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Pinkeye: ceratoconjuntivite infecciosa bovina

POR RENATA DE OLIVEIRA SOUZA DIAS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/09/2001

2 MIN DE LEITURA

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Atualizado em 07/04/2021

O que é a ceratoconjuntivite bovina?

A ceratoconjuntivite infecciosa bovina, também conhecida com Pinkeye, é uma doença altamente contagiosa que afeta os olhos dos bovinos de todas as faixas etárias, principalmente bezerros. A moléstia raramente leva a morte do animal, mas as perdas produtivas são elevadas.

Os custos advindos desta doença envolvem perda de peso, queda da produção de leite, despesas com tratamento. Os animais severamente afetados apresentam um grande desconforto e depressão. Há também, a possibilidade da ocorrência de surtos podendo envolver grande número de animais no curto intervalo de 3 a 4 semanas.

 

O que causa a ceratoconjuntivite em bovinos?

O Pinkeye é causado pela bactéria Moraxella bovis (M. bovis). Os sintomas iniciais são lacrimejamento excessivo e fotofobia, dentro de 24 horas ocorre a infecção conjuntival. Observa-se área de opacificação e edema na córnea, o quadro pode evoluir para a formação de múltiplas úlceras. A ulceração é mais grave nos animais infectados concomitantemente pelo vírus da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR).

Diversos fatores podem predispor à ocorrência desta infecção ocular, tais como a luz solar, a qual é capaz de lesionar o epitélio corneano e favorecer o acesso das bactérias, justificando o aumento da incidência do problema durante o verão.

Outros fatores que contribuem são: poeira, sementes, feno e outros irritantes mecânicos. Animais que apresentam a região ao redor dos olhos despigmentada tem maior sensibilidade à luz solar e são mais predispostos à ocorrência de lesões oculares.

 

Como a ceratoconjuntivite é transmitida?

A doença pode ser transmitida por contato direto, aerossol, secreções nasais e oculares. Uma boa alternativa para rebanhos onde a incidência é pequena é a segregação dos animais clinicamente afetados do restante do lote.

É importante destacar que os animais curados podem ser portadores, eliminando as bactérias pelas secreções nasais. As moscas, além de serem um fator irritante para os olhos ao tentarem se alimentar das secreções oculares, e com isso, representarem um importante fator predisponente, são também os principais vetores da Moraxella bovis, podendo permanecer durante 3 dias após terem contato com o material contaminado disseminando a doença.

 

Como tratar a ceratoconjuntivite bovina?

As drogas mais utilizadas são a Penicilina G ou a Gentamicina. Quanto mais cedo for instituído o tratamento antibiótico, menos graves serão as lesões à córnea.

O principal entrave na terapia da infecção ocular é a dificuldade de manejo do tratamento tópico. As injeções subconjuntivais são frequentemente recomendadas por manterem elevadas as concentrações dos medicamentos na região afetada por períodos mais prolongados do que as aplicações tópicas de pomadas ou soluções.

Em rebanhos onde a administração das injeções subconjuntivais é impraticável, pode-se optar pela administração intramuscular de oxitetraciclina. Os animais que apresentam ulceração devem ter seus olhos protegidos dos fatores irritantes, principalmente das moscas e da luz solar, sendo utilizado uma espécie de "tapa-olho" sobre o olho acometido (prática muito utilizada nos grandes rebanhos do Arizona- USA).

Existem vacinas para controle da doença, mas seus resultados são ainda insatisfatórios, reduzindo apenas a incidência e a gravidade da moléstia. O controle das moscas é uma importante medida profilática, devendo-se atentar para o manejo do esterco e para a limpeza das instalações e áreas de malhadouro. Nos USA são utilizados brincos repelentes nos bezerros.

Em última análise, nos USA, o Pinkeye é considerada a terceira maior causa de perdas econômicas na criação de animais de reposição. No Brasil, esta doença é pouco conhecida e, todavia, pouco divulgada. 

Referências

Zew Zealand Vet. Journal, 44:4, 142-44, 1996
Iowa State University Vet., 59:1, 20-4, 1997
http.www.ansiok.state.edu/EXTEN/cc- corner/pinkeyefs.html

RENATA DE OLIVEIRA SOUZA DIAS

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CARLOS EDUARDO GOMES SEGREDO

BAGÉ - RIO GRANDE DO SUL

EM 10/06/2020

Estou usando oxitetraciclina,pó oftalmico,vacina Morak....mais ou menos controlado....acredito ser a mosca o vetor em tempos quentes ...onde agora no inverno deve calmar....alguma sugestão?
ALUISIO PUGLIA DE AZEVEDO

MIRACEMA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/10/2015

Foi muito util a leitura deste artigo,iniciarei logo o tratamento de uma bezerra com sintoma da doença,espero obter sucesso,obrigado e até a próxima
FRANCISCO LUIZ DO PRADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 24/06/2009

gostaria de saber sbre a epdemiologia da ceratoconjutivite
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