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Perda de gestação em vacas Holandesas em lactação usadas com receptoras de embriões

Ricarda Santos1; Mayara Oliveira2; N. Melgar2; D. Demetrio2
1Universidade Federal de Uberlândia, MG; 2Ruann Genetics, Riverdale, CA, USA

A transferência de embriões é usada para produzir mais bezerros de vacas de alto mérito genético e também manter a fertilidade de vacas com alta produção de leite nos períodos críticos do ano, como no verão (Ver texto "Taxa de prenhez por IA e TE em vacas de alta produção").

Os tecidos placentários dos ruminantes produzem glicoproteínas associadas à gestação (PAG) que podem ser detectadas por imunoensaios (ELISA) realizados em amostras de sangue de vacas gestantes a partir de 28 dias após a inseminação. Vários rebanhos leiteiros nos EUA têm usado este teste para complementar ou substituir o uso de ultrassonografia transretal para diagnóstico precoce de gestação. A sensibilidade do exame das PAG para diagnosticar gestação precoce é alta (>95% de precisão).

Estudos relataram que 45 a 65% das gestações provenientes de inseminação artificial em vacas lactantes não chegam a termo, contra 59 a 85% de gestações resultantes da transferência de embriões produzidos in vitro (Lucy, 2001; Santos et al., 2004; Perry et al., 2005; Pohler et al., 2015; Wiltbank et al., 2016; Gatea et al., 2018).

O objetivo deste estudo foi avaliar a perda de gestação entre o dia 30 e o dia 80 da gestação em vacas Holandesas lactantes que receberam embrião produzido in vivo ou in vitro, em laboratório próprio de uma fazenda de leite comercial.

As vacas receptoras e doadoras de embriões/ovócitos eram parte do rebanho da fazenda Maddox Dairy, localizada em Riverdale, CA, EUA. Rebanho este composto de 3500 vacas Holandesas em lactação, com produção de leite corrigida para equivalente adulto em 305 dias de lactação de 12.800 kg. As vacas na primeira lactação eram submetidas ao programa de sincronização da ovulação Presynch-Ovsynch e programadas para serem inseminadas artificialmente pela primeira vez aos 85 dias após o parto ou para receber um embrião (TE) 7 ou 8 dias após a data do cio sincronizado.

Foram analisados os dados de 590 gestações (1045 ET) resultantes de transferência de embriões realizadas entre janeiro de 2018 e março de 2019. Apenas embriões de melhor qualidade, classificados como grau 1 e nos estágios de mórula até blastocisto eclodido, produzidos in vivo ou in vitro a partir de doadoras categorizadas como novilhas, vacas de lactantes ou vacas secas da raça Holandesa, foram transferidos frescos (produzidos in vivo ou in vitro) ou congelados (produzidos in vivo).

Amostras de sangue foram coletadas 30 dias após a data esperada do cio após a sincronização (23 dias após a transferência de embriões) das vacas receptoras e enviado ao laboratório IDEXX para o teste de gestação baseado na detecção das PAG (30d Preg) e reconfirmado em aos 80 dias de gestação por ultrassonografia transretal (80d Preg). A perda de gestação (Preg Loss) foi considerada quando uma vaca estava gestante no dia 30, mas não estava mais no dia 80.

A variável perda de gestação foi analisada por regressão logística binária no programa MINITAB e o modelo incluiu os efeitos da condição da doadora de embrião/ovócito (novilha, vaca lactante ou seca) e tipo embrião (produzido in vitro ou in vivo).

A taxa de gestação total aos 30 dias (Preg 30) foi de 56,5% (Tabela 1), embriões produzidos in vivo e transferidos frescos apresentaram a maior taxa de gestação (61,9%) quando comparado com embriões produzidos in vitro e transferidos frescos (50,9%; Tabela 1).

Tabela 1. As taxas de gestação (30d Preg) diagnosticadas aos 30 dias pelo teste das PAG após transferência de embriões em receptoras Holandesas de primeira lactação que receberam embriões produzidos a partir de doadoras de embriões/ovócitos (novilhas (heifer), vacas lactantes (lactating) ou vacas secas (dry) Holandesas).

A perda de gestação total (Preg Loss) foi de 12,2% (72/590). Não foi detectado efeito da condição da doadora de embriões/ovócitos na taxa de perda de gestação (P = 0,80). No entanto foi detectado efeito do tipo embrião (P < 0,004). Embriões produzido in vitro apresentaram perda de gestação de 18,00% contra 9,0% nos embriões produzidos in vivo (Tabela 2).

Tabela 2. Perda de gestação (Preg Loss) entre os dias 30 (30 d Preg) e 80 (80 d Preg) após a transferência de embriões em receptoras Holandesas de primeira lactação que receberam embriões produzidos a partir de doadoras de embriões/ovócitos (novilhas (heifer), vacas lactantes (lactating) ou vacas secas (dry) Holandesas).

A taxa de gestação aos 30 dias é maior para embriões produzidos in vivo e transferidos fresco independente da categoria da doadora. A perda de gestação é maior em vacas lactantes de primeira lactação que recebem embriões produzidos in vitro quando comparados com embriões produzidos in vivo transferidos frescos ou congelados, porém as perdas encontradas nesse rebanho são menores que as relatadas na literatura.

Mais pesquisas devem ser realizadas para estudar a perda de gestação após a transferência de embriões produzidos a partir de ovócitos coletados de novilhas, uma vez que atualmente mais embriões estão sendo produzidos a partir fêmeas e machos muito jovens devido ao uso intensivo de testes genômicos de seleção.

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