Tomás Abrahão, fundador da startup, diz que o incremento na receita dos produtores é fruto da maior demanda por orgânicos durante a pandemia, influenciada pela busca dos consumidores por uma alimentação saudável, e também da ampliação do raio de entrega da Raízs. Além da cidade de São Paulo, os produtos frescos chegam agora ao ABC paulista, Alphaville, Granja Viana, Guarulhos, Osasco e, em dezembro, passaram a ser entregues inclusive na Baixada Santista, São Sebastião, Jundiaí e Campinas. Essa expansão fez a base de clientes chegar a 10,5 mil por mês.
Os produtores membros da plataforma trabalham especialmente com hortifrútis (frutas, verduras e legumes), além de lácteos, castanhas, azeites, farinhas, ovos, carnes e bebidas, todos certificados e auditados. Pela plataforma, o produtor precifica suas mercadorias e a Raízs adiciona um percentual para ter sua margem. O frete terceirizado é cobrado à parte.
A ideia é oferecer suporte aos produtores, inclusive técnico, desde o plantio até colheita e comercialização. Uma das vantagens ao produtor, destacou Abrahão, é a garantia antecipada da compra dos alimentos, uma vez que o produtor já planta tendo uma previsão de renda e não fica sujeito a flutuações do mercado. A contrapartida é que a plataforma garante o fornecimento contínuo de itens com bastante saída, como arroz, tomate e batata.
A plataforma também provê um Fundo de Auxílio ao Pequeno Produtor, cuja arrecadação provém de doações de até R$ 30 dos clientes e de uma parcela do faturamento da empresa. A ideia é que os agricultores decidam o que fazer com o dinheiro. Alguns dos direcionamentos mais comuns são a compra de insumos ou equipamento para apoiar as rotinas no campo.
As informações são do Valor Econômico.