FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Inflamações umbilicais em bezerras: o que você precisa saber

EDUCAPOINT

EM 07/10/2020

4 MIN DE LEITURA

0
0
A inflamação umbilical em bezerras é um problema vivenciado no dia a dia de muitos criadores de bovinos leiteiros. Essa é uma questão muito importante, em parte porque não está atrelada somente à região umbilical do animal, podendo trazer sérias consequências, gerar danos na saúde do animal no futuro, podendo até acarretar morte das bezerras.

As inflamações umbilicais são causadas principalmente por bactérias presentes no ambiente ao qual as bezerras estão expostas. Existem, no entanto, algumas situações e fatores de risco que favorecem a infecção umbilical.

Quando a bezerra nasce, ocorre a ruptura espontânea do cordão umbilical. Muitas vezes, essa ruptura acaba acontecendo em um ponto um pouco mais longo da cavidade abdominal, ou seja, o umbigo acaba ficando mais comprido. Muitas vezes, esse umbigo comprido, que tem contato com o solo, pode favorecer a penetração de microrganismos.



Em outras situações, o cordão umbilical pode ficar muito curto, o que pode acontecer por uma condição natural ou pelo manejo inadequado, quando o umbigo das bezerras é cortado muito rente à parede abdominal. Isso encurta o caminho para a penetração de bactérias na região do umbigo.

Outro ponto importante é a desinfecção inadequada do umbigo no processo após o nascimento.

Assim, as inflamações umbilicais estão vinculadas ao manejo das bezerras e com a questão da limpeza do ambiente, desde o nascimento da bezerra na maternidade até a permanência das bezerras no bezerreiro.

As principais bactérias causadoras das inflamações ambientais são:

- Escherichia coli;
- Staphylococcus sp;
- Streptococcus sp;
- Outras bactérias gram negativas, como Klebsiella sp, Fusobacterium sp, entre outros.

=> Quer aprender muito mais sobre temas relacionados a esse? Acesse o conteúdo completo do curso Práticas essenciais no manejo sanitário de bezerras leiteiras no período neonatal. O curso pode ser adquirido individualmente ou você pode optar por assinar a plataforma EducaPoint, tendo acesso a todos os cursos disponíveis (mais de 200!) por um preço único. Clique aqui e veja como assinar.


Monitoração da região umbilical

A monitoração do umbigo das bezerras deve ser feita duas vezes por semana para garantir a detecção precoce de uma inflamação e rápido início do tratamento.

Assim, duas vezes por semana deve-se passar em todo o sistema de criação de bezerras fazendo uma avaliação visual, ou seja, observar a região umbilical das bezerras.

Além da observação visual da região umbilical, é importante observar o estado geral do animal. Isso porque a infecção bacteriana na região umbilical, muitas vezes, atinge a circulação sistêmica do animal, podendo gerar danos em outras regiões, como fígado, vesícula urinária, cérebro (lesões oculares), podendo levar o animal à morte.

Isso acontece porque a região do umbigo é muito vascularizada, sendo composta basicamente por duas artérias na região externa, duas veias e por um outro canalículo chamado de úraco:

Quando esses vasos adentram a região abdominal, essas duas artérias se juntam formando a chamada anastomose. As veias do umbigo desembocam no fígado do animal, sendo, dessa forma, comum a formação de abcessos no fígado ou na região até esse órgão quando há infecção na região umbilical.

O úraco é o canalículo que drenava a urina do recém-nascido durante o período fetal e desemboca na vesícula urinária. Dessa forma, pode ocorrer inflamação da vesícula urinária por contaminação do úraco.

Já a artéria desemboca na artéria ilíaca interna e depois na artéria aorta e isso tudo é drenado para o coração do animal, atingindo sua circulação sistêmica.

Assim, o animal pode ter como consequência:

- Abscessos hepáticos;
- Cistite;
- Meningite
- Artrites;
- Inflamação na região ocular, que resulta em uveíte;
- Eventualmente, morte do animal.

Por isso, é importante observar, além da região umbilical, o estado sistêmico do animal. Isso pode ser feito facilmente durante o aleitamento das bezerras. Assim, a equipe que faz o aleitamento deve estar treinada para detectar animais que estão com alteração em seu estado geral. As bezerras que não se levantam para tomar o leite, ficam mais deitadas, demonstram alteração em seu estado geral.

Na região umbilical, deve-se observar se há aumento de volume. Geralmente, isso é bem visível externamente:



Depois, é importante fazer a palpação da região umbilical das bezerras que estejam com aumento de volume na área.



Quando as bezerras não têm aumento do volume local nem alteração no estado geral, estão saudáveis e são consideradas no escore 0. Quando elas têm aumento no volume umbilical, mas não têm alteração no estado geral, são consideradas no escore 1.



As bezerras que têm aumento na região umbilical, dor, bastante sensibilidade, aumento da temperatura na região do umbigo e o comprometimento do estado geral são consideradas no escore 2. Esses animais precisarão de mais atenção e um protocolo de tratamento mais intensivo.



Tratamento

As bezerras de escore 1 recebem uma terapia mais localizada, ou seja, é feita limpeza e desinfecção local sem necessidade de antibiótico sistêmico. Já os animais de escore 2 precisam receber uma terapia sistêmica, geralmente com antibiótico e anti-inflamatório segundo protocolo determinado pelo veterinário responsável pela criação das bezerras.
  contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082 

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint