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A forma física da forragem pode afetar o desempenho dos bezerros?

POR CARLA MARIS MACHADO BITTAR

E MARÍLIA RIBEIRO DE PAULA

CARLA BITTAR

EM 21/02/2013

8 MIN DE LEITURA

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A ingestão de alimentos sólidos é necessária para estimular o desenvolvimento do rúmen no bezerro e facilitar a transição de pré-ruminante para ruminante funcional. Esta transição envolve mudanças no trato digestório devido às transformações ocorridas, já que a fonte de glicose passa a não ser exclusivamente provinda do leite, mas também dos ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) produzidos no rúmen. Durante o aleitamento, a ingestão de sólidos pelo bezerro, particularmente a de alimentos ricos em carboidratos, estimula a proliferação microbiana no rúmen e a produção de AGCC, o que consequentemente estimula o desenvolvimento das papilas ruminais. No entanto, o consumo elevado de alimentos altamente fermentáveis no rúmen podem causar redução do pH e da motilidade ruminal, podendo ainda causar queratinização das papilas ruminais, prejudicando a absorção dos AGCC no rúmen. Embora o consumo de forragens contribua menos para o desenvolvimento das papilas ruminais, a forragem estimula o desenvolvimento da camada muscular do rúmen. Além disso, o consumo de forragens promove a ruminação e mantém a integridade e saúde do rúmen.

Alguns pesquisadores defendem que não se forneça feno para os bezerros durante o período de aleitamento, pois algumas pesquisas comprovam que os animais consomem menos concentrado e apresentam baixo desempenho. No entanto, outras pesquisas mais recentes têm mostrado que a introdução de forragem de boa qualidade no período de aleitamento pode melhorar o ganho de peso e a ingestão de matéria seca dos animais. Além disso, alguns autores alegam que o fornecimento de feno pode melhorar a eficiência alimentar caso o concentrado fornecido seja texturizado.

Além do teor de forragem da dieta, o tamanho de partícula influencia o ambiente ruminal, a produção de AGCC, além da estrutura e função das papilas ruminais. O fornecimento de forragens picadas ou moídas finamente podem resultar em redução no pH e da população de bactérias celulolíticas. O tamanho de partícula afeta claramente o ambiente ruminal, no entanto ainda não está claro se o tamanho de partícula ou a quantidade de fibra na dieta de bezerros pré-ruminantes influenciam no desenvolvimento ruminal. Pensando nisto, pesquisadores canadenses avaliaram o efeito do tamanho de partícula da forragem misturado ao concentrado inicial sobre o desempenho e digestibilidade de bezerros. A hipótese dos pesquisadores é que o tamanho de partícula da forragem poderia influenciar no desenvolvimento ruminal de bezerros leiteiros e isto refletiria no aumento do consumo de ração e melhor desempenho dos animais que consumissem forragem com maior tamanho de partícula.

Para este estudo foram utilizados vinte bezerros machos da raça Holandês, com peso ao nascer variando de 45 a 47 kg. Os bezerros foram colostrados e entraram em experimento aos 2 dias de vida. Os animais foram alocados em abrigos individuais e receberam sucedâneo acidificado (22% PB e 18% EE) diariamente, divididos em 2 refeições (8 e 16 h). Nos primeiros 35 dias de vida (5 semanas), os animais receberam 8 litros de sucedâneo/dia (1,2 kg/dia de MS); do 36º ao 38º dia, os animais receberam 6 litros de sucedâneo/dia (0,9 kg/dia de MS); do 39º ao 41º dia os animais receberam 4 litros de sucedâneo/dia (0,6 kg/dia de MS), e a dieta líquida foi sendo reduzida progressivamente até 49º dia, quando os bezerros foram desaleitados.

Os bezerros foram divididos em 2 grupos de 10 bezerros e receberam um dos seguintes tratamentos (com base na MS):

1) 90% de concentrado inicial e 10% de feno moído grosso (3 – 4 cm);
2) 90% de concentrado inicial e 10% de feno moído fino (2 mm).

