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Leite só gera lucro fora da zona de conforto

Hoje nos deparamos com vários sistemas de produção de leite e vários perfis de produtores também, mas, independentemente do sistema ou do perfil, o produtor está sempre em busca do tão sonhado lucro, porém nem todos atingem este nível. 

É comum em períodos de alta do leite o produtor se acomodar e deixar de buscar melhorias porque está tendo uma boa rentabilidade. Porém, o preço do leite é uma montanha russa. Aí quando baixa, começamos a correr atrás de detalhes tentando – atrasados - ajustar os erros.

Por outras vezes, colocamos metas pequenas para a atividade, aí quando atingimos a meta nos acomodamos novamente. Falar que precisamos ver a atividade como um negócio já é de praxe, porém preciso reforçar isto para que não caia no esquecimento. 

E como qualquer outro negócio, precisamos de lucro e satisfação. Para alcançar estes objetivos precisamos estar focados e buscando sempre evoluir para sobreviver na atividade. 

Não podemos cair no conto do "time que tá ganhando não se mexe". Se não se mexer, o outro time mexe  e você perde o jogo.

Veja o exemplo da marca NOKIA. Há alguns anos eram os celulares mais vendidos. A marca, acomodada, não mexeu no time e não acompanhou a evolução. Hoje é difícil você ouvir falar na NOKIA, concorda?

No leite é a mesma coisa, precisamos sair da zona de conforto, estar sempre buscando melhorar, buscando coisas que nos motivem a tocar a atividade. Hoje certamente não queremos a vaca de 10 anos atrás, nem o manejo deste tempo. E diariamente viemos nos preparando para a vaca que virá daqui 10 anos, bem como o manejo também.

Quem não se programar, não planejar e não se empenhar, a seleção natural vai se encarregar de excluir da atividade.

Precisamos achar motivação a cada dia, a cada resultado positivo alcançado. Estando motivados, sempre estaremos em busca de melhorias, de mais lucro e satisfação, inspirando nossos colegas a buscarem incessantemente uma posição melhor na cadeia produtiva do leite. Motivados vamos manter uma agenda positiva para o leite. 

FABRÍCIO NASCIMENTO

Produtor de leite em Jóia, Rio Grande do Sul, e palestrante.

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ALOISIO BASTOS

EM 23/05/2019

Boa Tarde ! Entendo que falar de mudança neste setor sempre fica no campo empírico, algumas mudanças de última hora estão surgindo, com as normas, mais a atividade é milenar e nunca se pensou em tantas reformas no processo como agora. Estamos vivendo uma concorrência direta de países vizinhos e fica a dúvida se o leite importado vai sofrer a fiscalização Brasileira na linha básica de produção conforme nossas normas.Como sempre o povo Brasileiro paga a conta. Não sou contra o que seria uma melhoria de qualidade mas sim com as deturpações . Normas, Leis, regras em geral não se atribui a quem as fazem e sim aos pequenos, sofridos e cada vez em menor número produtores rurais de nosso país.
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/04/2019

Bom dia a todos
Reli todos os comentários pois me interessei pela diversidade das respostas .
Depois disto continuei lendo a coluna da milkpoint Para pensar .
Muitas respostas nos acharemos nesta coluna , procuremos as frases e aplicam a si mesmo , o fator psicológico da matéria é e terá muito peso .
Se lembrem bem se Eu apontar um de para alguém estarei apontando TRÊS para mim mesmo .
Bom final de semana a todos
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/04/2019

Marius obrigado por o comentário!
A ideia é justamente esta, que façamos uma reflexão sobre nossos atos da atividade, onde que podemos mudar e ter resultado .
Um baita abraço e viva o leite!
EDUARDO FONSECA PORTUGAL

MARECHAL CÂNDIDO RONDON - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/04/2019

...Em um país onde aproximadamente 30% do produtores de leite(estima-se pouco mais de 1.100.000 no Br) são responsáveis por 70% ou um pouco mais da produção leiteira nacional ,podemos imaginar que a atividade ainda não se profissionalizou! Em 2001 instalou-se via Mapa a I.N. 51 para se determinar um padrão mínimo de qualidade no país: Começou errado! Não se separa padrões de qualidade com duas(2) situações distintas: Uma (Região N e NE) com padrões inferiores ao SE,CO e S. Dois pesos e duas medidas. Aí veio a 62 e mais tarde novos desdobramentos das I.Ns. Outro fator a ser analisado são as diversas chancelas de Inspeção(S.I.F. ; S.I.P. ; S.I.M. ; etc.) com pesos diferentes. Agora com a I.N. 76 e I.N. 77 temos q correr contra o tempo,apesar de quase 45% do leite produzido no país ainda sofrer com os novos padrões de qualidade. Sem profissionalização não há resultados! Reflexão!
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Eduardo obrigado por o comentário!
Sua reflexão é ponderável, precisamos urgentemente buscar profissionalização.
DANIEL AMSTALDEN JUNIOR

MONTE ALEGRE DO SUL - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Triste , mas não existe zona de conforto, e sim um ponto de equilíbrio,onde nem sempre mais é Mais,(parece a Dilma) cada propriedade tem suas limitações e pontos positivos.
Obrigado a todos que estamos no mesmo barco, aos poucos como Tomé, experimentando, vendo para quer, vai sobrevivendo.
Livre mercado, isso pede ser problema,para quem já esta a merce do mercado.
Boa adaptação e sorte também , para todos.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Daniel obrigado por o comentário!
Sensatas tuas colocações!
JAIR DA SILVA MELLO

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 08/04/2019

Muito bom Fabrício, excelente reflexão.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Muito obrigado meu amigo Jair!
VICENTE RÔMULO CARVALHO

