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[Vídeo] João Ricardo A. Pereira: "o problema não é a falta de recursos do produtor, mas sim, o mau uso"

João Ricardo Alves Pereira é Professor Adjunto do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual de Ponta Grossa – PR. Graduado em Zootecnia pela UNESP de Jaboticabal. Atualmente, também é palestrante e consultor de empresas nas áreas de conservação de forragens e nutrição animal. Além disso, João Ricardo produz leite e escreve materiais técnicos sobre o tema. Ele compõe a grade de palestrantes do Interleite Sul 2017.

“Muitas vezes, o problema não é a falta de recursos do produtor de leite, mas sim, o mau uso desses recursos. O produtor faz um investimento na cultura e no maquinário, mas o grão não está sendo colhido no momento certo ou a máquina não está adequada para o seu negócio. Em várias situações, a demanda do produtor não exige um conhecimento profundo do técnico, mas sim, uma informação simplificada”, pontua João.

Segundo ele, para vários produtores, a “semana da silagem” (período no qual ocorre o processo para conservar a forragem e que às vezes dura 15-20 dias) é estressante, desgastante e cara. “Há produtores que gostam apenas de vacas e não se familiarizam com máquinas. Frequentemente, eles não conseguem ser eficientes em diferentes áreas”.

Na visão de João, os produtores da região Sul atualmente buscam precocidade, como a do milho por exemplo. “A área do produtor é pequena, ele tem que produzir muito leite e alimentos. Se ele quer produzir muito, ele tem que encurtar os ciclos. Quando ele planta, ele quer rapidez e não pode esperar tranquilidade quando for colher”. Ele acrescenta que para acompanhar esse ritmo exigido, o produtor pode optar pela combinação de híbridos ou escalonamento de plantio, itens que devem compor o planejamento.

“Se o produtor fizer o planejamento agronômico, conseguirá aliviar parte do estresse que a colheita gera, pois são processos integrados. A exigência das vacas é calculada em quilo de energia e, quanto mais eficiente a propriedade for para produzir alimentos por hectare, menor a dependência das compras externas. Precisamos desmitificar algumas coisas, como a dissociação da perda de grão da silagem com o híbrido, a vaca ou o milho. Temos que entender que grande parte dos problemas está relacionado ao mau processamento. Isso é muito típico quando há um desconhecimento do prestador de serviço ou do próprio produtor, que ao comprar a máquina, entrega para o funcionário sem estudá-la”.

João acredita que saímos de uma fase na qual a formação era fundamental, pois já estamos em uma fase em que a informação é essencial. “Nos dias atuais acessamos a informação rapidamente. O técnico precisa ir na propriedade, entender a demanda do produtor e passar a informação adequada a ele. O que eu digo para os meus alunos é: sujem os pés! Se nós sentássemos na beira do cocho e víssemos as vacas comendo, renderíamos três aulas lá mesmo. Eu preciso ir na universidade para dar uma base do que está acontecendo no campo, os fenômenos, mas a interação campo-universidade é fundamental. O que eu quero do meu aluno? Que ele seja mais crítico com relação ao sistema, já que o mundo está evoluindo por causa das perguntas, e não por causa das respostas”, completou.

Saímos de uma fase na qual a formação era fundamental, pois já estamos em uma fase em que a informação é essencial.João Ricardo Alves Pereira

Confira o vídeo de João Ricardo Alves Pereira:



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