Os animais passaram a receber a dieta sólida a partir do 5º dia de vida e o fornecimento era ad libitum. A composição da dieta sólida é descrita na Tabela 1.


Tabela 1. Composição química dos alimentos e das rações experimentais.


Os bezerros foram pesados e medidos semanalmente. O consumo de água e ração concentrada foi anotado diariamente. Para a determinação da ingestão de matéria seca (IMS) amostras da ração e das sobras foram amostradas duas vezes por semana. A partir da 7ª semana as amostragens de ração e das sobras foram realizadas semanalmente. Todas as amostras foram congeladas a - 20º C. O tamanho de partícula das dietas foi obtido através do separador de partículas Penn State Particle Separator.

Após o desaleitamento, aos 49 dias, sacos plásticos foram colados na região perianal de cada bezerro para determinação da digestibilidade aparente da MS, PB, FDN, FDA das dietas. Na 8ª semana de estudo foi realizada coleta total de fezes. As fezes foram pesadas e levadas para estufa para secagem a 60ºC, em seguida foram moídas a 1 mm. Análises bromatológicas foram realizadas nos alimentos e nas fezes.

O comportamento dos bezerros foi monitorado durante uma semana antes do desaleitamento (semana 6) e uma semana após o desaleitamento (semana 8). Os bezerros foram observados durante uma hora após o aleitamento da manhã (08:30h) e uma horas após o fornecimento do concentrado (10:30h). Após o desaleitamento, a observação das 08:30h permaneceu mesmo que os animais não estivessem em aleitamento. Período de observação foi de 28 horas por bezerro. As observações foram contínuas e foram medidos os seguintes comportamentos: comendo, bebendo, ruminando, comportamentos orais não-nutritivos, dando cabeçadas, em ócio (sem realizar nenhuma das atividades citadas acima).

Resultados

A digestibilidade aparente do trato total da MS, PB, FDA e FDN após o desaleitamento (semana 8) foi maior para os bezerros que estavam recebendo ração grosseira em relação aos bezerros que estavam recebendo ração fina (Tabela 2). Isto pode ser explicado também pela melhor eficiência alimentar dos bezerros consumindo ração grosseira quando comparados aos animais recebendo ração fina (Tabela 3). Aparentemente, o tamanho de partícula da forragem pode desempenhar um papel importante na digestibilidade dos nutrientes. No presente estudo, apesar dos animais que receberam ração grosseira terem consumido mais FDN em relação aos animais que receberam ração fina (Tabela 4), os valores de digestibilidade aparente dos nutrientes avaliados foram maiores nos animais que consumiram ração grosseira. Isto pode estar relacionado a um ambiente ruminal melhor, fazendo com que haja maior digestibilidade dos nutrientes. No entanto, isto pode estar relacionado também a um maior tempo de retenção ruminal da ração grosseira, fazendo com que ocorra uma melhora na digestibilidade, embora isto não possa ser confirmado já que não houve diferenças na ingestão de matéria seca (Tabela 3).

Tabela 2. Digestibilidade aparente dos nutrientes no trato total após o desaleitamento (semana 8) de bezerros recebendo rações contendo feno moído grosso ou feno moído fino


Os dados de desempenho estão na Tabela 3. Não houve diferença para nenhum destes parâmetros avaliados. No entanto, a ingestão de MS foi maior para os bezerros recebendo ração grosseira após o desaleitamento (Figura 1). De acordo com os autores do trabalho, os bezerros consumindo ração grosseira tendem a ser mais eficientes, provavelmente porque a ração grosseira melhora o desenvolvimento do retículo-rúmen, promovendo maior fluxo salivar para o rúmen através da maior mastigação e aumento na ruminação.

