1 Holstein-Gir dairy heifers. 2016. 68 f. Tese (Doutorado) – Curso de Doutorado, Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2016.

Oliveira AS, Ferreira VB. Prediction of intake in growing dairy heifers under tropical conditions. Journal of Dairy Science, 99:1103-1110, 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.3168/jds.2015-9638.

Paulino PVR, Costa MAL, Valadares Filho SC, Paulino MF, Valadares RFD, Magalhães KA, Moraes EHBK, Porto MO, Andreatta K. Exigências nutricionais de zebuínos. Energia. Revista Brasileira de Zootecnia, 33:781-791, 2004. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982004000300027.

Santo MC. Curva de crescimento e peso adulto de vacas leiteiras em rebanhos da região de Carambeí, Paraná. 2018. 77 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Graduação em Zootecnia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.

CARLA MARIS MACHADO BITTAR

Prof. Do Depto. de Zootecnia, ESALQ/USP

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RODRIGO DE ALMEIDA

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 03/02/2020

Prezados Marcos e Profa. Carla

Parabéns pelo artigo; muito bem escrito.

Achei muito oportuno vcs destacarem a importância do técnico nutricionista conhecer o peso adulto das vacas do rebanho que está formulando e recomendando dietas. Infelizmente esta informação é menosprezada e raros são os nutricionistas que mensuram esta informação, seja por desconhecimento, seja por falta de tempo. E ao fazerem isto, assumem o PA do software de formulação (por exemplo, os 682 kg para a raça Holandesa que vc citou). O trabalho de graduação da minha ex-aluna Maihury (Santos, 2018; citado por vc), hoje técnica da Cooperativa Frísia, demonstra que há uma enorme variação de PA entre rebanhos, mesmo em regiões de sistemas de produção relativamente homogêneos como Carambeí.

Um segundo comentário; em alguns pontos do seu texto vc faz pequenas críticas ou menções ao sistema do NRC que não leva em consideração as particularidades de vacas zebuínas e cruzadas, obviamente fundamentais no nosso sistema de produção nacional. Mas será que esta é uma obrigação dos pesquisadores norte-americanos e europeus? Qual é a relevância de vacas zebuínas e cruzadas Holandês-Zebu no sistema de produção de leite norte-americano? Será que nós, pesquisadores das universidades e institutos de pesquisa brasileiros, não deveríamos ser os responsáveis pela geração destas informações? Concordo que a escassez de dados existe, e certamente traz limitações para quem formula dietas de vacas mestiças no país, mas não acho que neste caso o sistema NRC é o responsável. Desculpe, somente quis apimentar um pouco a discussão.

Novamente parabéns pelo artigo. Vc sabe que tenho grande admiração pelo seu trabalho e da Profa. Carla.

Atenciosamente,
Prof. Rodrigo de Almeida, UFPR
MARCOS BUSANELLO

BOA VISTA DAS MISSÕES - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/02/2020

Professor Rodrigo,

Muito obrigado pelas considerações. O senhor tem ajudado demais na minha formação e também neste trabalho com novilhas especialmente.

No meu ponto de vista o peso adulto é facilmente mensurável nas fazendas leiteiras com a fita de pesagem que temos disponível em muitas agropecuárias. É um método bem acurado quando feito de forma correta. É algo que pode ser feito até mesmo durante as ordenhas por ser muito rápido e prático. Como todo o crescimento de novilhas e nutrição destas e das vacas é baseado no peso adulto, é importante que as pessoas envolvidas com a área percebam a importância dessa variável que, como dito, varia consideravelmente entre rebanhos até de mesma raça.

Sobre as questões que envolvem animais mestiços com raças zebuínas eu penso que não é uma obrigação dos desenvolvedores do NRC de incluírem questões relacionadas a este tipo de animal na sua publicação. Contudo, como é um modelo mundialmente utilizado, poderia talvez ser incluído algo relacionado a este tipo de animal. Eu não conheço pessoalmente o sistema produtivo norte-americano, o que sei é baseado em leituras e conversas com pessoas que conhecem-no e não me parece existir praticamente muito interesse nestas raças. Por fim, eu concordo com o senhor de que nós pesquisadores brasileiros, e talvez de outros locais que criam estes animais mestiços, devemos ser os principais responsáveis pelas pesquisas dentro deste assunto. Infelizmente, com o pouco incentivo financeiro governamental as vezes fica um pouco difícil de obter grande grupos de dados para gerar as informações que queremos.

Mais uma vez, obrigado pelo teu comentário!
Abraços!

Att., Marcos Busanello
EM RESPOSTA A MARCOS BUSANELLO
ANA LUIZA DA COSTA CRUZ BORGES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 07/02/2020

Boa tarde! Gostei muito do artigo, além de informativo está muito bem escrito. Quanto à necessidade de mais pesquisas com animais mestiços e cruzados concordo plenamente. Temos trabalhado nesta área desde o ano de 1997, e com o apoio do INCT-Ciência Animal estamos finalizando a compilação dos resultados de pesquisa sobre animais mestiços e cruzados de leite de universidades e instituições de pesquisa nacionais. Participam deste trabalho diversos pesquisadores da UFMG, UFV, Embrapa Gado de Leite, Epamig, Unimontes, UFPE, UFMT, UEM e USP. Faremos o lançamento da primeira edição da Tabela Brasileira de Exigências Nutricionais de Bovinos Mestiços e Cruzados de Leite no dia 26 de outubro deste ano. A divulgação do evento será feita em breve. Aproveito a oportunidade para convidá-los, será um grande prazer tê-los conosco e discutir o tema! Um abraço,
Profa. Ana Luiza C.C.Borges,
Escola de Veterinária da UFMG
EM RESPOSTA A ANA LUIZA DA COSTA CRUZ BORGES
MARCOS BUSANELLO

BOA VISTA DAS MISSÕES - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/02/2020

Boa tarde Ana, e obrigado pelo teu comentário e elogio!

Bah, que ótima notícia! Fiquei empolgado agora para ver os resultados que vocês devem estar preparando.
Estive pensando e acho que realmente o Brasil realmente pode ser o país referência em estudos com este tipo de animal. Ainda faltam muitas pesquisas, mas acho que estamos no caminho.
Vou aguardar a publicação deste material.

Abraço!
Marcos Busanello