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EUA: pegada de carbono do setor leiteiro da Califórnia diminui 45% desde 1964

A quantidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) por galão de leite produzido pelos produtores de leite da Califórnia caiu mais de 45% nos últimos 50 anos, de acordo com um novo estudo publicado pelo Journal of Dairy Science.

"O estudo documenta a produtividade, eficiência e sustentabilidade geral da produção de leite na Califórnia e o papel crítico das vacas leiteiras em práticas agrícolas regenerativas e sistemas alimentares sustentáveis", disse Ermias Kebreab, cientista animal e reitor associado de engajamento global da Universidade da Califórnia em Davis. O estudo analisou as emissões de GEE e o uso da água de 1964 a 2014.

Kebreab e a estudante Anna Naranjo conduziram uma avaliação ambiental do ciclo de vida da produção de fazendas leiteiras da Califórnia. A redução nas emissões de GEE veio principalmente da melhoria da eficiência na produção de leite, por meio de uma melhor nutrição, reprodução, conforto das vacas e manejo geral.

A quantidade de água usada por unidade de leite melhorou ainda mais do que as emissões de GEE, diminuindo 88% por galão de leite devido à melhoria na produção de alimentos para animais e à eficiência no uso da água.

"O estudo mostra que estamos produzindo leite de maneira mais eficiente e sustentável, minimizando nossa pegada climática no processo", disse Richard Wagner, produtor de laticínios de San Joaquin e presidente da California Dairy Research Foundation (CDRF).

Em 1964, as vacas da Califórnia produziram uma média de 4900 quilos de leite por vaca por ano. Em 2014, esse número saltou para 10.790 quilos por vaca. Em 1964, os produtores de leite da Califórnia estavam ordenhando apenas 790.000 vacas. Cinquenta anos depois, esse número também mais que dobrou, para 1,781 milhão.

Hoje, mais de 40% dos ingredientes usados na alimentação das vacas da Califórnia vêm de subprodutos agrícolas, como cascas de amêndoas, polpa cítrica e tomate, cenouras selecionadas e outros produtos não adequados para uso humano.

"As vacas são bioprocessadores naturais e up-cyclers de nutrientes", disse Kevin Comerford, diretor de ciências da CDRF. “Como resultado, elas continuarão desempenhando papéis essenciais em sistemas alimentares saudáveis ??e sustentáveis ??em todo o mundo. Este estudo demonstra os benefícios ambientais na Califórnia, onde as fazendas leiteiras tiveram um sucesso especialmente na reciclagem e reaproveitamento de recursos.”

Os pesquisadores também observam que a redução estimada de 45% nas emissões de GEE é provavelmente conservadora, porque não leva em consideração grandes matrizes solares instaladas em mais de 150 fazendas leiteiras. Várias fazendas também estão em processo de instalação de sistemas de captura de metano que produzirão biogás líquido, reduzindo ainda mais a pegada de GEE do setor.

As informações são do Farm Journal & MILK Magazine, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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JULIO PALHARES

SÃO CARLOS - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 17/02/2020

Um apontamento que sempre deve ser feito neste tipo de estudo é que, SIM, há melhoria da eficiência de emissão (menos gases do efeito estufa por litro de leite) e na melhoria da eficiência hídrica (menos litro de água por litro de leite). Afinal em 1964, as vacas produziram uma média de 4900 quilos de leite e em 2014, esse número saltou para 10.790 quilos por vaca. Como a relação de eficiência é uma divisão de litros de água por kg de leite ou kg CO2 por kg de leite, uma vaca que produz mais, terá mais eficiência e, consequentemente, menores pegadas ambientais. Mas como mostra o estudo, em 1964 os produtores de leite da Califórnia estavam ordenhando 790.000 vacas. Cinquenta anos depois, esse número era de 1,781 milhão. Portanto, o consumo absoluto de água e a emissão de gases do efeito estufa desta produção leiteira aumentou muito. Todos sabemos que não tem como uma vaca produzir mais leite, bebendo a mesma quantidade de água que uma que produza menos. Em resumo, não só a produção leiteira californiana, como a maioria da produção leiteira mundial será mais eficiente num retrato histórico como esse. Paralelo a isso, também será maior consumidora de água e emissora de gases.