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Fasciolose

Por Eduardo Luiz De Oliveira , Érika Lage de Macedo e Nicodemos Alves de Macedo
postado em 18/12/2008

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A fasciolose é uma zoonose, originada na Europa, de distribuição cosmopolita e ocorrência em diversas regiões do Brasil. Apesar da maior casuística ser historicamente associada à região sul, a distribuição atual da parasitose tem demonstrado forte tendência a expansão para áreas indenes. Neste contexto a região sudeste vem ganhando espaço, principalmente em áreas próximas ao vale do Paraíba, onde são encontradas altas prevalências e incidência.

Na região norte, considerada até recentemente como indene, um surto de fasciolose humana em Canutama, no estado do Amazonas (OLIVEIRA et al, 2007) chamou a atenção dos órgãos envolvidos com saúde pública da vulnerabilidade do Brasil ao estabelecimento da parasitose em qualquer região. Apesar de ter sido encontrada apenas um registro na literatura de fasciolose no Nordeste, PILE et al. (2001), essa região é considerada tradicionalmente como livre da parasitose. Vale ressaltar o encontro do hospedeiro intermediário e definitivo da Fasciola hepatica Linnaeus, 1758, nessa região (PARAENSE, 1983; ABÍLIO & WATANABE, 1998), o que a torna passível do estabelecimento a qualquer momento dessa enfermidade nos rebanhos e pessoas aí instalados.

A fasciolose é determinada pelo trematódeo da família Fasciolidae Railliet, 1895, Fasciola hepatica Linnaeus, 1758 (WHO, 2007). O ciclo biológico do parasito é complexo e se desenvolve com a passagem por dois hospedeiros. As fases intermediárias ocorrem em vida livre, em meio ambiente aquático, e em caramujos do gênero Lymnaea, (ANDREWS, 1999) e a fase adulta em vários mamíferos de produção zootécnica, principalmente em ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos), podendo acometer monogástricos (eqüinos, suínos e coelhos) e também roedores como parasito do fígado e ductos biliares (ANDREWS, 1999; TORGERSON & CLAXTON, 1999; QUEIROZ et al, 2002). A Fasciola hepatica pode parasitar acidentalmente humanos e atualmente estima-se mais de 17.000.000 de pessoas infectadas no mundo (MAS-COMA et al.,1999), fato que fornece o aspecto zoonótico da parasitose.

Seu ciclo biológico envolve cinco fases (FIGURA 1). A partir da postura dos adultos nos ductos biliares dos hospedeiros definitivos os ovos são transportados até o ambiente externo juntamente com as fezes (SERRA-FREIRE, 1990) onde se desenvolve, quando em condições favoráveis de umidade e oxigenação, em seu interior uma larva ciliada denominada miracídio, em torno de 12 a 14 dias. Em condições de luminosidade e temperatura ideal ocorre a eclosão dos miracídios que "nadam" ativamente (por um período de até seis horas) em busca dos hospedeiros intermediários, moluscos do gênero Lymnaea. O tipo de migração aquática desenvolvido pelo miracídio pode ser utilizado na determinação de sua infectividade; aqueles que nadam em círculos geralmente não são infectantes.

Caso não encontre seu hospedeiro intermediário nesse período o miracídio exaure suas reservas de energia e sucumbe, caso o encontre, penetra em suas partes moles e origina uma forma sacular, com células germinativas, o esporocisto, este por sua vez dá origem à rédias e estas a cercárias.

As cercárias emergem das rédias através do poro de nascimento e abandonam o molusco. No meio ambiente, por volta de 45 a 60 dias, sob condições favoráveis de temperatura, umidade e luminosidade, as cercárias maduras abandonam o molusco (ANDREWS, 1999), fixam-se em plantas aquáticas ou gramíneas, onde encistam-se, e transformam-se em metacercárias (formas infectantes) que nas proximidades de água limpa e com boa oxigenação são muito resistentes e sobrevivem por longo período à espera de um novo hospedeiro vertebrado, geralmente ruminante (SERRA-FREIRE, 1990).

