Balancear fibra longa e amido degradável no rúmen é crucial para o alto teor de sólidos no leite

Para Marcos Neves, a principal 'deficiência nutricional' no Brasil provavelmente ainda é a baixa utilização da formulação de dietas em um país que produz leite usando alimentos concentrados. "Os alimentos concentrados são invariavelmente o maior custo da atividade leiteira. Este insumo tem alto custo, mas pode resultar em alto retorno financeiro quando utilizado de forma adequada".

Publicado por: MilkPoint

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Marcos Neves - palestrante do Interleite Brasil 2019“Carboidratos fibrosos e não fibrosos representam cerca de 70% da dieta de vacas leiteiras, independentemente do nível de produção de leite dos animais. Ou seja, são o maior grupo de nutrientes na dieta de bovinos e representam uma alta proporção do custo alimentar”. Em entrevista exclusiva ao MilkPoint, essa foi a fala de Marcos Neves Pereira quando questionado sobre a importância de monitorar a fibra e o amido da dieta de vacas leiteiras.

Segundo ele, para suprir esses nutrientes, são utilizadas forragens e concentrados ricos em fibra ou amido. “Carboidratos fibrosos são necessários para manter a adequada função ruminal, saúde e longevidade em vacas leiteiras. Alguma fibra longa é sempre requerida na dieta de vacas em lactação. Os carboidratos não-fibrosos, como o amido, são uma importante fonte de energia para o animal (na forma de ácidos graxos voláteis) e estimulam a síntese de proteína microbiana no rúmen, capaz de aumentar a secreção de proteína no leite. Manter balanço adequado entre fibra longa e amido degradável no rúmen é importante para produzir leite com alto teor de sólidos e obter vacas produtivas, saudáveis e longevas”, completou ele.

Marcos é professor titular da Universidade Federal de Lavras (UFLA) e estará conosco no Interleite Brasil 2019 proferindo uma palestra sobre “Monitoramento da fibra e do amido na dieta de vacas leiteiras”. Sua apresentação compõe o painel 5 do evento intitulado de “O manejo de alimentação e da formulação de dietas”.

Para Marcos, a principal ‘deficiência nutricional’ no Brasil provavelmente ainda é a baixa utilização da formulação de dietas em um país que produz leite usando alimentos concentrados. “Os alimentos concentrados são invariavelmente o maior custo da atividade leiteira. Este insumo tem alto custo, mas pode resultar em alto retorno financeiro quando utilizado de forma adequada. Formular dietas é adequar da melhor forma possível alimentos concentrados a uma forragem basal, de forma a maximizar a eficiência biológica e financeira da vaca leiteira. Ao usar concentrados, é importante fazê-lo da melhor forma possível”.

Ele reforçou que a alimentação é o maior custo da atividade leiteira e que as vacas simplesmente digerem os alimentos a elas fornecido e os transformam em leite, agregando valor às forragens e concentrados comprados ou produzidos na fazenda. Ele destaca que ter eficiência na alimentação é vital para ser viável na atividade.

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Ainda de acordo com o professor da UFLA, ter equipamentos de colheita de silagem de milho capazes de processarem adequadamente a forragem ainda é um desafio em várias regiões, principalmente para pequenas propriedades que buscam fazer uma nutrição adequada. “Busca-se fibra longa e grãos totalmente processados na silagem de milho, o que é difícil de ser obtido com milho de textura dura do endosperma e colhedora sem rolos para processamento dos grãos”.

Sobre a sua ilustre presença no Interleite, ele acrescentou: “o evento é um momento de troca de informação. Os encontros técnicos são importantes para o crescimento profissional das pessoas e da pecuária leiteira como um todo. Espero que todos levem coisas úteis no retorno para casa, inclusive, sobre nutrição de vacas”.

Há 25 anos crescendo junto com o setor leiteiro, o Interleite Brasil é o evento que reúne toda a cadeia produtiva para falar de mercado, gestão, inovação e futuro.  Neste ano, novamente em Uberlândia/MG, nosso compromisso é fazer um evento imperdível, daqueles que você não se arrepende jamais de ter participado!  Neste ano, o Interleite Brasil contará com várias inovações. Uma delas é um painel de debate junto aos laticínios focado no relacionamento com o produtor e a coordenação da cadeia láctea. Algo totalmente novo e que também pretende movimentar o público e agregar no setor são os casos de sucesso oriundos de outros países. Resumindo? Você não pode perder! Confira a programação completa e faça a sua inscrição com 15% até o dia 25/07.

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