EM 08/04/2019

Maravilhosos e respeitáveis todos os comentários e colocações. Agora preciso de um, somente um que me diga além do leite existe algum produto que o comprador leva e após 30 a 45 dias paga o que bem enteder.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Vicente obrigado por o comentário!
JAQUELINE PAIM CERETTA

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Como sempre um excelente artigo. Parabéns Fabrício
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Obrigado por o comentário Jaqueline!
WEDER DE LIMA VIEIRA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/04/2019

Excelente análise. Encontramos muito situações como as descritas em campo. O produtor que sempre busca se reinventar, trabalhar com Gestão isso faz toda diferença. Parabéns.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Weder obrigado por o comentário!
Precisamos estar todo dia nos reinventado, acompanhando a evolução para que possamos nos manter competitivos .
ADEMIR LUIZ TASSI

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Temos que tomar cuidado com investimento na atividade leiteira, a taxa de retorno e muito baixa, qualquer mudança ou saturação do produto no mercado, o preço despenca ainda mais. Se contarmos com a depreciação de maquinários e equipamentos podemos dizer que trabalhos no vermelho. Enquanto não houver uma política para o setor é temerário fazer qualquer investimentos (somente o básico para não falir de vez). Atividade leiteira é uma atividade apaixonante, mas aquele produtor que tem alguma reserva financeira, compensa buscar outros ativos para investimentos, e deixar a paixão de lado.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Ademir obrigado por o comentário!
Eu sempre falo que os investimentos devem ser feitos em períodos de baixa no leite, assim sendo quando houver alta sobrará alguns trocados
FRANCISCO VALDERY ALVES DE MAGALHÃES

FORTALEZA - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Disse tudo.
ROMMEL JACINTHO DA SILVA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Exelente informacao
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/04/2019

Rommel obrigado por o comentário!
LEONAM ALMEIDA

TIMÓTEO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

O pensamento deve sim estar no amanhã para melhor planejar. Mas o problema do leite é hoje. Enquanto aceitarmos que o preço do leite é uma montanha russa, sobe e desce, sem nenhuma regra, estamos aceitando que não há nessa atividade leiteira uma lei de mercado. Qual atividade suporta oscilações súbitas de 40 a 50% no preço de venda sem ser causado por variações no custo de produção ou variações na bolsa ou em algum fenômeno na conjuntura internacional? O amanhã na atividade não existe porque não há estabilidade e previsibilidade. Pode não haver estabilidade, mas deve haver previsibilidade porque é atividade primária. Não há um ator estabilizante, que é o governo. Como podemos ser dos maiores produtores mundial de soja e milho e nosso rebanho passar fome? Como investir na atividade, com melhoria genética e pastagens, se não há previsibilidade no preço do alimento, custo, nem na venda, e nem no mercado externo porque nossa soja é precificada lá fora?
Concluindo: precisamos que a atividade leiteira deixe de ser atividade e passe a ser negócio, com regras de mercado e não regras particulares. Que a nossa soja e milho alimentem primeiro nosso rebanho. Que o governo garanta um mínimo fluxo de caixa de quem quiser investir no negócio, durante a amortização. Aí sim vamos poder pensar no amanhã.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

Leonam obrigado por o comentário!
O amanhã para o produtor deve ser como um GPS, o GPS não funciona se você não colocar o destino nele, fazendo isso ele vai te indicar o melhor caminho, no leite é assim, se sebemos qual destino queremos chegar, fica mais fácil pegar o melhor caminho.
CRISTIANO RAMOS EVANGELISTA

ITABERAÍ - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/04/2019

Temos que acompanhar a pesquisa, as inovações, as potencialidades que cada propriedade tem no máximo pois o lucro quando o tem, é mínimo! Mas hoje ainda é muito comum ver o manejo de não 10 anos atras, mas de 40, 50 anos, arriscando dizer que há manejos do inicio do seculo passado em vigor em 2019!
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

Cristiano obrigado por o comentário!
Muito sensata tua colocação, tem coisas de manejo que podemos mudar sem gastar nada, apenas ver e acompanhar a evolução, não podemos trabalhar a atividade como na antiguidade.
RICARDO ANDRE BLEY

EM 05/04/2019

É bem assim mesmo, se não inovar e buscar algo a mais, vamos falir eu próprio senti na pele, busquei informações e coloquei em prática e estou sempre atento a tudo que se passa ao nosso redor.
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

Ricardo obrigado por o comentário!
Estou na mesma situação que você, também senti na pele as dificuldades, mas aos poucos fui mudando e melhorando, hoje compartilho isso em firma de textos com os colegas produtores, para que não cometam os mesmos erros.
MARIUS CORNÉLIS BRONKHORST

ARAPOTI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

Prezado Fabrício
O setor leite não chamaria de montanha russa , mas devo concordar que é imprevisível , como o setores da carne também .
Em todos os setores da economia e na prestação de serviços a regra é a mesma .
Sem investimento não teremos resultados .
Se o investimento é pequeno o resultado será pequeno .
Se é grande o resultado será grande .
Concordo que a acomodação de hoje será a falência de amanhã .
Mas devo concluir que o setor nunca teve tão positivo do que nos últimos 6 meses .
Estipular metas de investimento e com isto aumento de produtividade e produção e eficiência da mão de obra é e será a meta para continuar no setor
Abraço
FABRÍCIO NASCIMENTO

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/04/2019

Marius obrigado por o comentário!
Excelente visão tua do setor, precisamos contagiar mais colegas produtores a se atentarem para evolução da atividade, ver como um negócio e como tal, gerando lucro e satisfação para o produtor .