Um melhor ambiente ruminal pode contribuir para um aumento na ingestão de sólidos após o desaleitamento e tende a melhorar a eficiência alimentar. Alguns pesquisadores relatam que ao se adicionar de 10 a 25% de feno ou palha na ração ocorre um aumento na ingestão de matéria seca.

Tabela 3. Ingestão e ganho de peso de bezerros alimentados com rações contendo feno moído grosso ou feno moído fino, dos 2 aos 56 dias de idade



Figura 1. Ingestão de MS total (ração + sucedâneo, g/dia) de bezerros alimentados com rações contendo feno moído grosso ou feno moído fino. O asterisco indica diferença significativa entre os tratamentos para P<0,05.

Com relação à ingestão de nutrientes, foram observadas diferenças apenas para a ingestão de FDN, não houve diferenças para a ingestão de PB e FDA (Tabela 4). Os bezerros alimentados com ração grosseira consumiram maior quantidade de FDN quando comparados aos animais que consumiram ração fina, nas duas últimas semanas de experimento (semanas 7 e 8).

Tabela 4. Ingestão de nutrientes durante a última semana de aleitamento (semana 7) e após o desaleitamento (semana 8) de bezerros alimentados com rações contendo feno moído grosso ou feno moído fino


O total de tempo que cada comportamento foi observado está descrito na Tabela 5. Não foram encontradas diferenças para nenhum dos comportamentos observados, a não ser para o tempo realizando comportamentos orais não nutritivos, comportamento este indicativo de mal estar, pois pode estar relacionado à frustação causada pela falta de ruminação. Alguns pesquisadores sugerem que o tamanho de partícula e a oferta de forragem, desempenham um papel importante na redução de comportamentos orais não nutritivos, portanto fornecer forragem grosseira aos animais pode melhorar o bem estar.

Tabela 5. Diferentes comportamentos (tempo médio em minutos) de bezerros alimentados com rações contendo feno moído grosso ou feno moído fino, uma semana antes do desaleitamento (semana 6) e após o desaleitamento (semana 8)


Concluindo, o fornecimento de feno grosseiro melhora a ingestão de MS total e a digestibilidade dos nutrientes após o desaleitamento, quando comparado à adição de feno moído fino. Além disso, o feno grosseiro reduz os comportamentos orais não nutritivos e tende a melhorar a eficiência alimentar durante as primeiras semanas de vida, em relação a animais que recebem feno moído fino.


Referência


C. Montoro, E.K. Miller-Cushon, T.J. DeVries, A. Bach. Effect of physical form of forage on performance, feeding behavior, and digestibility of Holstein calves. Journal of Dairy Science, 96: 1117–1124, 2013.


Comentários

O fornecimento de feno para bezerros leiteiros é uma prática bastante polêmica entre técnicos e pesquisadores. Enquanto o consumo de feno não tem relação direta com o desenvolvimento do rúmen em termos de capacidade absortiva, tem relação com o desenvolvimento muscular ruminal. No entanto, alguns trabalhos começam a mostrar que o fornecimento de feno pode aumentar o consumo de concentrado, provavelmente por garantir uma melhor saúde ruminal, principalmente no que diz respeito a variações no pH. No entanto, o maior problema desta prática no Brasil é a baixa qualidade do feno fornecido aos bezerros. E isso é ainda agravado pelo fato de que alguns animais podem simplesmente substituir o consumo de concentrado pelo de feno, afetando de forma negativa o seu desempenho. Enquanto as rações concentradas tem em torno de 20% de proteína bruta, é comum que o feno fornecido tenha entre 10 e 12% de proteína. Em sistemas de aleitamento convencional, com o fornecimento de 4L/d, este quadro fica ainda mais prejudicado. Assim, antes de qualquer discussão sobre fornecer ou não feno para bezerros, é importante que feno de qualidade esteja disponível.


Esta matéria é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e réplica sem prévia autorização do portal e do autor do artigo.