Durante a ingestão das forrageiras a campo, em regiões contaminadas, os hospedeiros definitivos se infectam passivamente com as metacercárias. Tais formas desencistam-se no tubo digestivo, perfuram o intestino, alcançam a cavidade abdominal e o fígado, e migram através do parênquima hepático durante 35 a 45 dias, quando alcançam os ductos biliares, e atingem o estágio adulto. Em torno de 60 dias após a infecção inicia-se a postura de ovos nos canais biliares, e uma forma adulta chega a colocar em torno de três a sete mil ovos/dia (ANDREWS, 1999). Estes são carreados pelos movimentos da vesícula biliar, via colédoco, para o intestino delgado, e novamente alcançam o meio ambiente (SERRA-FREIRE, 1999).


Figura 1: Ciclo biológico do parasito Fasciola hepatica. Fonte: CDC modificada, 2007.

Morfologicamente a forma adulta de F. hepatica mede 20 a 30 mm de comprimento por 8 a 13 mm de largura e 2 a 3 mm de espessura. Caracteriza-se por apresentar achatamento dorso-ventral, que lhe confere aspecto foliáceo, com a porção anterior em forma de cone. Na face ventral encontram-se duas ventosas (oral e ventral) e o poro genital.

O parasitismo determinado por F. hepatica é considerado o mais importante entre as trematodioses de ruminantes, assim como um dos maiores problemas em saúde pública veterinária em vários países (PARKINSON et al.,2007). Seu elevado prejuízo econômico na produção de carne, leite, lã e seus derivados, assim como a queda no ganho de peso dos rebanhos, redução no desenvolvimento de animais jovens, baixa fertilidade de matrizes, condenação de fígados em abatedouros, além da alta mortalidade observada em algumas espécies, principalmente em ovinos (QUEIROZ, et al., 2002) entre outros, pode chegar a representar prejuízos de até US$ 3 bilhões à exploração pecuária mundial, anualmente (PARKINSON et al., 2007).

Apesar da distribuição praticamente cosmopolita (TORGERSON & CLAXTON, 1999), na qual se considera que não há continente livre de fasciolose, existem ainda poucos dados quanto à extensão geográfica real da infecção (WHO, 2007). Atualmente, a maior prevalência de fasciolose humana é encontrada no Altiplano Boliviano onde alcança índices de 60%, nessa região a taxa de infecção em bovinos é de 25% e, em ovinos, 70%. (PARKINSON et al., 2007).

No Brasil, a fasciolose tem sido historicamente considerada como uma enfermidade endêmica na região sul do país, onde ocorrem as maiores taxas de prevalência da enfermidade em ovinos. Tal fato pode ser ilustrado comparando-se a taxa de infecção em bovinos, de 11,8%, encontrada por OLIVEIRA (1932) no Rio Grande do Sul (RS) com a encontrada por SILVA (1936) no Rio de Janeiro (RJ), de 0,23 %.

REY (1957) encontrou uma taxa de prevalência em ovinos no RS de 4,25%, UENO et al. (1982) encontraram, para ovinos, taxas de condenação de fígado em abatedouros de 7% e BECK (1993) pesquisando ovos de F. hepatica em fezes de bovinos, encontrou uma prevalência de 25 %, com a maior taxa de ocorrência para o Rio Grande do Sul (RS), seguido por Santa Catarina (SC), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Entretanto, apesar do panorama histórico de distribuição, tem-se observado uma forte tendência de expansão para áreas antes consideradas indenes e nessas rapidamente estabelecendo-se altos níveis de prevalência. Segundo HONER (1979) a maior ocorrência de fasciolose é registrada para a região Sul, seguida da região Sudeste, no Vale do Paraíba. No Rio de Janeiro a fasciolose tem sido assinalada desde 1921 e em outras regiões do Vale do Paraíba, a infecção bovina e humana tem sido assinalada desde 1967 (UETA, 1980). No município de Itaguaí, oeste do RJ, SANTOS et al. (2000) constataram a presença de ovos de F. hepatica em 100 % dos animais amostrados, sendo, segundo os autores, o primeiro relato de fasciolose em eqüinos, ovinos e caprinos no sudeste brasileiro.

