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Reino Unido poderá enfrentar escassez de alimentos

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 13/10/2020

2 MIN DE LEITURA

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Para os apreciadores britânicos de queijo, é aqui que a magia acontece. Blocos de queijo provenientes de todo o mundo são cortados e distribuídos para consumo. A empresa Harvey and Brockless assenta no apetite britânico por produtos de qualidade.

A saída do Reino Unido da União Europeia levou o proprietário a procurar versões locais de produtos estrangeiros.

"Estou pensando na charcutaria vinda de França, Itália e Espanha. Agora vemos muitos produtores locais que estão criando os seus próprios produtos"; afirma o proprietário, Nick Martin.

Os preços subiram devido à queda no valor da libra. Se não houver acordo a fim de se evitarem taxas aduaneiras entre o Reino Unido e a União Europeia são os clientes que acabarão sofrendo.

"As taxas sobre os lacticínios importados da UE podem chegar até aos 30% e isso é algo que teremos de passar aos nossos clientes. Mas existem ainda as declarações alfandegárias. O produtor que exporta para a UE tem que preencher declarações. Enquanto importadores, nós também temos que efetuar declarações e isso implica custos", explica NIck Martin da Harvey & Brockless, com sede no Reino Unido.

As taxas aduaneiras sobre produtos cotidianos variam: 

Dez por cento sobre alfaces; 48% sobre a carne picada, são dois exemplos comuns.

Os comerciantes britânicos estimam que os consumidores vão pagar 3,4 mil milhões de euros a mais todos os anos.

"Trata-se de um custo que não pode ser absorvido pelos comerciantes ou empresas. Produtos como queijo ou carne podem subir até um terço. O consumidor sai perdendo. Os consumidores britânicos querem produtos europeus de excelente qualidade e os consumidores europeus também perdem. Todos perdem", segundo William Bain, diretor de estratégia do Brexit da Associação Britânica de Comércio a Varejo.

O repórter da euronews, Tadhg Enright, acrescenta: "A ameaça que empresas como esta enfrentam não vem apenas das taxas. As variações no câmbio da moeda e os atrasos na fronteira são outros desafios. E isso pode acontecer mesmo com um acordo".

"Para os nossos fornecedores italianos de produtos de vida curta como mozzarella ou bocaccini, se ficam cinco dias fechados num caminhão isso compromete a validade do produto. Será difícil manter a continuidade nos abastecimentos", afirma Nick Martin.

Por esta altura no ano passado em que o Brexit dominava a agenda política, a ideia de escassez nos supermercados parecia algo muito distante.

Mas agora, depois de passarmos por esta pandemia, tornou-se mais claro o que a escassez de produtos significa e os efeitos no comportamento dos consumidores.

As informações são do Euronews.

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