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Gerenciamento de erros e acertos em empresas, agropecuárias e propriedades rurais

POR ANDRÉ MARCEMINO HAMPF

ESPAÇO ABERTO

EM 15/09/2014

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Lembro-me de quando meu falecido avô comentava que antes de as crianças aprenderem a comer de tudo, era preciso ensinar-lhes a comer o arroz e feijão, como figuras de alimentos básicos encontrados na maioria das residências brasileiras e que integram grande parte da principal refeição do nosso país. Sendo assim, muitas vezes em conversa durante apresentações, palestras, seminários e atualizações que frequento, ouço que a gestão de pessoas é muito importante, que a gestão de pessoas é o futuro e que muitas pessoas estão se especializando nessa área, há consultores que só trabalham focado nesse aspecto dentro de empresas, independentemente de qual ramo a mesma se dedica, à comercialização de produtos agropecuários ou melhor insumos para o complexo agropecuário, ou prestadores de serviços, que crescem absurdamente no nosso país, incentivados a terem seu próprio negócio, ou produtores rurais que também devem ter a consciência que sua propriedade é uma empresa.

Questiono-me se realmente estamos no caminho correto para essa gestão, ou a falta de qualificação de mão de obra é que está limitando o crescimento das várias empresas e segmentos do nosso país? Baseado nessa reflexão me propus a indagar sobre esse fato através desse artigo de opinião, observando todas as dificuldades e as possibilidades que temos e não conseguimos pôr em prática, os erros que podemos evitar, os acertos que nos norteiam a uma direção segura, o que podemos aprender e até mesmo melhorar com os mesmos.

Feijão e arroz, conforme mencionado anteriormente, são o começo/início de todo trabalho bem ou mal sucedido dentro de uma instituição, nesse artigo reconhecida como empresa. Como tudo em nossas vidas tem início, meio e fim, o aprendizado também é assim, contudo tenho como forma de trabalho, que o fim nunca chega, pois estamos constantemente buscando mais e mais conhecimentos e sempre vislumbrando como fazer as tarefas e serviços da melhor maneira possível. Segundo um grande pensador “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein).

Como podemos esperar resultados diferentes se na maioria das vezes queremos sempre o máximo que o colaborador pode nos dar? A máxima eficiência, o melhor trabalho que possa ser fornecido, se muitas vezes tentamos continuar sempre fazendo as coisas da mesma maneira? Quantas vezes em conversa com alguns dos meus clientes, os mesmos reclamam que os colaboradores de suas propriedades rurais, ou melhor suas empresas rurais, produtoras de alimento, não fazem nada certo, só reclamam e cada vez está pior o serviço e por ai vai.

Vamos começar pelo início então. Vou parafrasear alguns dos meus clientes e/ou colegas para poder elucidar algumas situações práticas.

“Antigamente meus peões eram muito melhores e não ficavam reclamando toda hora”. Analisando essa colocação, “antigamente” estamos tratando de quando exatamente, nesse caso 10 anos atrás, há 10 anos qual a quantidade de animais que havia na propriedade? Quantos litros de leite eram produzidos na propriedade? Quantos hectares eram destinados a agricultura? Qual a média de produção dos animais? Qual a média de produção por hectare? Quantos colaboradores trabalhavam na empresa? Essas são apenas as questões feijão com arroz, que temos que responder para apenas uma colocação. Analisamos as mudanças não somente na empresa, como no cotidiano das pessoas envolvidas, quanto de informação existia naquela época, quanto de informação existe hoje, os meios de comunicação são os mesmos ou a velocidade das informações é praticamente instantânea! A maioria dos colaboradores de qualquer empresa quer ser tratado como tal. COLABORADOR e não funcionário, muito menos peão, quantas decisões operacionais tomamos em conjunto com os colaboradores, tendo em vista que muitos deles irão executar essas tarefas cotidianamente. Afinal porque colaborador e não funcionário? Analisemos a descrição de cada um, em um comparativo sobre os termos:

Colaborador: Significa aquele que ajuda, ampara, facilita algo ou alguém para se atingir determinado objetivo, ou seja, é aquela pessoa importante que sempre buscar agregar de alguma maneira.

Funcionário: O funcionário é aquela pessoa que foi contratada para fazer determinado serviço, e de fato o faz, porém, se limita a isso, ela não se esforça, não vai nem um pouco além, não auxilia companheiros, não quer ficar até mais tarde quando é preciso, o lema dessa pessoa geralmente é: “Fui contratado para fazer isso”. (Fonte: http://bit.ly/1m8bdNd, Fábio Garcia Sant' Ana, 09 de fevereiro de 2010).

Então temos funcionários ou colaboradores em nossas empresas? Estamos tratando nossos colaboradores como tais ou como funcionários?

Muitas empresas comentam “Se eu não estiver aqui, as coisas não funcionam, não acontecem”, mas novamente apelo para o artigo fantástico do Sr. Fábio. Nessa diferença entre os dois, obviamente que uma parcela da culpa é da própria pessoa, que muitas vezes não tem interesse, não quer se desenvolver, mas não podemos deixar de mencionar aqui o caso em que as empresas propalam aos quatro cantos do mundo que possuem colaboradores, quando na realidade, internamente os tratam como funcionários.

