Mastite pode ser controlada com medidas preventivas e baratas

O nível de mastite do rebanho é afetado tanto pela taxa de novas infecções como pela duração das infecções existentes. Pode-se controlar a mastite. Saiba como!

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Marcos Veiga dos Santos

Atualmente, o Programa dos 6 Pontos para controle da mastite é mundialmente reconhecido como o conjunto de medidas mais eficazes para redução dos prejuízos causados pela doença. Os produtores de leite devem se empenhar na adoção deste programa uma vez que a sua implantação traz um retorno econômico elevado em rebanhos com problemas de mastite.

O nível de mastite de um rebanho é afetado tanto pela taxa de novas infecções como pela duração das infecções existentes. É importante enfatizar a natureza multifatorial da mastite, pois muitos fatores influenciam o nível de infecção, como a vaca, o ambiente, os microorganismos, as práticas de manejo e a ação do homem.

As medidas de controle são conhecidas desde a década de 60-70 e podem ser aplicadas de forma efetiva tanto em rebanhos pequenos ou grandes, rebanhos confinados ou a pasto. Este conjunto de medidas é conhecido como Programa dos 6 Pontos:

1. ADEQUADO MANEJO DE ORDENHA - o princípio básico de uma ordenha eficiente é ordenhar tetos limpos e secos, assegurando assim a obtenção de leite de alta qualidade e redução da incidência de mastite. Para prevenir a transferência de bactérias entre animais durante a ordenha, deve ser realizada a desinfecção dos tetos após a ordenha (pós-dipping), que representa a medida isolada mais importante para o controle da mastite contagiosa.

2. FUNCIONAMENTO ADEQUADO DO EQUIPAMENTO DE ORDENHA - a ordenha deve ser realizada de forma a minimizar lesões nos tetos e reduzir a transferência de bactérias de uma vaca para outra. Portanto, o equipamento de ordenha deve ser dimensionado de acordo com padrões internacionais e deve ser checado quanto ao seu funcionamento, por técnico especializado, a cada 6 meses.

3. TRATAMENTO DE TODOS OS QUARTOS NA SECAGEM - TRATAMENTO DE VACA SECA - a secagem representa e melhor momento para tratamento de casos de mastite subclínica existentes no rebanho, devido a alta eficácia da antibioticoterapia neste período. Este sucesso se deve a maior concentração dos medicamentos para vaca seca e devido ao maior tempo de permanência do antibiótico na glândula mamária. Esta é uma importante medida para a redução da duração das infecções existentes e atua na prevenção de novas infecções.

4. TRATAMENTO IMEDIATO DE TODOS OS CASOS CLÍNICOS - esta medida envolve a detecção precoce dos casos clínicos e início do tratamento intramamário em bisnagas individuais. Esquemas de tratamento dos casos clínicos devem ser realizados de acordo com a recomendação do médico veterinário. Deve-se observar o tempo de descarte do leite de todos os quartos durante e após o fim do tratamento.

5. DESCARTE DOS ANIMAIS COM CASOS CRÔNICOS - vacas que não respondem à terapia devem ser consideradas para o descarte, pois sua presença no rebanho implica em risco de novas infecções para as vacas sadias.

6. PROPORCIONAR AMBIENTE LIMPO E CONFORTÁVEL NA ÁREA DE PERMANÊNCIA DOS ANIMAIS - esta medida visa diminuir os riscos de transmissão de microrganismos do ambiente para o animal durante o período entre as ordenhas.

Estudos realizados na Inglaterra e EUA indicam que para cada dólar investido num programa de controle de mastite pode haver um retorno de 5 dólares. Este alto retorno sobre o investimento neste programa ocorre pelo menor número de mortes/descarte prematuro dos animais, diminuição dos casos clínicos, redução do descarte de leite, diminuição do gasto com medicamentos, redução no gasto com mão-de-obra adicional e menores gastos com serviços veterinários.

Tebela


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fonte: MilkPoint
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Material escrito por:

Marcos Veiga Santos

Marcos Veiga Santos

Professor Associado da FMVZ-USP Qualileite/FMVZ-USP Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225 Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP Pirassununga-SP 13635-900 19 3565 4260

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