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Intolerância à lactose: qual o diagnóstico mais adequado?

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 03/01/2018

2 MIN DE LEITURA

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É difícil confirmar a intolerância à lactose baseando-se somente na presença de sintomas digestivos. É fundamental investigar a causa real dos sintomas, visto que outras enfermidades digestivas podem causar os mesmos sintomas. Um médico especialista pode determinar se os sintomas estão ocorrendo devido à lactose por meio de alguns testes confiáveis existentes hoje no mercado e que medem a absorção da lactose no sistema digestivo.

Infelizmente muitas pessoas acabam se autodiagnosticando antes de consultar um médico ou um nutricionista e evitam os produtos lácteos desnecessariamente. Por isso, é sempre importante que o paciente relate ao profissional os sintomas após o consumo de lácteos, mas que também faça o teste para a confirmação.

O teste do hidrogênio expirado é o mais comumente utilizado para diagnosticar a intolerância à lactose, embora também sejam utilizados outros testes, como exames de sangue, biópsia do intestino delgado e até mesmo testes genéticos.  


lactose intolerância
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O número real de pessoas com intolerância à lactose no mundo ainda é desconhecido. Alguns estudos epidemiológicos mostram que as populações que nos seus primórdios dependiam da pecuária muito mais do que da agricultura e eram grandes consumidores de leite e laticínios, em geral, apresentam menor prevalência de intolerância à lactose, conforme está apresentado na Tabela 1.

intolerância à lactose - prevalência de pessoas
*clique para ampliar 

No geral, a prevalência da hipolactasia (quantidade insuficiente de lactase, que leva à intolerância) primária do adulto varia no mundo, sendo em torno de 5% no nordeste da Europa, próximo ao Mar do Norte, com as menores prevalências sendo encontradas na Dinamarca (4%), na Grã-Bretanha (5%), e na Suécia (1% a 10%).

A prevalência da hipolactasia vai aumentando na direção do centro-sul da Europa para chegar próximo aos 100% na Ásia e Oriente Médio. Na África, a intolerância à lactose ocorre mais nos povos com tradição na agricultura do que nos povos com tradição na pecuária.

Uma pesquisa brasileira realizada em 2004 em Santa Catarina avaliou 1.088 indivíduos, dos quais 480 (44,11%) foram diagnosticados como intolerantes. De acordo com um outro estudo científico realizado em 2009 nos Estados Unidos, cujo objetivo foi avaliar as informações obtidas a partir de uma amostra de três grupos de diferentes etnias e com base em autorrelatos, a taxa atual de intolerância à lactose é de aproximadamente 12% da população norte-americana.

Os resultados da pesquisa indicaram as seguintes prevalências demográficas para a intolerância à lactose:

- 8% de americanos com descendência europeia;
- Aproximadamente 10% de hispânicos-americanos;
- Aproximadamente 19,5% de afro-americanos.

Vale lembrar que essa mesma pesquisa apontou que as comunidades hispânico-americanas e afro-americanas tendem a consumir menos produtos lácteos do que as porções recomendadas, o que pode resultar em deficiências nutricionais.

A intolerância à lactose é um tema cada vez mais em evidência, gerando interesse nos consumidores e empresas. Mas afinal, o que realmente é a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose é um tipo de sensibilidade alimentar. Pessoas que sofrem de intolerância à lactose não possuem a quantidade da enzima lactase suficiente para decompor a lactose e, assim permitir sua plena utilização pelo organismo. Esta condição causa distúrbios intestinais a quem consome uma quantidade de lactose maior do que aquela que o seu corpo pode digerir e absorver.

O MilkPoint, em parceria com a DSM, lançou o e-book "Mitos e verdades sobre a intolerância à lactose", que tem o intuito de apresentar informações atualizadas sobre o tema, bem como estratégias que podem ajudar indivíduos que tenham esta condição a desfrutar dos alimentos lácteos, atendendo, desta forma, às recomendações nutricionais e desfrutando do prazer por eles proporcionados.

Além disso, outras dúvidas comuns serão respondidas, como as principais diferenças entre a intolerância à lactose e a alergia ao leite e como se faz o diagnóstico do problema.  
Acesse, confira e se atualize!

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F. SAMUEL HOSKEN

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/09/2016

Quem não tem intolerância a Lactose e consome produtos lácteos, menos chances terá de desenvolver a intolerância.

Por outro lado as pessoas que mesmo não sendo intolerantes a Lactose, mas se abstem de consumi-la, tendem a desenvolver a intolerância, pois seu organismo reduzirá a produção da enzima Lactase, resultando assim certo grau de intolerância.

Para uma vida saudável necessário é uma alimentação saudável.  Restrições desnecessárias levam a problemas improváveis.



F. Samuel Hosken
JOSE EDUARDO VO VALLE GONÇALVES

CURITIBA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 20/09/2016

Prezados,



Tenho uma duvida, caso uma pessoa não tenha intolerância a lactose e consumir leite pata intolerantes esta pessoa vai desenvolver a intolerância?



Obrigado
MilkPoint AgriPoint