Sinais de grande seca preocupam produtores da Paraíba

Preocupada com a previsão de uma grande seca para este ano, a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA) realizou uma reunião, na manhã de sexta-feira (13), com secretário executivo da Agropecuária e Pesca da Paraíba, Rômulo Montenegro e representantes dos produtores de leite, dos laticínios e indústria, produtores de cana, cooperativas da região do brejo para discutir o problema da seca no Nordeste que vem prejudicando a produção leiteira do estado.

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Preocupada com a previsão de uma grande seca para este ano, a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA) realizou uma reunião, na manhã de sexta-feira (13), com secretário executivo da Agropecuária e Pesca da Paraíba, Rômulo Montenegro e representantes dos produtores de leite, dos laticínios e indústria, produtores de cana, cooperativas da região do brejo para discutir o problema da seca no Nordeste que vem prejudicando a produção leiteira do estado.

Devido à previsão da maior seca dos últimos 20 anos, os produtores, preocupados com a consequente falta de alimentos para o rebanho, solicitaram ao representante do governo, a elaboração de ações preventivas e emergenciais, já que em algumas regiões, o gado já está morrendo por falta de água e comida. "A palma, melhor alternativa para épocas de seca, acabou; foi dizimada pela cochonilha. O milho e a soja chegam ao estado em valores impraticáveis", afirmou o presidente do Sistema FAEPA/SENAR-PB, Mário Borba.

Durante a reunião foi traçado um plano emergencial para resgate dos agricultores e da produção leiteira, por meio da utilização de outros produtos na alimentação animal, como a cana. Serão necessários 90 mil toneladas de cana para alimentar todo o rebanho do estado por volta de 4 meses.

Para o governo do estado, através da Sedap, ficou a responsabilidade de levantar a quantidade de cana disponível e estudar a logística para o transporte e distribuição do alimento. O Sistema FAEPA/SENAR-PB ficou com a tarefa de promover treinamentos e cursos que ensinem ao produtor rural formas de produzir, estocar e garantir alimentos em períodos de seca e escassez.

Além dos treinamentos, o presidente da FAEPA deverá apresentar, na próxima reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), dia 19/04, um documento com os detalhes do plano e pleitear a liberação de um crédito emergencial para os produtores rurais inclusos na área de atuação da Sudene, em função da seca. O crédito emergencial seria utilizado na compra de ração para a manutenção do rebanho durante o período de seca.

A matéria é da Assessoria de Comunicação Social FAEPA/SENAR-PB, adaptada pela Equipe MilkPoint.

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Francisco de Assis Perazzo
FRANCISCO DE ASSIS PERAZZO

JOÃO PESSOA - PARAIBA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 14/03/2013

Concordo plenamente com o Emmanuel Gomes .Além da pecuária leiteira em áreas possíveis de irrigação , temos um clima que nos proporciona produzir durante todos os mêses do ano, o que nos torna competitivo na área da fruticultura irrigada.

Falta apenas a "vontade" em nos trazer a água e oferecer reais condições de financiamento e assistência técnica.

Exemplos já relatados e por demais conhecidos, como os de :



California, onde tém média de 200 mm de chuvas/ano , e o NE de 600 mm anual.Desde 1930  construiram 2 transposições : ao Norte trazendo água dos Rios São Joaquim e Sacramento e  ao Sul , do Rio Colorado. São 3.000 km de canais revestidos de cimento que irrigam 500 mil hectares e fazem da California um dos maiores produtores de leite e frutas.



Em Israel, outro caso, apresenta um tamanho de Sergipe , chove 70 mm/ano , mas fizeram a transposição do Lago Tibiríades e irrigam hoje 285 mil hectares.E mesmo com uma população de mais de 6 milhões de habitantes, produz 95% dos seus alimentos e ainda tem excedente para exportação.



Então, façam a transposição do São Francisco , e veremos a curto prazo uma radical mudança  e a se mostrar uma nova e produtiva face do nosso Nordeste , já cansado de tantas promessas , iniciadas no Império e prolongada até os dias hoje.

Sem água, que é "o sangue da terra"  , não sobreviveremos com dignidade e continuaremos a andar em cima de "adormecidas" riquezas .
Emmanuel Gomes
EMMANUEL GOMES

JACOBINA - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2012

Nas regiões da Suíça, Canadá e Norte dos EUA onde o inverso é rigoroso a produção leiteira compensa. No NE do Brasil, onde o sol é o ano inteiro, a produção de leite merece compensar muito mais. A tecnologia existe. Falta financiamento e orientação técnica aos pecuaristas. O clima do NE é ideal para a criação e gado leiteiro. A palma forrageira com cana e ureia está demonstrada como uma excelente suplementação. Falta financiamento com juros baixos (não precisa de subsídio) e orientação técnica. Aqui é ideal para a produção de leite. Bem melhor que o norte da França e a Suíça.      
Fernando Luis Paes Fonseca
FERNANDO LUIS PAES FONSECA

ITABAIANA - PARAIBA

EM 18/04/2012

Estou no nordeste precisamente na PB e não concordo em subisidiar os produtores mas deveria existir uma politica de financiamento com juros baixos para que podesse haver recursos para o produtor poder produzir silagem, cana de açucar, capineiras , feno etc para justamente poder produzir mais nessas regiões e também uma maior assistencia tecnica pela emater, emepa, embrapa, coisa que não acontece.
Geisson Schirmann Vasconcelos
GEISSON SCHIRMANN VASCONCELOS

FORMIGUEIRO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/04/2012

Acho que a grande vocação do nordeste seria a fruticultura irrigada, mas não somente a de grande porte. Deveria esta atividade ser fomentada pelos governos, cooperativas de pequenos e médios produtores.

Visto que a fruticultura é muito mais lucrativa e necessita de intensa mão-de-obra.

E a atividade leiteira seria desenvolvida em regiões com condições naturais!

É um questionamento que as vezes me faço!
Paulo R. F. Mühlbach
PAULO R. F. MÜHLBACH

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 16/04/2012

Tomando conhecimento dessas agruras que afetam nossos irmãos do nordeste, faço-me a pergunta se é sensato fomentar produção de leite  bovino em tais condições...

Não há  alternativas melhores para esse rurícola?
Qual a sua dúvida hoje?