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Como o coronavírus afetará as tendências alimentares de 2020?

POR JULIANA SANTIN

NOVIDADES E LANÇAMENTOS EM LÁCTEOS

EM 08/04/2020

2 MIN DE LEITURA

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Espere ver várias tendências emergentes de alimentos e bebidas mudarem de rumo, à medida que os consumidores lidam com a crise do coronavírus nos Estados Unidos, disse Suzy Badaracco, presidente da Culinary Tides, Inc.

Antes da pandemia, os especialistas previam o momento para alternativas à carne, bebidas com ou sem álcool e comportamentos de compra orientados à sustentabilidade. "A trajetória dessas tendências foi alterada pela incerteza política e econômica criada pelo Covid-19", disse Badaracco, em um novo relatório.

"Pode ser difícil saber quais tendências se destacarão nos próximos 12 meses, já que a situação ainda está em grande mudança", disse ela. "Pode ser ainda mais confuso tentar decidir o que mais ressoa com sua marca e clientes."

Os consumidores podem se comportar de maneira mais conservadora e cautelosa nos próximos meses, contando com alimentos e bebidas que proporcionam conforto e familiaridade. Esse comportamento não é um bom presságio para alternativas à base de plantas, observou Badaracco.

"Está claro nas pesquisas que "carne" à base de plantas são consumidas por carnívoros, e não por vegetarianos, com a curiosidade sendo a causa", disse ela. "Os números de vendas desses produtos continuam diminuindo, pois o Covid-19 levará os consumidores de carne de volta à proteína animal em ritmo acelerado, enquanto os vegetarianos consumirão as plantas como plantas".

A categoria de laticínios, com sua combinação atraente de saudabilidade e conforto, também pode se beneficiar das mudanças nas atitudes dos consumidores, segundo Badaracco. "Uma nova e promissora direção , apoiada no humor atual, é hibridar as categorias — uma aliança entre proteína animal e vegetal, com os vegetais mantendo sua integridade e papel natural", acrescentou.

O movimento "sóbrio e curioso", tendência líder que vem ganhando espaço há meses, dará lugar a um aumento de coquetéis clássicos, sidras globais, vinho e cerveja, previu Badaracco. O seltzer rígido também se manterá popular. "Quando os tempos são difíceis, os consumidores bebem", disse ela. "No geral, o consumo de álcool deve aumentar — e o equilíbrio de qual tipo de álcool é consumido com a alternância entre categorias".

Os baby boomers, a geração X e os millennials mais velhos levarão o consumo de volta às bebidas, enquanto os millennials mais jovens e a geração Z têm maior probabilidade de permanecerem sóbrios.

Uma terceira tendência de reversão que se espera ocorrer em um mundo pós-pandemia é uma diminuição dos gastos com sustentabilidade, enquanto os consumidores recuperam a posição financeira. Soluções sustentáveis sem custo ou de baixo custo, como compostagem ou compra de frutas e legumes "feios", ainda podem continuar, mas espera-se que o consumo de alimentos e bebidas orgânicos deslize nesse meio tempo. “Os gastos com sustentabilidade se recuperarão; no entanto, seu retorno estará diretamente relacionado à saúde econômica e à confiança do consumidor”, afirmou Badaracco.

As informações são do Food Business News, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

JULIANA SANTIN

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

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MARCELO MACHADO

EM 15/04/2020

Artigo interessante.
Trabalho na indústria de ingredientes e tenho clientes do segmento "plant-based" que comentaram sobre um forte aumento da demanda por produtos veganos devido à pandemia de COVID-19 -- contrariamente à tendência sugerida no texto.
Uma das prováveis origens para a infecção de humanos pelo novo Coronavírus é o consumo de carne de animais silvestres na China. Na opinião destas empresas veganas, a demanda por carne animal deve diminuir ainda mais por conta de uma percepção mais negativa na opinião dos consumidores.
CICILIA BARBOSA

GOIÂNIA - GOIÁS

EM 17/04/2020

Uma pesquisa financiada pela indústria do leite não é imparcial pra falar das novas tendências alimentares pós Covid. Velha prática.
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