Nutricionalmente, a silagem apresenta propriedades determinantes para vacas de alta exigência metabólica. Uma delas é a estabilidade e padronização da dieta, uma vez que a produção e o armazenamento do alimento garantem a continuidade no fornecimento e a redução da variabilidade de qualidade ao longo do ano, fator essencial para rebanhos sensíveis às flutuações de dieta.
O fornecimento de silagem garante aos rebanhos alimento de alta densidade energética, pois plantas destinadas à ensilagem, como o milho, fornecem volumoso com elevado teor de energia proveniente de carboidratos fermentáveis, promovendo maior aporte energético para manutenção e lactação, melhor eficiência de síntese microbiana no rúmen e redução do déficit energético negativo no início da lactação.
Silagem de boa qualidade fornece aos animais de alta produção fibra de boa digestibilidade efetiva, mantendo a mastigação e a motilidade ruminal adequadas, ao mesmo tempo em que disponibiliza fibra digestível que favorece consumo de matéria seca adequado, saúde ruminal e melhor desempenho metabólico.
A silagem usada na alimentação de rebanhos leiteiros gera impactos na produtividade, uma vez que garante aumento e estabilidade da produção. Animais de alta produção dependem de dietas com alto aporte energético. Nesse contexto, a silagem se mostra uma forma eficiente no fornecimento de energia a baixo custo, refletindo em elevação dos níveis de produção no pico de lactação, melhor persistência ao longo da curva produtiva e menor queda de produção no período seco e de transição.
Do ponto de vista produtivo, o consumo de silagem otimiza a conversão alimentar, garantindo maior produção de leite por quilo de matéria seca ingerida, redução de sobras e perdas na linha de cocho e menor necessidade de correções frequentes na dieta. Dietas estáveis baseadas em silagem oferecem suporte ao desempenho reprodutivo e sanitário do rebanho, reduzindo oscilações metabólicas e contribuindo para menos casos de acidose, cetose e deslocamento de abomaso, intervalo parto-concepção mais curto e taxas de concepção mais altas.
A adoção de silagem como base volumosa traz à propriedade benefícios econômicos e de rentabilidade, impactando diretamente sobre os custos e a lucratividade da atividade. A produção de silagem na propriedade resulta em custo energético inferior ao da compra de concentrados, permitindo redução do custo total da dieta e maior margem de lucro por litro de leite. Culturas para ensilagem possuem elevada produtividade de matéria seca por hectare, favorecendo otimização do rendimento agrícola, previsibilidade da oferta de alimento e diminuição da dependência externa de volumosos.
Em tese, a silagem, no contexto da atividade leiteira, vai muito além de um pilar nutricional, sendo também um pilar fundamental para a rentabilidade e lucratividade da propriedade. Para que todos os pontos benéficos do uso de silagem expostos neste texto se concretizem, é fundamental que as boas práticas para o melhor aproveitamento sejam seguidas, tais como a escolha correta de cultivares adaptados à ensilagem, colheita no ponto ideal da matéria seca, compactação eficiente, uso de inoculantes eficazes e de qualidade como o SILOFarm MILHO e SILOFarm PASTAGEM da Biofarm, vedação adequada, manejo correto na retirada para evitar deterioração aeróbia e avaliação constante da qualidade, com ajustes na formulação das dietas.
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