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FAO: preço dos alimentos alcança maior patamar desde 2014; lácteos sobem 1,7%

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EM 05/03/2021

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O índice de preços globais de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo nono mês consecutivo em fevereiro e atingiu 116 pontos, 2,8 pontos (2,4%) mais que em janeiro e maior patamar desde julho de 2014.

A alta do mês passado foi liderada por fortes avanços nos subíndices de açúcar e óleos vegetais. Cereais, laticínios e carnes também subiram, mas em menor proporção.

O subíndice dos óleos vegetais registrou alta de 6,2% ante janeiro, para 147,2 pontos. “Os preços do óleo de palma aumentaram devido a preocupações com os baixos estoques nas nações exportadoras, enquanto os preços do óleo de soja também foram elevados pelo aperto na oferta antes da chegada da safra sul-americana”, informou a FAO, em nota.

O subíndice do açúcar subiu 6,4% em fevereiro, para 100,2 pontos, impulsionado pela oferta restrita na Índia. O aumento dos preços do petróleo, que pode incentivar usinas brasileiras a produzir menos açúcar e mais etanol, também pressionou o indicador, disse a FAO.

O indicador que mede os preços dos cereais, por sua vez, ficou em 125,7 pontos em fevereiro, um aumento de 1,2% em relação a janeiro. Os preços do sorgo foram os que mais subiram (17,4%).

O índice de preços de laticínios da FAO teve média de 113,0 pontos em fevereiro, alta de 1,9 pontos (1,7 por cento) em relação a janeiro, subindo pelo nono mês consecutivo e chegando ao máximo em 40 meses. Em fevereiro, as cotações de preços internacionais da manteiga aumentaram, sustentadas por importações firmes pela China em meio a ofertas de exportação limitadas da Europa Ocidental devido a um aumento na demanda interna devido ao feriado da primavera que se aproxima.

As cotações de leite em pó integral aumentaram devido às altas compras de importação e preocupações com a possível redução no fornecimento de exportação na Nova Zelândia devido às condições de tempo seco.

Os preços do leite em pó desnatado também aumentaram, refletindo os baixos estoques e as limitadas disponibilidades de exportação na Europa. Por outro lado, a redução da demanda por suprimentos spot, juntamente com os altos estoques nos Estados Unidos da América, pesaram sobre as cotações do queijo.

As informações são do Valor Econômico e da FAO, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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