Empresa indiana registra patente de extração de colesterol da gordura do leite

A empresa indiana Fermenta Biotech Limited apresentou um pedido de patente internacional para um processo que extrai o colesterol da gordura do leite. O colesterol isolado é útil para a preparação adicional da vitamina D3.

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A empresa indiana Fermenta Biotech Limited apresentou um pedido de patente internacional para um processo que extrai o colesterol da gordura do leite. O colesterol isolado é útil para a preparação adicional da vitamina D3.

Os produtos lácteos, como leite cru, leite pasteurizado, creme cru, creme pasteurizado, óleo de manteiga ou gordura anidra, têm grandes níveis de colesterol. O teor de colesterol na gordura do leite pode variar, segundo a empresa, tipicamente de 2-5g de colesterol total por 100g. “Todo o colesterol presente na gordura do leite”, acrescenta a empresa, “está presente como colesterol livre, com apenas vestígios de colesterol presente como éster”.

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Muitas técnicas são empregadas para extrair o colesterol da gordura do leite, como a extração a vapor, extração com fluido supercrítico (SFE) usando dióxido de carbono, redutase enzimática específica do colesterol ou adsorção usando ciclodextrinas. O pedido de patente observa que esses processos são demorados, pesados e caros.

Métodos

O processo isento de solvente envolve primeiro aquecer a gordura do leite insaponificada com cloreto de cálcio anidro e depois separar o colesterol do aduto* por refluxo no solvente, seguido por recristalização para gerar colesterol puro.

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De acordo com a empresa, o processo evita o contato da gordura do leite com solventes potencialmente nocivos nos estágios iniciais e que podem afetar a sua funcionalidade, o sabor ou outras propriedades da gordura do leite. Além disso, não há saponificação. A gordura do leite isolada livre de colesterol é lavada com água para remover vestígios de impurezas inorgânicas.

A gordura residual do leite, livre de colesterol obtido após a filtração do aduto colesterol-cloreto de cálcio, satisfaz o padrão de qualidade exigido pela indústria de laticínios e pode ser usada pela indústria para suas próprias aplicações.

O colesterol obtido é de grau farmacêutico e pode ser usado como precursor para a preparação de vitamina D3. Segundo a empresa, o processo é simples e viável industrialmente com passos mínimos; convertendo o colesterol em 7-desidrocolesterol (7-DHC; provitamina D3) e convertendo 7-DHC em vitamina D3 por irradiação.

*Um aduto (do latim adductus, "atraído") é o produto da adição direta de duas ou mais moléculas diferentes, resultando em um único produto de reação contendo todos os átomos de todos os componentes iniciais. O resultado é considerado uma espécie molecular distinta. Fonte: Wikipédia

As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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