 

CARLA MARIS MACHADO BITTAR

Prof. Do Depto. de Zootecnia, ESALQ/USP

MARÍLIA RIBEIRO DE PAULA

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CARLA MARIS MACHADO BITTAR

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/02/2013

Gabriel,

a inclusão de casca de soja é uma ótima opção para ajustar os níveis de FDN de deitas de bezerras. Os concentrados devem ter pelo menos 15% de FDN para que os processos de fermentação sejam adequados e estimulem consumo. Nos concentrados somente a base de milho e soja este teor nunca é alcançado o que resulta em variações diárias no consumo de concentrado, provavelmente em respostas as drásticas variações no pH ruminal.

Abs.,

Carla
CARLA MARIS MACHADO BITTAR

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/02/2013

Caro Gustavo,

Além da questão do custo, o fator qualidade é extremamente importante. Muitos bezerros deixam de consumir concentrado para consumir somente feno quando este está a disposição desde o início. Com esta substituição no consumo o que ocorre ´´e que o animal deixa de consumir concentrado com 18-20% de proteína pra consumir feno com, na melhor das hipóteses, 14% de proteína. Claro que o desempenho é fortemente afetado nesta situação. Quanto aos trabalhos com fontes fibrosas, temos sim muitos trabalhos e a maior parte dele sugere que existe um limite para a inclusão destas fontes no concentrado, pois afetam negativamente o desempenho. Os trabalhos testaram desde feno até casca de caroço de algodão como fonte fibrosa.

Abs.,

Carla
CARLA MARIS MACHADO BITTAR

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/02/2013

Michel,

fornecer silagem para animais jovens é sempre um desafio. Os animais tem baixo consumo e o que acaba acontecendo é que o volumoso fermenta e aquece no cocho não sendo mais um volumoso de alta qualidade. Para o fornecimento de silagem funcionar, o manejo alimentar tem que ser diferente. O fornecimento tem que ser frequente de forma que os animais tenham sempre volumoso de qualidade para o consumo. É claro que na maior parte das propriedades isso é impossível de se fazer. Assim, o melhor é continuar com os animais em área com pastagem de qualidade e suplementação com feno até pelo menos uns 4 meses. Depois disso o manejo alimentar com a silagem fica mais fácil.

Abs.,

Carla
GABRIEL ESNAOLA

PASSO FUNDO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/02/2013

Parabéns pelo artigo!

Vivenciamos duas situações práticas na fazenda que julguei importante compartilhar.

A primeria, formulamos o concentrado para a dieta das ternerias com a adição de 10% de casca de soja, convencidos da importância da fibra para auxiliar no desenvolvimento da musculatura intestinal. O motivo da opção por casca de soja foi a disponibilidade da fazenda e disponibilizar uma fonte de fibra efetiva com qualidade estável. No entanto, na fábrica de ração a mistura foi feita, por descuido, com 20% de inclusão de casca e o resultado apareceu já no outro dia do fornecimento: diarréia em 100% das terneiras em aleitamento que consomem ração apartir do 5° dia de vida. Os animais apresentavam diarréia aquosa, leve desidratação, porém não estavam apáticos e comiam a ração com muita vontada. A causa, por sorte, era visível o excesso de casca na ração foi "efetivo" em aumentar a motilidade intestinal, porém a hipermotilidade causou diarréia que não era o nosso propósito. A inclusão da casca foi ajustada e os animais apresentaram ganho de peso satisfatórios. A segunda ocorrência foi a falta da casca de       

soja o problema, os estoques de casca se esgotaram na fazenda por duas semanas, o resultado foi desastroso, ainda que a formulação tenha ficado indevida, a casca provavelmente tenha sido substituida por milho e tenha deixado crítico os níveis de amido da dieta. Desta vez o quadro foi mais crítico, os animais perderam muito em vitalidade, a ocorrência de casos de pneumonia apareceram, animais fracos, casos de diarréia e algumas mortes. Os animais apresentavam baixo interesse pela ração principalmente os animais com poucos dias de vida.

