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Blairo Maggi: Brasil suspende importação de leite do Uruguai

postado em 10/10/2017

10 comentários
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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou nesta terça-feira, 10, que o Brasil suspendeu a importação de leite do Uruguai por tempo indeterminado, por suspeitas que o alimento não seja totalmente produzido naquele País, o que prejudica o produtor nacional. O governo suspeita que o Uruguai importe o leite da Argentina e reexporte o produto para o Brasil, com custos ainda competitivos com o produzido aqui. Uma investigação da Receita Federal não conseguiu comprovar a triangulação, o que levou à suspensão das importações para uma avaliação mais apurada.

Em 2016, 86% do leite em pó desnatado e 72% do leite em pó integral exportado pelo Uruguai tiveram o Brasil como destino, sendo que 36% do comércio de produtos do agronegócio entre os dois países referem-se a produtos lácteos.

“Entidades que lidam com leite e produtores têm reclamado muito da quantidade de leite importada do Uruguai. Há uma grande suspeita (…) de que o leite oriundo do Uruguai não seja do Uruguai”, disse o ministro após almoço com a Frente Parlamentar da Agropecuária. “Tomamos a decisão de suspender as licenças de importação até que Uruguai consiga provar que 100% do leite importado de lá é de origem uruguaia”. 

Segundo Maggi, o crescimento do volume de leite importado do país vizinho tornou a situação do produtor brasileiro “quase insuportável”. Após a medida, o governo brasileiro irá enviar uma missão ao Uruguai para cruzar o volume produzido localmente com o consumo interno e as exportações para o Brasil e outros países.

Paralelamente, de acordo com o ministro, o Brasil tenta negociar a criação de cotas de importação de leite com o Uruguai, como já faz com a Argentina, “mas não há boa vontade”, disse Maggi. “Não podemos matar o setor leiteiro que emprega mais de 1 milhão de pessoas”, afirmou. “Vamos trabalhar, inclusive com o Itamaraty, para retirar o leite do Mercosul”, completou o ministro.

Para socorrer os produtores locais, o ministro disse que o governo avalia operações de retirada de leite do mercado, como a compra da bebida para ações sociais e ainda do leite em pó para ser estocado pela Companhia Nacional de Alimentos (Conab). 

Confira o vídeo abaixo:


Entenda o caso: 

Em agosto, a CNA e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) encaminharam ofício ao ministro da Agricultura com as preocupações do setor lácteo brasileiro em relação ao impacto que as importações, principalmente de leite em pó do Uruguai, trazem ao mercado interno.

O governo do Rio Grande do Sul também solicitou na semana passado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) uma investigação para apurar os números de importação de produtos lácteos do Uruguai, alegando suspeita de prática ilegal de comercialização. O documento foi assinado pela Farsul, Fetag e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). O texto apresentou dados sugestivos de que o Uruguai estaria importando leite de outros países para exportar para o Brasil.

Utilizando fontes como o Banco Mundial e o próprio MDIC, o ofício apontou que em 2016 o Uruguai produziu 1,775 bilhão de litros de leite, sendo 791 milhões de litros para o mercado interno. Sobrariam ao país 984 milhões de litros para exportação. No ano passado, o MDIC registrou a entrada de 1,036 bilhão de litros de produtos lácteos vindos do Uruguai, entre queijo, leite em pó, manteiga, butter oil e leite UHT, 52,7 milhões de litros a mais do que o produzido por aquele país.

 
As informações são da Isto é, CNA e do portal MilkPoint. 

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Comentários

Andiara

OUTRA - Tocantins - Produção de leite
postado em 10/10/2017

Interessante nisso tudo é que o "Presidente da FPA - Nilson Leitão" parece não ter ficado muito feliz com o ocorrido, tenho a impressão que é a muito tempo o leite ta pagando um alto preço, estamos sendo só moeda de barganha, no caso querem usar o leite pra conseguir vender outros produtos pra o Mercossul. Tudo muito interessante só que se esquecem que tem muita gente trabalhando pra fazer sim esse mercado competitivo, mas o governo não ajuda muito, simplesmente aumento os combustíveis que acaba piorando tudo ou seja tem que produzir com eficiência, mas o governo aumenta tudo e o produtor que se f***. Então nosso leite só baixa por que temos muito produto, pois tudo funciona com a demanda e a oferta, como ele diz que vamos ver se o produtor irá suprir se estamos com leite estocado, será que ele vive em outro mundo???
Seja como for essa é só uma peça de uma equação bastante complexa que cabe a nós produtores exigir mudanças!

Andiara Mesquita, Rio Grande do Sul

Marcio Octavio Couto Rosa Júnior

OUTRA - Minas Gerais - Técnico
postado em 10/10/2017

Até que enfim. Meia dúzia de corretores.ganharem mais do que toda cadeia.valorizar a cadeia produtiva valorizar o emprego familiar. Jogam litros de leite na promoção e e embolsam o lucro de milhões de litros produzidos aqui..e pra melhorar precisa concluír portaria 51 e valorizar o verdadeiro alimento.

