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O campo se mobiliza contra a pandemia

Enquanto mensuram os impactos da pandemia de coronavírus no país e no exterior e avaliam medidas anunciada pelos governos federal, estaduais e municipais, empresas e entidades ligadas ao setor de agronegócios continuam a promover ações para colaborar nos trabalhos de combate ao vírus e seus reflexos negativos na economia brasileira.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), principal entidade que representa produtores rurais no país, informou que vai doar R$ 5 milhões ao ministério, destinados a “suprir faltas e deficiências nas ações de saúde”. Já a Marfrig, segunda maior indústria de carne bovina do mundo, doou ontem R$ 7,5 milhões ao governo federal para ajudar a financiar a compra de testes para o diagnóstico da Covid-19.

Outro segmento mobilizado é o sucroalcooleiro, no qual as usinas já começaram a transformar parte do etanol produzido nesta safra 2019/20, que terminará este mês, em álcool antisséptico (em gel ou líquido, na concentração de 70%) para ser doado ao sistema de saúde. As doações estão sendo lideradas por entidades como o Fórum Nacional Sucroenergético, União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) e Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), com participação ativa de usinas de diferentes os portes. Ao mesmo tempo, laticínios anunciam que estão doando leite para consumo de populações mais carentes.

Mensagens tranquilizadoras quanto ao abastecimento de alimentos também têm sido comuns. Ontem, a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) veio à público para garantir que os moinhos estão preparados para garantir o abastecimento de empresas de alimentos, atacado e varejo, desde que as importações, que cobrem mais da metade da demanda nacional, não sejam prejudicadas. A Abiove, que representa a indústria exportadora de óleos vegetais, fez o mesmo.

Garantir o abastecimento é um dos principais desafios do setor, como tem repetido a ministra Tereza Cristina nos últimos dias. Para isso, a Pasta estuda, dentre outras medidas, formas de melhorar a logística de transporte e distribuição dos alimentos desde os polos de produção até as Centrais de Abastecimento (Ceasas) das grandes cidades, e destas até o consumidor final. A meta é minimizar o fluxo de pessoas nesses ambientes e nas ruas para evitar a disseminação da doença.

“Vamos tentar conectar de forma mais fácil a produção primária e o consumidor final ou o pequeno varejista, potencializando modelos dos Ceasas com uso de novas tecnologias para elaborar uma rede de logística mais avançada para que o produto possa chegar com o mínimo de trânsito possível de pessoas”, disse o secretário-adjunto de Política Agrícola do ministério, José Ângelo Mazzillo Júnior. Ao Valor, ele afirmou que até o fim desta semana deve ser finalizada uma proposta nesse sentido, elaborada em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A proposta poderá integrar empresas de logística e mobilidade urbana, que trabalham com delivery de refeições, para emplacar um “modelo mais sofisticado de entrega”. As companhias já foram ouvidas pelo ministério para colaborar com a proposta. Entre as possibilidades em avaliação está a entrega direta de produtos, como hortaliças e frutas, das centrais ao consumidor final ou a pequenos comércios que estiverem abertos. Outra opção é o consumidor realizar o pedido por meio de aplicativo e ir ao Ceasa apenas para buscar a encomenda.

Nesse contexto, a Aprosoja Brasil, que reúne produtores de grãos, alertou para o fato de que medidas restritivas ao trânsito em alguns Estados e municípios têm afetado o setor produtivo. Segundo a entidade, são decisões que “ameaçam o fornecimento de produtos alimentícios, de mercadorias e insumos como óleo diesel e peças automotivas, além prejudicar o funcionamento de serviços essenciais para a produção de alimentos, como os de oficinas mecânicas, borracharias, entre outros”.

As informações são do Valor Econômico.

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