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Pré e pós-dipping: importância e cuidados

POR STEPHANIE ALVES GONSALES

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/04/2021

3 MIN DE LEITURA

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O que é o dipping?

O dipping consiste na imersão do teto em determinada substância antisséptica para prevenir infecções na glândula mamária. Esse procedimento é dividido em duas etapas: o pré e o pós-dipping.

 

O que é o pré-dipping?

O pré-dipping é um procedimento realizado antes da ordenha, que consiste em imergir os tetos das vacas em produto antisséptico, para a desinfecção. A intenção é deixar os tetos submersos para que carga de microrganismos residentes no local diminua, reduzindo a possibilidade de infecção por microrganismos do ambiente (mastite ambiental). 

Além disso, o pré-dipping visa eliminar os microrganismos contagiosos (mastite contagiosa) que podem estar nos utensílios e equipamentos de ordenha, evitando a transmissão de animal para animal. 

O pré-dipping também pode auxiliar na redução da CBT (Contagem bacteriana total), visto que, quanto menor a carga bacteriana nos tetos, menor a contaminação do leite. Contudo, este não é o objetivo principal da técnica e também não será efetivo caso haja grande quantidade de sujeira nos tetos, visto que os antissépticos não atuam bem em matéria orgânica. Por isso, a importância de limpar bem os tetos antes de realizar o procedimento.
 

Como realizar o pré-dipping?

O primeiro passo é realizar o teste da caneca de fundo preto, que consiste em verificar os três primeiros jatos de leite de cada teto, observando se há alguma alteração no leite, como presença de grumos ou sangue. Constando qualquer alteração, o leite deste animal deverá ser descartado e deve-se iniciar tratamento para o problema.

Para a realização do pré-dipping, deve-se adquirir um produto de qualidade e que seja efetivo, comprado em locais especializados e com a recomendação de um médico veterinário.

Após a limpeza inicial dos tetos, em casos de animais que chegam com o úbere com lama ou fezes, deve-se aplicar o produto em cada teto separadamente, tentando atingir a maior área de cobertura possível.

Após a aplicação, o recomendado é deixar o produto agir por cerca de 20 segundos e após esse tempo, enxugar o teto com papel toalha descartável. Não se deve utilizar o mesmo papel toalha para secar tetos e animais diferentes, pois caso algum teto esteja contaminado, não irá disseminar a contaminação para os outros tetos.

O procedimento deve ser realizado em todos os animais, e após a realização, a ordenha pode ser iniciada. Com o término da ordenha, os animais devem passar por outro procedimento de desinfecção dos tetos, conhecido como pós-dipping.

 

O que é o pós-dipping?

O pós-dipping é um procedimento de desinfecção após a realização da ordenha. O objetivo desse manejo é, além de evitar novas infecções entre as ordenhas, é evitar a contaminação por microrganismos do ambiente. 

Por isso, a substância utilizada como pós-dipping é normalmente viscosa, a fim de permanecer mais tempo no úbere. Como o esfíncter do teto permanece aberto por cerca de 2 horas após a ordenha, esse procedimento evita infecções.

 

Como realizar o pós-dipping?

O ideal é que este manejo seja realizado pouco tempo após o término da ordenha, evitando que qualquer tipo de microorganismo chegue ao úbere.

Da mesma maneira que no pré-dipping, deve-se imergir os tetos em solução indicada, buscando maior área de cobertura possível, realizando assim a desinfecção. O produto gera uma camada de proteção para evitar que bactérias entrem pelo canal do teto que, devido a ordenha realizada recentemente, estará aberto e exposto.

 

Qual produto utilizar para realizar o Pré e o Pós dipping?

Vários princípios ativos estão disponíveis comercialmente para utilização no pré e pós-dipping, entre eles:

  • Iodo;
  • Ácido lático;
  • Cloro;
  • Peroxido de hidrogênio;
  • Clorexidina;
  • Compostos fenólicos;
  • Ácido dodecil benzeno sulfônico (ADBC)
     

A escolha de qual agente será utilizado depende de fatores como:

  • Tempo de validade do produto;
  • Estabilidade que oferece;
  • Segurança para os animais e ordenhadores;
  • Possibilidade ou não, de interação com outros produtos;
  • Custo-benefício;
  • Variação da eficiência de acordo com os patógenos.

Uma dica pós ordenha para evitar que bactérias entrem em contato com os tetos, é alimentar os animais, dessa forma, eles ficarão de pé evitando contato dos tetos com o chão, que pode estar contaminado. O tempo que o animal leva se alimentando, é o suficiente para que ocorra o fechamento natural dos canais dos tetos, evitando assim a contaminação.

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STEPHANIE ALVES GONSALES

Zootecnista formada pela Universidade Estadual de Maringá e pós-graduanda em Gestão do Agronegócio, Editora Assistente de Conteúdo MilkPoint.

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CAMILLA KANASHIRO

EM 26/04/2021

Muito bom para aprendizado! Ótima matéria
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