“Essas empresas não os valorizam, não dão chances para crescimento, não abrem espaço para o debate de opiniões, não querem saber o que os mesmos pensam, não oferecem boas condições de trabalho, toem direitos trabalhistas, têm administração totalmente autocrática, dentre uma infinidade de ações errôneas. Resumindo, vendem uma imagem que não lhe pertence, apresentam para clientes e fornecedores “uma casca bonita”, mas que na realidade, está toda “podre” por dentro.

Empresas desse tipo possuem somente funcionários, pois, “tudo” aquilo que ela oferece, irá ter de volta, profissionalmente a lei da reciprocidade é essa: ninguém irá se esforçar pelo outro sabendo que não obterá um retorno ou reconhecimento.

Com posturas desse porte não é somente a empresa e o funcionário que perdem, perde também o fornecedor e o cliente que passa a contar com atendimento, serviço e produto de qualidade duvidosa.

A diferença entre funcionário e colaborador não é, portanto, uma simples questão de semântica, é algo muito mais sério e que afeta diversos interesses além daqueles entre empresa e funcionário/colaborador.” (Fonte: http://bit.ly/1m8bdNd, Fábio Garcia Sant' Ana, 09 de fevereiro de 2010).

Um cliente e grande amigo pessoal também tem em sua empresa produtora de leite, todos os aspectos que tem a serem melhorados e os afazeres que devem ser realizados, porém a opinião é única e exclusivamente dele, não há compartilhamento de informações, treinamento, valorização dos colaboradores e em nossa última conversa ele mencionou “Essa última semana perdi 04 funcionários”, na verdade não perdeu, esse fato deve ser amplamente discutido e considerado, existe realmente uma forte razão para o fato ocorrido, ou nós estamos deixando os fatos acontecerem livremente e ficamos só reclamando. Infelizmente nesse caso é a última opinião que domina. Conversamos muito a respeito, porém quando não se quer mudar e começar a ter um certo padrão de tarefas a serem realizadas, independentemente de quem as faça, as empresas realmente penam e perdem produtividade, eficiência e até mesmo motivação para buscarem sempre a inovação.

Até agora abordamos as opiniões pela ótica de dentro das empresas e de seus gestores, mas é óbvio que existem outras situações e avaliações que devem ser implantadas para mensurar a qualidade, a perspectiva, a participação, a motivação, o conhecimento etc, por parte dos colaboradores também, que a partir daqui comentaremos.

Muitas das reclamações dos nossos clientes é que muitos deles dizem “investir” em seus colaboradores e os mesmos não dão retorno e por algum motivo supérfluo decidem sair da empresa ou trocá-la por outra. Basicamente as razões são as mesmas que as abordadas pela empresa, muitas pessoas necessitam de estímulos verbais, intelectuais e quando merecido até mesmo financeiro, apesar desse último não recomendar, porém existem outras ferramentas para fazer essas gratificações, como viagens, reuniões, busca pelo excelente ambiente de trabalho, contudo trabalhar ou gerir pessoas não é uma tarefa fácil, quantas vezes contratamos gerentes ou consultores e os resultados em um primeiro momento parecem serem promissores, porém em 06 meses as falhas e a taxa de rotatividade da mão de obra voltam ao normal na empresa. Então surge a pergunta o que fazer para minimizar, esse é o termo correto, porque conseguirmos zerar isso não é possível, mas minimizar e transformar a empresa em um ambiente saudável, rico, estimulante e recompensador são os primeiros passos.

Como seria fácil e agradável se conseguíssemos construir uma equipe de colaboradores pró-ativos, interessados e comprometidos, mas não é uma tarefa fácil, muitas vezes porque as pessoas responsáveis por essa gestão não estão totalmente preparadas, ou acreditam que estão demais preparadas e isso é extremamente maléfico para a empresa, pois a busca pelo conhecimento e a construção de um ambiente interno agradável é contínua.

Se você se encontra em uma das situações comentadas não se desespere, para tudo há uma ferramenta para minimizar e iniciar os trabalhos para chegarmos a uma situação satisfatória.
 

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ANDRÉ MARCEMINO HAMPF

Consultoria em Pecuária Leiteira e Corte, Extensionista de campo com trabalho em propriedade, empresas e com Comportamento, Manejo e Saúde canina.

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HELDER DE ARRUDA CÓRDOVA

CASTRO - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 15/09/2014

Piá, parabéns pelo artigo. Penso da mesma que você. O ser humano é o principal fator de sucesso ou fracasso de uma empresa. Tudo gira e depende dele. A formação, o treinamento e a capacitação de uma equipe demora um pouco. Os resultados com certeza vem com o tempo, principalmente se houver participação nos lucros. A subsistência de cada pessoa envolvida no processo depende da produção de cada vaca. Continue escrevendo e dando sua contribuição para a atividade leiteira.
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/09/2014

Uma segunda feira com prato cheio para comesar a semana e refletir sobre o artigo acima,nos produtores ,saber mexer com gente é um dom especial mas determinante para o  bom andamento da empresa.

Parabens pelo artigo.