Jacob Saud

Pires do Rio - Goiás - Produção de leite
postado em 11/10/2017

Somos o segmento produtivo de maior alcance social e econômico do país. Porém governo para abaixar preço para o consumidor sem responsabilidade nenhuma com as consequências atuais e futuras, fecha os olhos e deixa acontecer.
Por outro lado suga o" sangue " do brasileiro em tudo que é do governo como gasolina, impostos etc!
Aí é fácil demagogia as nossas custas...

José Roberto de Paula Ribeiro

Belo Horizonte - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 11/10/2017

Com vários anos de atraso o País acordou para que o mercado de leite brasileiro possa sobreviver. Ao contrário do que aconteceu com o setor industrial brasileiro. Só se houve falar em sua sua recuperação. Mas, quantos anos vamos esperar, além dos empregos perdidos e industrias fechadas.

Darlani de Souza Porcaro

Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 11/10/2017

A quantidade de emprego que está ligado ao leite , é enorme, e no fundo estamos sendo roubado , pelos nossos governantes, pois não temos uma política votada para o setor, e o pior que em plena seca e extensiva, estamos pagando para tirar o o leite . Agora o govêrno poderia enfiar o leite nesses presídios , nas escolas , e todos os orgãos   públicos ,  pois não  tem   alimento mais barato , e proteico do que o leite.

Marcos Fernando Hortencio (tuti)

Maringá - Paraná - Revenda de produtos agropecuários
postado em 13/10/2017

Ate q enfim fomos vistos como um dos segmentos q mais emprega no pais,e q so era lembrado na epoca politica e pra fazer baixar a inflação, o anos passados a linha branca q e geladeira, televisores, etc. queria mandar para o Uruguai eles exigiam que o Brasil deixasse eles mandaredm para o Brasil LEITE que não era deles e o produtor brasileiro pagando a conta.

Fernando Bueno Simões Pires

Santana do Livramento - Rio Grande do Sul - Produção de leite
postado em 13/10/2017

Acho que o que nos falta, ao menos no RS, é representatividades. Onde fica a FARSUL, e outras "entidades" que deveriam defender o setor produtivo rural? Só quem se movimenta, e por interesses próprios, e não do produtor, é o SINDILAT. Continuamos, nós os Produtores Rurais, Produtores de Leite, a mercê das indústrias, supermercados e sindicatos. Resolve suspender importações nesta hora, para averiguar os volumes produzidos e exportados por um País que habitualmente faz isso? Resolve não ter contrôle algum sobre isso? Deixar chegar ao ponto em que chegamos para depois "tomar providências"? Onde está a FARSUL, que sabe "morder" fatias expressívas de nosso dinheiro, para manter verdadeiros dinossauros em suas direções, uns com mais de 16 anos no cargo, principalmente em relação ao leite? Por que razão os cargos não são oxigenados? Quem afinal nos representa? Políticos, que fizeram uma lei sobre a regra de estabelecer o preço do leite e divulgá-lo até o dia 15 do mes anterior, e que até agora não foi regulamentada? As industrias continuam a estabelecer o preço real depois de fechado o mes, mas divulgam um preço fantasma antes, que nada tem a ver com o preço que pagam. Como a lei não tem regulamentação, continuamos na mesma. Quem faz cumprir o que foi estabelecido e não regulamentado? Por quêo Sindilat e a Farsul não enxergam isso? Ou não é interesse deles? Os supermercados daqui de Livramento importam leite longa vida do Uruguai, livremente. A quem reclamar? Ou também é interesse destas entidades que assim tratem um dos setores produtivos que mais emprega no País ? Por que razão os cargos não são oxigenados?

JUSTINO ZAVALA

PASO GARÚA - CANELONES - Uruguai - Produção de leite (de vaca)
postado em 15/10/2017

La diferencia se explica por los stocks acumulados en Uruguay cuando se cerró el mercado de Venezuela en 2015 y que fueron exportados a Brasil en 2016. Lo interesante es que a pesar de tener faltantes en su mercado que lo llevaron a importaciones record Brasil igualmente exportó a Venezuela a precios muy superiores a los que importó de Uruguay, tal vez hubo ahí sí triangulación?

Marcos Fernando Hortencio (tuti)

Maringá - Paraná - Revenda de produtos agropecuários
postado há 2 dias atrás

FERNANDO BUENO deveriamos fazer igual a França fez o dia do leite nesse dia o caminhao vem buscar chamamos a imprensa e jogamos  o leite fora pois o leite de 1 dia nao quebra ninguem, m as se continuar esses preços muitos vao quebrar ou ter grandes prejuizos

Marcos Andrei de Moraes Barra

Rio Verde - Goiás - Instituições governamentais
postado há 1 dia atrás

Parabéns ministro, o senhor mostrou que tem pulso, o difícil é que o presidente não tem a mesma ideia, mas se precisar de fazer movimento, vamos a luta mostrar quem é o produtor rural, manifestação civilizada e de resultados. O produtor entrega leite e eles mandam leite em pó para produzir o tal leite caixinha que já deveria ser proibido, leite tem que ser saquinho, esse sim é leite, inclusive para ser entregue na merenda escolar.

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