A categoria de eficiência da colostragem realmente reduz morbidade?
A colostragem ocupa papel de destaque dentro da criação de bezerras e a categoria de eficiência em que os animais se encaixaram afeta a morbidade e mortalidade.
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A colostragem ocupa papel de destaque dentro da criação de bezerras e a categoria de eficiência em que os animais se encaixaram afeta a morbidade e mortalidade.
A transferência de imunidade passiva que ocorre através do consumo de colostro é determinante para a manutenção da saúde e do desempenho dos bezerros. Leia!
Vamos falar de colostro. A alimentação e o manejo adotado na criação de bezerras leiteiras refletem diretamente, não apenas na sua sobrevivência, mas, sobretudo, na sua produção de leite futura. Recentes estudos têm mostrado uma relação positiva entre consumo inicial de nutrientes e ganho de peso durante os primeiros meses de vida e até mesmo na produção de leite durante a primeira lactação.
"A OIE traz essas orientações como um padrão a ser seguido para todos os países signatários. Estamos bem diante das recomendações. Conhecendo as orientações da OIE, vamos poder buscar oportunidades para aumentar a capacitação, melhorar a nossa imagem diante do mercado e garantir a sustentabilidade no comércio internacional", disse a coordenadora da Comissão de BEA do Mapa, Lizie Buss.
A ingestão adequada de colostro nas primeiras horas após o nascimento está associada a uma menor taxa de morbidade e mortalidade em bezerros. Saiba mais!
O parto é um momento importante na vida da vaca e do bezerro, uma vez que problemas ocorridos neste momento podem prejudicar a vida futura destes animais. Poucos estudos têm investigado a sobrevivência após o período neonatal em bovinos leiteiros. Confira um estudo feito no Reino Unido. Por Carla Maris Machado Bittar e Marília Ribeiro de Paula
Um dos principais pontos para o sucesso na criação de bezerras em aleitamento é o fornecimento de colostro logo após o nascimento, garantindo assim a transferência de imunidade passiva. Diante disso, Berge e colaboradores (2009) realizaram estudo para avaliar se o fornecimento de colostro suplementar após a fase de colostragem poderia diminuir a mortalidade e morbidade de bezerras durante a fase de aleitamento.
Sabe-se da importância da ingestão de colostro de boa qualidade e da absorção de imunoglobulinas por bezerros recém-nascidos para conferir adequada transferência de imunidade passiva (TIP). Apesar disso, as falhas na transferência de imunidade passiva (FTIP) continuam sendo um sério fator de risco para o aumento das taxas de mortalidade e morbidade, o que reduz a eficiência de criação e, consequentemente, reduz o potencial de produção e aumenta os custos dos rebanhos.
Surtos de Salmonella em bezerros leiteiros são uma das questões mais difíceis e frustrantes com que o veterinário deve lidar. Na maioria dos casos, a taxa de mortalidade é alta e o produtor está desesperado para controlar o surto o mais rápido possível por causa da perda econômica significativa que está sofrendo como resultado. Além da alta taxa de mortalidade, a taxa de morbidade também é elevada. Os animais que têm a sorte de se recuperar geralmente ficam gravemente debilitados e são menos produtivos no futuro.
Os acasalamentos nas propriedades leiteiras tendem obviamente a serem orientados para a produção de fêmeas de reposição para a produção de leite. Porém, é salutar refletir que grande parte dos machos nascidos são, na sua maioria, descartados, sacrificados ao nascer ou criados sob condições precárias, apresentando altos índices de morbidade e mortalidade (NETO et al., 2004). Estes mesmos autores ainda registram que esses animais não interessam aos invernistas, uma vez que não apresentam bom desempenho em criações extensivas.
Aditivos que resultem na diminuição do uso de antibióticos e aumentem a função imunológica, além de aumentar consumo de alimento e ganho de peso, são interessantes do ponto de vista econômico para sistemas de produção de leite. Dentro deste contexto se enquadram os prebióticos, que são carboidratos não digestíveis e não hidrolisados por ácidos presentes no intestino ou absorvidos pelo trato gastrintestinal.
