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Probióticos para animais de produção: benefícios para todos!

POR ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

E JOSÉ EVANDRO DE MORAES

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

EM 05/07/2018

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Ampliando os horizontes do emprego de probióticos, vamos abordar desta vez o seu emprego para animais de produção.

Probióticos têm sido utilizados em animais de produções e também para animais de companhia. Entre as diversas espécies podemos citar aves, suínos, equinos, cães, gatos, peixes, crustáceos (monogástricos), e também para ovinos, caprinos, bovinos de corte e de leite (ruminantes). Essa é uma estratégia muito promissora, mas ainda pouco explorada diante das inúmeras potencialidades, visto que além dos benefícios diretos na saúde dos rebanhos o emprego de probióticos pode proporcionar redução da necessidade de emprego de medicamentos e até mesmo aumentar a eficiência dos sistemas de produção. Para vacas em lactação o emprego de probióticos pode proporcionar menor quantidade de células somáticas no leite, melhorando os indicadores de qualidade da produção e também reduzindo a ocorrência de mastite. Algumas leveduras probióticas já foram usadas com sucesso em gado leiteiro tanto para bezerros, quando associado a sucedâneos; quanto para vacas observando-se melhorias do desempenho produtivo e da composição do leite.

Outro ponto de extrema relevância, inclusive do ponto de vista ambiental, é a possibilidade de reduzir ou eliminar o emprego de antibióticos nos sistemas de criação. Vale ressaltar que resíduos de antibióticos podem se acumular por exemplo no leite e seus derivados. A prática de uso de antibióticos como promotores de crescimento pode estar com seus dias contados. Existe um grande desafio pela frente a ser enfrentado com o uso de novas alternativas para prevenção da colonização intestinal de bactérias causadoras de doenças, especialmente quando o rebanho é confinado.

Em resumo,  a seleção de boas linhagens probióticas e seu emprego nos sistemas de produção animal geram muitos benefícios, como abertura de mercado com consumidores que buscam produtos diferenciados (saudabilidade), melhorias a saúde animal e por consequência à humana.

Referências:

Gaggìa, F. et al. Probiotics and prebiotics in animal feeding for safe food production. International Journal of Food Microbiology 141 (2010) S15–S28

Gouveia, F. Microrganismos à la carte. <http://www.comciencia.br/microrganismos-la-carte/> Acesso 20/06/2018.

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

JOSÉ EVANDRO DE MORAES

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JOSÉ CARLOS AZEVEDO

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/09/2018

Dra. Adriane Moraes: Já faz pelo menos 7 anos ou um pouco mais que estou aplicando na ração um tipo de Probiótico. Sei que seu resultado é bem satisfatório. Entretanto, a grosso modo, o técnico na mesma situação sua, graduada em Nutrição e em Tecnologia alimentar deveria dar para nós que habitualmente lidamos diretamente com o animal instruções mais comuns ao uso deste poderoso colaborador em produzir leite. Sou pequeno produtor de leite na região do noroeste fluminense, precisamente em Itaperuna/RJ e acredite nesta região apurei que somente nossos animais recebem este valoroso produto, no meu caso o RUMINAN. A região do Estado do Rio de janeiro, norte e noroeste fluminense, pelo que sei, não conhece tal benefício. Tentei expor aos nossos associados no nosso distrito e ninguém se interessou pelo produto. Cheguei á conclusão de que não há divulgação para o uso de PROBIÓTICOS. E por cá, são muitos os produtores de leite em grande quantidade e não há, se há agora, desconheço, outro fornecedor que utilize este excelente mantenedor da saúde animal. Desconjuro!!!
José Carlos Azevedo
Pequeno produtor leiteiro.
Advogado aposentado (75 anos) e em plena compreensão da vida em seus diversos aspectos...