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Pesquisa aponta maior eficiência alimentar em vacas híbridas

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/03/2018

2 MIN DE LEITURA

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Boa parte dos produtores de leite reconhecem alguns benefícios de vacas híbridas, como por exemplo, a reprodução mais rápida. O que talvez eles ainda não tenham percebido é que o vigor híbrido contribui para que os animais sejam mais eficientes na conversão dos alimentos em quilos de proteínas e gorduras. Ainda há um certo ceticismo com relação a este assunto já que vacas leiteiras híbridas parecem ser menos leiteiras do que animais puros.

Foi esse o tema de um experimento realizado por quatro anos na Universidade de Minnesota, EUA, que mostrou que vacas híbridas produziram os mesmos quilos de gordura e proteína que vacas Holandesas, porém, consumiam menos duas libras (0,9 kg) por dia, base matéria seca. O resultado: vantagem na relação de rendimento sobre custo do alimento (income over feed cost – IOFC). 

Os cruzamentos utilizados no experimento priorizaram a rotação de três raças: Montbeliarde, Viking Red e Holandesa (ProCROSS). Vale destacar que os animais utilizados da raça Holandesa estavam classificados pelo índice de mérito líquido.

O estudo foi conduzido apenas nos primeiros 150 dias de lactação dos animais devido às altas despesas em coletar dados de ingestão diária, pesagem das vacas e pontuação para condição corporal. Mas, segundo os pesquisadores, não há motivos para não acreditar que a vantagem da eficiência alimentar do cruzamento se estenda por toda a lactação. Eles acrescentaram que as vacas híbridas de segunda e terceira lactação podem ser um pouco mais eficientes do que as novilhas.

"Em suínos e bovinos de corte, há um vigor híbrido para a eficiência alimentar", diz Les Hansen, geneticista do setor de lácteos da Universidade de Minnesota. Assim, pode-se assumir um efeito semelhante no gado leiteiro, e este estudo, embora com um número limitado de animais, indica que ele realmente existe.

O número total de lactações acompanhadas na pesquisa ultrapassou 200. Outros números do experimento: 123 novilhas de primeira parição (60 Holandesas de raça pura e 63 híbridas) e 80 vacas de segunda e terceira lactação (37 Holandesas e 43 híbridas). Para compensar os números pequenos, a coleta de dados foi intensa. O consumo de alimentos foi registrado diariamente e o peso corpóreo e o escore de condição corporal foram registrados semanalmente.

A estudante Brittany Shonka-Martin pesou os animais e levantou o escore de condição corporal ao longo do estudo, que durou quatro anos. Ela também descobriu que os animais híbridos apresentaram cerca de ¼ a mais de condição corporal do que a raça pura. Estatisticamente, as híbridas e as Holandesas não diferiram no peso corporal.

Brittany concluiu que as vacas de primeira lactação e as vacas mais velhas híbridas apresentaram maior média de proteína e gordura , leite com ‘maior energia corrigida por unidade de ingestão de matéria seca’ e maior produção de proteína por unidade de ingestão de proteína bruta.

Shonka-Martin também analisou o "consumo de alimentação residual" (residual feed intake - RFI), cálculo que se ajusta à produção de energia do leite, ao peso corporal e à mudança de peso corporal. Usando esse cálculo, ela descobriu que as híbridas foram capazes de converter menos alimentos em mais sólidos de leite, seja através de requisitos de mantença mais baixos ou algum outro fator. É aqui está o potencial do vigor híbrido para a eficiência alimentar. Escalando as diferenças para um rebanho comercial que ordenha mil vacas, a quantidade na diferença de matéria seca seria de aproximadamente uma tonelada por dia. 

As informações são do Dairy Herd Management, resumidas e traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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