ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Timpanismo: causas, sintomas e tratamento

POR STEPHANIE ALVES GONSALES

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/03/2021

3 MIN DE LEITURA

2
14

O timpanismo é um problema recorrente em vários tipos de manejo, principalmente em sistemas de confinamento ou com alto fornecimento de concentrados.  

 

O que é Timpanismo?

Timpanismo é o acúmulo de gases que resulta em uma distensão acentuada do rúmen e retículo (compartimentos do estômago dos ruminantes). É uma condição comum em ruminantes e pode ser conhecido como empanzinamento ou meteorismo ruminal .

Em condições normais, o animal produz menos gases fermentativos do que sua capacidade de os expulsar. Contudo, qualquer fator que atrapalhe a expulsão, acarreta um quadro de dificuldade respiratória e circulatória, podendo levar o animal a morte. 

 

Causas do timpanismo

O problema pode ser visto com mais frequência em animais manejados em sistemas de confinamento, onde a alimentação é composta quase em sua totalidade por rações com altas proporções de concentrados. A ingestão de leguminosa em alto grau de crescimento, como alfafa e trevos, em pastagem ou em forma de silagem e feno, também pode causar excesso de gases e, em bezerros, uma alta quantidade de leite ingerida pode acarretar o problema. 

 

Tipos de Timpanismo

O timpanismo pode ser ocasionado de forma primária ou secundária.

 

Timpanismo Primário

O timpanismo primário, ou timpanismo espumoso, é quando ocorre uma anormalidade na dilatação do rúmen. Há um aumento na viscosidade do líquido ruminal e há presença de bolhas gasosas na espuma. Mesmo com a existência da contração ruminal, a ligação firme entre as bolhas impede que elas se desfaçam e dessa maneira, não são eliminadas.

Essa classificação do problema é mais recorrente devido a fatores nutricionais, tais como:

  • Dieta sem equilíbrio entre volumoso e concentrado;
  • Forrageiras altamente fermentativas;
  • Grãos com granulometria muito fina.

 

Timpanismo Secundário

O timpanismo secundário é resultado de dificuldades funcionais ou físicas à eructação. É menos comum que o timpanismo primário e pode ser causado por uma série de fatores, entre eles:

  • Obstrução do esôfago por corpo estranho;
  • Lesão das vias de manutenção do reflexo de eructação;
  • Enfartamento ganglionar devido infecções.

Alterações na saliva do animal também podem levar ao timpanismo, uma vez que o pH do rúmen é neutralizado via saliva.

 

Sintomas do timpanismo

O timpanismo tem evolução rápida do quadro clínico. A pressão intrarruminal se eleva e ocorre a distensão do flanco esquerdo, deixando o animal aflito e fazendo com que ele pare de se alimentar e comece a apresentar desconforto.

A frequência respiratória do animal aumenta, ocorre a exteriorização da língua, salivação intensa, extensão do pescoço e distensão dos membros. Os movimentos ruminais estão aumentados nas fases iniciais, diminuindo então de intensidade, chegando até a parada total em função da distensão acentuada do rúmen.

O quadro evolui para a queda do animal, com a cabeça distendida, boca aberta, língua para fora e olhos dilatados. A morte ocorre, se não tratado, após algumas horas do início dos sintomas.

 

Tratamento para timpanismo

O tratamento da doença pode variar de acordo com o grau de severidade do caso, mas requer alívio rápido da distensão ruminal. O estímulo da eructação e da salivação, além da passagem de sonda orogástrica, agente antiespumante e até a ruminotomia, são tratamentos e procedimentos recomendados para solucionar o caso.

É fundamental que as dietas sejam sempre bem elaboradas, mantendo uma proporção adequada entre volumoso e concentrado. O produtor deve ficar atento com a pastagem fornecida, mesmo que em forma de silagem, uma vez que determinadas forrageiras têm mais probabilidade de ocasionar o problema.

A inclusão de tecnologias, como os aditivos ionóforos, no manejo nutricional, é importante e se faz necessário em algumas dietas, além de melhorar a eficiência produtiva, a saúde e o bem-estar dos animais.

Gostou do conteúdo? Deixe seu like e seu comentário, isso nos ajuda a saber que conteúdos são mais interessantes para você. Quer escrever para nós? Clique aqui e veja como.

STEPHANIE ALVES GONSALES

Zootecnista formada pela Universidade Estadual de Maringá e pós-graduanda em Gestão do Agronegócio, Editora Assistente de Conteúdo MilkPoint.

2

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

CAMILLA KANASHIRO

EM 31/03/2021

Ótimo texto!!!
DANIELA FARIA

INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 31/03/2021

Muito bom
MilkPoint AgriPoint