Após retornarmos com a formulação original os animais apresentaram melhora visível, ainda que os animais mais fracos e alguns doentes tenham levado um tempo maior para a recuperação. Hoje, os animais estão sendo desmamados com 60 dias com ganho médio de 1,054kg diário.

Sempre que envolve o assunto de granulometria da dieta de terneiras lembro do comentário em uma palestra do professor Micheal Hutjens, que é um grande expecialista em dietas,  as terneiras são extremamente curiosas e a granumetria da dieta além de melhorar o ambiente intestinal traria o beneficio de estimular o consumo de ração pelas terneiras.

O professor Michael Hutjens, por ocasião estará no evento da Leite Integral em Maio, para falar sobre Manejo Alimentar visando a Longividade das Vacas, no entanto, oprtunidades não vão faltar (mesa redona, perguntas...) para que possamos esclarecer dúvidas no que diz respeito a dieta de terneiras.

att,



Gabriel Esnaola
GUSTAVO SALVATI

PIRACICABA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/02/2013

Além da baixa qualidade de feno, um dos problemas é o custo deste feno e a forma que será fornecido ao animal. Atualmente o quilo de um feno tipo A (que é o feno de melhor qualidade-  de tifton) é elevado, imagina o de azevém ( forrageira temperada a qual foi usada no experimento), logo devido  ao preço e ainda aos pequenos ganhos observados em desempenho fica difícil viabilizar seu uso. Outra questão é a forma de fornecimento, haja visto que pode haver um desperdício grande de um produto caro, com as instalações  que temos. Outra questão interessante seria avaliar desempenho a longo prazo da inclusão de feno na fase de aleitamento, ou seja, na fase de recria e produção do animal. Existe alguma pesquisa neste sentido? Gostaria também de saber se existe experimentos testando o efeito do uso de subprodutos fibrosos em dietas de bezerros em aleitamento? Desde já parabenizo pelo artigo.





Att,
DIÓGENES ASTOLFI NEGRI

COXILHA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/02/2013

Bom amigo

Michel Valter Kazanovski,, sou Técnico em Agropecuária, e atualmente trabalho no rebanho leiteiro da minha familia.

sobre você perguntou em que idade pode-se usar silagem em terneiros, a recomendação que se tem seria após 6 meses de idade, alguns falam em 4 meses mas a preferencia seria aos 6, ate os 3, 4 meses ideal seria ração com no minimo 20 % de proteína e feno de boa qualidade, dos 3 aos 6 pastagem juntamente nessa dieta poderia ser incluida, após os 6 pode usar silagem, mas com cautela, usar pasto ou feno e começar aos poucos introduzir a silagem na dieta táh.

espero ter ajudado;
JULIANO RICARDO RESENDE

UBERABA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/02/2013

De fato, assunto polêmico. Valeu pelo artigo
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/02/2013

Tenho observado que bezerras que não iniciam precocemente o consumo de concentrado passam a consumi-lo com maior frequencia quando se adiciona pequenas quantidades diarias de feno de boa qualidade. Alem de consumirem mais ração elas tendem a beber mais agua, o que eleva ainda mais o consumo de concentrado.

Quanto ao fornecimento de forragem pós aleitamento. A partir de que idade pode-se iniciar o consumo de forragens finamente picadas, exemplo da silagem? Criei um lote de machos a algum tempo os quais recebiam feno mais ração durante a fase de aleitamento. O consumo de ração chegava a 2kg/dia. Após 12 semanas mandei para um piquete de Jiggs onde passaram a receber suplementação de silagem de alta qualidade + a mesma ração que recebiam no bezerreiro, misturados. O resultado foi diarréia em quase todo o lote. Suspendi o concentrado e substitui por casca de soja. Melhorou mas não resolveu e o resultado foi perda de peso. As causas estão relacionadas ao tamanho de particula ou a quantidade de amido presente na silagem?



Att.,



Michel Kazanowski
MilkPoint AgriPoint