A distribuição e prevalência encontradas em relação à F. hepatica estão relacionadas às características fisiográficas de cada região, e suas variações ocorrem de acordo com as condições climáticas, incidência de áreas alagadas, presença de hospedeiros vertebrados, fatores relacionados com o manejo dos rebanhos e principalmente com a biologia dos seus hospedeiros intermediários (GAASENBECK et al., 1992; MATTOS et al., 1997). Dessa maneira a distribuição da fasciolose não deve ser avaliada levando-se em conta uma divisão geopolítica e sim os fatores climáticos e fisiográficos de cada região (MAS-COMA et al., 1999).

UENO et al., em 1975, estudando as condições em que a fasciolose ocorria em ovinos no Altiplano da Bolívia, verificaram que fasciolose aguda predominava na estação seca e, em algumas áreas, a taxa anual de mortalidade de ovinos foi estimada entre15 a 25%. Os caramujos Lymnaea viatrix e Lymnaea cubensis atuavam como hospedeiro intermediário.

No Brasil, o habitat de moluscos limneídeos é dado principalmente por canais de drenagem ou irrigação com águas de curso lento ou remansos, áreas com pastagens alagadas, pantanosas ou inundadas periodicamente e que oferecem locais adequados para a presença e proliferação dos moluscos. Sua permanência em pequenos sítios de sobrevivência, com a chegada da estação chuvosa pode ser ampliada e a disseminação pelas águas de enchentes facilita a formação de novos criadouros, e posterior distribuição para outras regiões (SERRA-FREIRE, 1999). Segundo MATTOS et al., (1997), a espécie L. columella pode produzir ovos a 30ºC e a temperatura mínima para seu desenvolvimento e eclosão esta entre 8 e 19ºC.

A disseminação da F. hepatica depende de fatores como a dispersão de animais e/ou de moluscos infectados (SERRA-FREIRE, 1999). Dessa maneira especial atenção deve ser dada aos relatos de encontro de limneídeos, pois podem indicar o risco potencial de estabelecimento da fasciolose, ainda mais se considerando que os Lymnaea podem se disseminar para áreas indenes, levados por enchentes ou aderidos a plantas aquáticas (QUEIROZ et al., 2002).

PARAENSE (1982) definiu a distribuição de Lymnaea columella como restrita à região Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil, em seguida (PARAENSE, 1983) registrou o encontro de L. columella em Benjamim Constant, no Amazonas. Em 1986, o mesmo relata seu encontro em Tefé, naquele estado, e logo em seguida em Salvador, Bahia. Em 1998, ABÍLIO & WATANABE registram o encontro de L. columella em um reservatório para águas das chuvas no Estado da Paraíba, região nordeste do Brasil.

Ante o exposto pode-se inferir que a distribuição de L. columella pode ser bem maior do que formalmente conhecida. Ressalta-se ainda que apesar desses registros corresponderem a encontros isolados é sabido que os moluscos podem percorrer grandes distâncias em cursos de água, acompanhando as cheias do período chuvoso (TORGERSON & CLAXTON, 1999), o que pode acarretar mudanças nos hábitos ecológicos das populações locais, diminuição da mesma e na sua recuperação, até mesmo em ambientes sabidamente contaminados. Nesse sentido, o encontro ocasional pode significar que a região tenha ambientes favoráveis ao estabelecimento, reprodução e disseminação de suas populações.

