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Prêmio Impacto 2016: conheça o trabalho da finalista Carla Maris Bittar

NOTÍCIAS AGRIPOINT

EM 28/06/2016

3 MIN DE LEITURA

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Estamos na segunda fase de votações para o Prêmio Impacto MilkPoint 2016, que tem como objetivo valorizar profissionais que contribuem para a melhoria da atividade leiteira no Brasil.

Os 5 finalistas foram escolhidos entre 14 profissionais de destaque, por votação aberta no site. As votações da segunda etapa terminam no dia 15 de julho, às 9h00, e o vencedor será conhecido durante a cerimônia de abertura do Interleite Brasil 2016, que acontecerá em Uberlândia/MG, nos dias 3 e 4 de agosto.

Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Carla Maris Bittar, finalista do prêmio:

Carla Maris Bittar é Engenheira Agrônoma pela ESALQ/USP, Master of Science pela University of Arizona e Doutora em Ciência Animal e Pastagens pela ESALQ/USP. Trabalhou durante 2 anos como Pesquisadora na Embrapa Pecuária Sudeste, e atualmente é professora de nutrição de ruminantes e metabolismo animal no Departamento de Zootecnia da ESALQ/USP, onde conduz pesquisas com bovinos leiteiros em crescimento, principalmente na fase de aleitamento.

Que atividades está desenvolvendo? Conte um pouco sobre seu trabalho atual.
Carla M. Bittar:
Além de aulas na graduação e pós-graduação da ESALQ, tenho boa parte do meu tempo direcionada à pesquisa e extensão. Em relação à pesquisa, estamos terminando projeto grande com colostragem, que englobou levantamento de práticas de criação de bezerras no Brasil (trabalho publicado recentemente), avaliação da qualidade de colostro em diferentes propriedades, avaliação de suplemento de colostro em diferentes situações de manejo e avaliação de diferentes protocolos de colostragem e sua importância na nutrição e na termogênese de recém-nascidos. Em paralelo, continuamos nossas pesquisas com diferentes dietas líquidas (sucedâneo, leite, leite acidificado) e diferentes programas de aleitamento. Temos dados muito interessantes e estamos contribuindo com conhecimento nesta área que é tão importante para os sistemas de produção de leite.
Na extensão, tenho realizado palestras e cursos de curta duração para técnicos, produtores e alunos de graduação, sempre com objetivo de desenvolver olhar crítico à criação de bezerras leiteiras. Ainda temos muitos paradigmas a serem quebrados e muita resistência no campo para adoção de práticas de extrema importância. Vemos ainda hoje produtores que não oferecem água para bezerros em aleitamento, além do sempre presente problema da colostragem inadequada.

Quais suas principais contribuições para o setor lácteo nos últimos anos?
Carla M. Bittar:
Trabalho com pesquisa na nutrição e manejo de bezerros leiteiros desde 1994, quando me formei em Engenharia Agronômica na ESALQ/USP. Já nesta época, percebi a negligência de muitos produtores com animais jovens e o quanto isso afeta a eficiência do sistema de produção. As altas taxas de mortalidade, associadas ao baixo desempenho, acabam aumentando a idade à puberdade e, consequentemente, ao primeiro parto, trazendo grande ineficiência ao sistema. Acredito que o trabalho que vem sendo conduzido com a minha equipe de alunos de graduação e pós-graduação na ESALQ tem auxiliado o produtor a melhorar esses índices. Vemos que muitos dos problemas ocorrem já nos primeiros dias, com colostragem inadequada, e por isso temos trabalhado bastante nesta fase. Também, os programas de aleitamento (volume e tipo de dieta líquida), além de processos de desaleitamento mal feitos, têm também colaborado com baixos índices zootécnicos. Nossos trabalhos de pesquisa e de extensão têm chamado a atenção de produtores para pontos como estes, e hoje não vemos mais a criação de fêmeas de reposição ser tratada como última prioridade.

Como a assistência técnica pode contribuir para o desenvolvimento da atividade?
Carla M. Bittar:
A assistência técnica é fundamental para a transferência de tecnologia e possibilidade de ganhos técnicos e financeiros. A velocidade de geração de conhecimento não permite mais que um produtor não seja assistido por um técnico bem treinado. Mais do que simplesmente uma ação educadora de “como produzir”, acredito que assistência técnica tenha como objetivo incentivar o produtor em questões de gestão, assim como desenvolver o olhar crítico a novas tecnologias. Auxiliar o produtor a criar uma visão de seu sistema de produção como algo complexo e interligado, e não fragmentado em diversos setores, como normalmente tratado, contribui para o desenvolvimento da atividade. Com esta visão, o produtor entende que a bezerra de hoje é a vaca de amanhã...

Mesmo se você não votou na primeira fase, você pode participar da segunda etapa de votação, que se estenderá até o dia 15/07 às 09h00.

A indicação da 2ª fase é independente da primeira, isto é, a contagem de votos foi zerada, e é você quem indicará novamente o merecedor do prêmio, votando entre os cinco candidatos.

Clique aqui para votar. Participe e ajude a valorizar o trabalho técnico no setor!

Esse prêmio é uma iniciativa do MilkPoint, mas só foi viabilizado pelo patrocínio Master da Itambé e CCPR.

Aproveite as inscrições com desconto especial para o Interleite Brasil 2016. Acesse agora www.interleite.com.br.

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