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Quer receber R$ 0,07 a mais pelo litro de leite?

ESALQLAB

EM 30/10/2017

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 Eng. Agr. Laerte Cassoli
ESALQLab - Dep. Zootecnia – ESALQ/USP

Eng. Agr. Renato Minohara
Consultor e Gestor Grupo Minohara Agronegócios


Quem não gostaria de aumentar o valor de venda do seu leite? Existem algumas opções para isso, sendo uma delas a melhoria da qualidade do leite. Já existe número considerável de indústrias que adotam programas de remuneração por qualidade e que possibilita ao produtor, uma melhor remuneração frente à redução de CCS e CBT, por exemplo. Mas não falaremos de qualidade do leite, mas sim de qualidade da silagem de milho. Mas como assim? Qual relação entre qualidade de silagem e preço do leite? Vamos lá...

É indiscutível a importância da silagem de milho como fonte de nutrientes na alimentação animal e produção de leite. Muito também se fala da importância da qualidade desse volumoso e seu impacto sobre o negócio, seja em custo ou desempenho animal. Mas quais são os ganhos reais com a melhoria da qualidade da silagem e qual a relação com o “preço do leite”?

Para responder a essas questões, faremos aqui um exercício: iremos formular uma dieta utilizando duas silagens de milho com qualidade bem distintas e calcular o impacto sobre a RMCA (receita menos custo de alimentação). Para isso temos de assumir algumas premissas e cenários, que seria o seguinte:

1) Animal de 550 kg peso vivo, produzindo 26 kg leite/dia (teores de 3,8% de gordura e 3,3% de proteína) e com ganho de peso de 0,2 kg/dia. A formulação foi realizada seguindo o modelo do NRC 2001;

2) Silagem de milho de planta inteira cujos resultados foram obtidos a partir da base de dados da ESALQLab, uma com IQS (Índice de qualidade da silagem) de 97,2 e outra com 77,7, sendo classificadas como Diamante e Prata, respectivamente (
clique aqui para saber mais sobre o IQS) . A composição bromatológica é apresentada na tabela abaixo (Tabela 1):

Tabela 1.
Qualidade das silagens utilizadas na formulação de dieta, obtidas a partir do banco de dados da ESALQLab.



3) O custo de produção da silagem A (alta qualidade) sendo 10% inferior ao custo da silagem de baixa qualidade (em função de menores perdas no processo fermentativo, e maior produtividade por hectare para a silagem de alta qualidade).


Os ingredientes utilizados na simulação são apresentados a seguir, juntamente com a informação de custo (R$/kg MO), inclusão na dieta (Kg/vaca.dia) e o custo diário por vaca. A dieta foi formulada com o objetivo de manter a produção de leite em 26 kg/dia em ambos os cenários.

Tabela 2. Composição das duas dietas formuladas com silagens A e B, e o custo diário de alimentação vaca/dia.


 
Como podemos observar, foi necessário incluir maior quantidade de milho moído para suprir a menor quantidade de amido vinda da silagem de baixa qualidade. Esse foi o principal componente que levou ao aumento do custo de alimentação diário, em R$ 1,90 por vaca dia, ou 19,5% (Tabela 3). Como podemos observar houve também impacto na RMCA que baixou de R$21,5 para R$19,6.

Tabela 3. RMCA nas duas dietas e aumento no custo diário de alimentação (R$/vaca.dia).
 


Você deve estar se perguntado: “Até aqui tudo bem, mas qual a relação com o preço do leite?”. O que podemos fazer agora é transformar essa diferença no aumento de custo de alimentação em aumento do preço do leite.

Se dividirmos R$1,90 pela produção de leite diária (26 kg/vaca.dia), teremos como resultado R$0,07. Ou seja, produzir uma silagem de qualidade é o mesmo que aumentar em R$ 0,07 o preço de venda do seu leite.

Vale ressaltar aqui que esse valor vai direto para o seu bolso. Com essa simples simulação, fica claro o impacto que a qualidade da silagem tem na eficiência do seu negócio. Não é uma novidade, uma vez que o gasto com alimentação é um dos principais componentes de custo na produção leiteira.

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WEDER DE LIMA VIEIRA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/11/2017

Parabéns pelo artigo. Um volumoso com melhor qualidade vai acrescentar e muito na rentabilidade do produtor.
LUIS EINAR SUÑE DA SILVA

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/11/2017

Parabéns pelo trabalho. Vivemos batendo de frente com aqueles que não dão importância para um.otimo volumoso, assim como aqueles que defendem o sistema a pasto. Neste, para se produzir o mesmo há tb que agregar mais concentrados.
GUSTAVO FERREIRA DE ALMEIDA

CAMPESTRE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 31/10/2017

Joia Drs