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A "teoria de higiene": estamos no caminho certo?

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

EM 23/09/2015

1 MIN DE LEITURA

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Se você como eu é fascinado por ciência e tecnologia, deve concordar comigo que o mundo tem feito avanços importantes. Como eu trabalho com a área de alimentos (especialmente os lácteos), destacaria as inovações que nos permitiram ter alimentos mais saudáveis e mais seguros. Desta forma pasteurização, esterilização, bactofugação, microfiltração, envase asséptico, embalagens inteligentes, limpeza e sanificação em todas as etapas do processo produtivo, entre outros, têm permitido que nossa alimentação seja mais segura do ponto de vista microbiológico. Até aqui, tudo bem. Menos surtos de toxinfeções alimentares, menos internações hospitalares, menos faltas ao trabalho, entre outros. 

Mas um achado é intrigante: o fato de se observar em diversos países o aumento em casos de alergias, doenças respiratórias e autoimunes. Será que os dois fatores teriam associação? Segundo alguns estudiosos aparentemente sim. Foi dado o nome de “teoria da higiene” para a hipótese de que com alimentação e ambiente mais limpos, existe um menor estímulo do sistema imune, e por consequência, essa falta de estímulo, poderia gerar desbalanços responsáveis pelas referidas doenças.

Diante disso fica o questionamento. O que devemos fazer? Retroceder na higienização e sanitização? Abandonar os cuidados das boas práticas de produção para obtenção de alimentos? Nada disso!!! Especialmente para a cadeia de laticínios sabemos da enorme importância dos cuidados de higiene na obtenção do leite e dos seus derivados! O que devemos fazer é estimular o sistema imune com as bactérias ou leveduras “amigas”, que são os probióticos! Devemos trocar as bactérias que vem “da sujeira” por aqueles que foram isoladas e intensivamente estudas, obtendo reconhecimento de serem seguras.

Desta forma, sabendo que probióticos e lácteos fazem uma boa dupla, fica o incentivo para que surjam novos produtos e que façamos consumo regular de lácteos probióticos.

Referências bibliográficas

LERAYER, ALDA L S ; ANTUNES, A. E. C. ; OLIVEIRA, M. N . Microrganismos Probióticos: definição, seleção e caracterização de culturas. In: Alda Lerayer; Bruno Barreto; Dan Waitzberg; Edmundo Baracat; Gianfranco Grompone; Hélio Vannucchi; Jean-Michel Antoine; Maricê Oliveira; Sender Miszputen. (Org.). IN GUT WE TRUST. 1ed.São Paulo: Sarvier, 2013, p. 1-42.
 

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

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ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 05/10/2015

Olá Angelica.



Tem muito conteúdo no próprio site da MilkPoint para você aprofundar nesses assuntos.



Abraços



Adriane
ANGELICA CINTRA

CEARÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 05/10/2015

BOA TARDE E TAMBÉM HIGIENE MENTAL E CLAREZA DE RACIOCÍNIO

MUITO TEMPO QUE NÃO VOLTO À CAMPiNAS.,MAS GOSTO DE LER SOBRE PROBIÓTICOS  NA  ALIMENTAÇÃO HUMANA e HIGIENE ALIMENTAR

gostatia sim de me aprofundar sobre o assunto..

Muito obrigada

Amgelica CINTRA   
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/09/2015

Agradeço Sr.Leodolfo suas palavras e fico feliz por ter agregado informações úteis.



Receba um abraço



Adriane
LEODOLFO ALVES DO NASCIMENTO FILHO

GOIÂNIA - GOIÁS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/09/2015

Belo artigo. Em poucas palavras respostas para questionamentos que recebo repetidamente. Concordo plenamente com a alternativa sugerida pela autora.
FERNANDO FERREIRA PINHEIRO

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

EM 27/09/2015

Adriane e Hermenegildo,



As idéias são essas mesmas, precisamos amadurecer a gestão da qualidade em nossas cadeias produtivas de alimentos, principalmente do leite. E em paralelo, como a Adriane colocou, precisamos investir na tecnologia dos probióticos. E o leite oferece muitas oportunidades em ambas as linhas de trabalho.
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 24/09/2015

Sr. Hermenegildo



Concordo plenamente com suas palavras!



Receba um abraço



Adriane
HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 24/09/2015





  Bom artigo, siga em frente.



  sem qualidade e como premissa, no leite nunca chegaremos a lugar algum,



   particularmente se desejamos  exportar.



  Por outo lado , é inadimissivel consumirmos  leite e derivados de baixa qualidade.
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 23/09/2015

Prezado Fernando



Agradeço suas palavras. Como professora de Higiene e Microbiologia dos Alimentos segurança dos alimentos é uma de minhas bandeiras. Mas como nutricionista tenho que reconhecer que o sistema imune precisa de estímulo. Então, repito, vamos trocar "microrganismos da sujeira" por probióticos.



Receba um abraço



Adriane
FERNANDO FERREIRA PINHEIRO

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

EM 23/09/2015

Concordo com a autora, a teoria em questão não deve ser usado como justificativa para não investirmos em pesquisas e trabalhos para melhor gerir a qualidade. Até mesmo porque precisamos ter em mente, que no quesito gestão da qualidade ainda estamos atrás de muitos países. Produzir alimento com higiene e qualidade, principalmente o leite e seus derivados, é uma obrigação de todos os envolvidos na cadeia. E higiene não é complexidade, é bom senso e cuidado. No cadeia produtiva do leite no Brasil, há ainda muito o que melhorar. E no caso de alergias, hipersensibilidades e autoimunidade, há muitas outras causas envolvidas e muita tecnologia para vencermos estes obstáculos. Mas abrir mão da higiene da gestão da qualidade, jamais.
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