Nesse contexto pode-se observar que, assim como seus hospedeiros definitivos, os hospedeiros intermediários de F. hepatica também se encontram distribuídos em praticamente todo o território nacional e a ausência de registro de fasciolose em uma região pode não retratar a real situação em relação à sua distribuição.

Vale ressaltar que outros fatores como o trânsito de animais entre propriedades positivas e indenes também contribui para a disseminação da fasciolose (HONER, 1979). Tendo em vista que a fasciolose é uma helmintose de veiculação hídrica que somente se processa na presença de água e de seu hospedeiro intermediário (MAS-COMA et al., 1999), são consideradas como características de grande importância epidemiológica a recuperação de moluscos; a distância das pastagens à margem do rio; a presença de pastagens em áreas passíveis ou não de alagamento e a origem da água de bebida, para ruminantes.

De acordo com SERRA-FREIRE (1992), para o estabelecimento de um programa de controle é imprescindível determinar a dispersão geográfica do parasito e a dinâmica epidemiológica que está relacionada, entre outros fatores, à distribuição do hospedeiro intermediário em coleções de água em condições fisiográficas e climáticas adequadas.

Referências bibliográficas

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WORLD HEALTH ORGANIZATION. Action against worms. Newsletter. dec. 2007. Disponível em: .

Saiba mais sobre os autores desse conteúdo

Eduardo Luiz De Oliveira    Sobral - Ceará

Pesquisa/ensino

Érika Lage de Macedo    Altamira - Pará

Pesquisa/ensino

Nicodemos Alves de Macedo    Agrolândia - Santa Catarina

Pesquisa/ensino

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Comentários

Sebastião poubel

natividade - Rio de Janeiro - Consultoria/extensão rural
postado em 18/12/2008

Srs. pesquisadores; primeiramente parabéns pelo artigo. Em segundo lugar quero deixar registrado a minha grande preocupação com essa zoonose. Acompanho a matança em um matadouro municipal no norte fluminense e estou encontrando 20% de fasciolose. O trabalho é recente e estou tomando as providências nescessárias, porém, confesso que estou alarmado com a situação.
Qualquer novidade entro em contato.
saudações;
Poubel

GRANJA SUASSUMÉ

Piedade - São Paulo - Produção de caprinos de corte
postado em 19/12/2008

Zoonoses devem ser sempre consideradas como pproblema grave: afeta a sua criação e sua produção (e isso é grave) e afeta seus trabalahadores e a vc mesmo (e isso é MUITO mais grave). Do ponto de vista pecuarista, ou do ponto de vista médico, todas as zoonoses devem ser conhecidas, para serem lembradas, reconhecidas e principalmente prevenidas.

Carlos Eduardo Videira Alves

São Paulo - São Paulo - Produção de leite
postado em 31/03/2009

Olá Amigos,
tenho alguns animais texel de 10m de idade todos fortes e gordos que apresentam uma sintomatologia interessante:

salivação espumosa, um pouco de febre, alguns apresentam vômito viscoso como clara de ovo e esverdeado (parece bile), com um pouco de tosse. Este quadro persiste até o óbito. A vermifugação é feita a cada 30 dias e esta em dia com opg negativo, não apresentam anemia, nem dificuldade respiratória, nem corrimento nasal purulento, nem lesões na boca ou lígua e a vacinação de clostridiose se faz a cada 6 meses. Eles são criados a pasto de tifton sem suplementação alguma.

Quando tratados com enrofloxacina melhoram e alguns sobrevivem.

Não acredito muito em pneumonia pois atravesso um periodo atipico para tal, como calor e falta de chuva.
Qual seria a suspeita clínica!

Felipe Rocha Silva

Chapadão do Sul - Mato Grosso do Sul - Médico Veterinário - Prestação de Serviços
postado em 16/06/2009

Caro Carlos Eduardo

Procure um profissional de sua região para diagnóstico mais preciso.

Um grande Abraço e Sucesso!!!!

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