Estudo fornece informações importantes para os produtores de leite com razões para reduzir o uso de antimicrobianos nos bezerros em aleitamento. O uso de antimicrobianos sem sinais clínicos para sua indicação pode potencialmente conduzir para uma diarreia associada a antibiótico, a qual pode afetar o ganho de peso e aumentar o custo da criação de bezerras.
Ata taxa de mortalidade e morbidade das bezerras durante o aleitamento está relacionada, principalmente, com o baixo consumo de colostro. Confira!
"Recentemente, a indústria pecuária tem sido encorajada a reduzir o uso de antibióticos na produção animal. É clara a preocupação com o desenvolvimento de bactérias de origem animal que apresentam resistência aos antibióticos utilizados na medicina humana. Entretanto, no manejo sanitário pecuário, a morbidade e mortalidade por doenças infecciosas ainda é uma causa comum de perdas econômicas para os produtores. Portanto, desenvolver alternativas aos antibióticos para minimizar as perdas associadas com doenças infecciosas é uma necessidade evidente da indústria pecuária", por Carla Maris Machado Bittar e Ana Paula da Silva, a ESALQ/USP.
A criação de bezerros, principalmente na fase desde o nascimento até desaleitamento, exige boas práticas de manejo e muita atenção a detalhes. Estima-se que 75% das perdas até um ano de idade ocorram até 28 dias de vida dos bezerros. O sucesso ou a falha na criação de bezerros depende, em grande parte, da mão-de-obra empregada com esses animais, e portanto, o treinamento desta mão-de-obra é fundamental.
Seção Medicina de Produção: "O manejo de bezerras recém-nascidas é intensivo, desafiante e representa um investimento em saúde e produtividade. Práticas inseridas podem reduzir os custos nesta fase da criação, decorrentes do aumento da taxa de sobrevivência neonatal, redução dos índices de morbidade (% de doentes no rebanho), mortalidade (% mortes no rebanho), aumento do ganho de peso, desmame precoce, aumento da rentabilidade em longo prazo (em virtude do crescimento do rebanho), produção de leite e reposição de vacas", por Viviani Gomes e Camila C. Martin, da Universidade de São Paulo (USP).
Animais jovens: São recorrentes os problemas na colostragem dos animais, resultando em altas taxas de mortalidade e baixas taxas de crescimento. A falha na transmissão de imunidade passiva ao neonato representa um dos grandes motivos de mortalidade e morbidade de bezerras nas primeiras horas de vida. Por Carla Bittar (Professora da ESALQ/USP) e Glauber dos Santos (doutorando da ESALQ/USP)
Fornecer mais IgG no colostro realmente melhora a saúde dos bezerros? Descubra o que dizem os estudos e as recomendações mais atualizadas.
Muito tem sido discutido sobre a separação do bezerro recém-nascido de sua mãe após o nascimento, mas o que as pesquisas mostram? Confira!
O impacto do alojamento em pares não é igual ao longo do ano. Dados mostram que, no frio, bezerros em dupla apresentam menos febre e maior consumo de concentrado. Confira!
Carrapatos (Rhipicephalus microplus) geram grandes prejuízos à pecuária leiteira, reduzindo a produção de leite, afetando a reprodução e transmitindo a Tristeza Parasitária Bovina. O manejo integrado, com controle racional, monitoramento e produtos com descarte zero, é essencial para a saúde e rentabilidade do rebanho.
Administrar uma fazenda leiteira sem indicadores zootécnicos é como navegar às cegas. A ausência desses parâmetros pode gerar consequências significativas. Saiba mais sobre os principais indicadores.
Evento será realizado entre os dias 13 e 14 de outubro, durante a 3ª edição da ExpoLeite, em Uberaba (MG)
Estudo do IZ mostra que o enriquecimento ambiental contribui para reduzir estresse, melhorar saúde e aumentar desempenho de bezerras leiteiras.