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Manqueiras em vacas leiteiras: Biomecânica e Fatores de Risco - Parte 1

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/06/2015

10 MIN DE LEITURA

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Por Paulo Marcos Ferreira - Professor aposentado da EV UFMG; Antônio Último de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho - Professores da disciplina Clínica de Ruminantes da EV UFMG; Rodrigo Melo Meneses - Aluno de doutorado da EV UFMG; Marina Guimarães Ferreira - Aluna de pós-doutorado da EV UFMG e Rafael Guimarães Ferreira - Médico veterinário autônomo

A partir de meados do século XX, geneticistas e criadores intensificaram os trabalhos de melhoramento de bovinos leiteiros. Progressos extraordinários começaram a surgir no que se refere a algumas características como, por exemplo, maior capacidade digestiva e respiratória, maior desenvolvimento da glândula mamária e aumento da capacidade de produção de leite. Entretanto, esses resultados não foram acompanhados, na mesma velocidade, pelo melhoramento de pernas e pés, que além de não terem sido uma preocupação inicial, são de baixa herdabilidade, necessitando muitos anos de seleção para a obtenção de resultados satisfatórios.

Paralelamente, atendendo a uma demanda do mercado, foram realizadas modificações das instalações visando adequá-las às necessidades de intensificação dos sistemas de produção, a fim de torná-los mais produtivos, ocasionando uma maior concentração de animais por área, e resultando em maior volume de dejetos, maior umidade, menor higiene e grandes dificuldades de manejo.

Na busca de soluções para estes problemas iniciou-se um processo de impermeabilização dos pisos das instalações objetivando a diminuição da umidade e a maior facilidade de limpeza. Este processo resultou na construção de sistemas de confinamento como “loose-housing”, “tie-stall” e “free-stall”, nos quais as vacas, frequentemente, passam a maior parte do tempo em pé sobre piso de concreto, em situações de desconforto, por falta de camas adequadas que as estimulem ao descanso.

Sabe-se que, anatomicamente, os pés e membros dos bovinos são perfeitamente adaptados a superfícies macias como terra e pastagens, onde o solo, na maioria das vezes, proporciona uma condição mais suave para caminhadas. Os bovinos possuem reduzida capacidade de absorção de impactos causados por pisos duros, principalmente considerando-se a pequena área de apoio no solo, a pouca capacidade de amortecimento, especialmente dos membros pélvicos, e o peso excessivo de muitos desses animais. Além disso, deve-se considerar também o desgaste excessivo que o tecido córneo sofre em pisos abrasivos, principalmente quando úmidos, onde a taxa de desgaste pode superar a de crescimento do tecido córneo que é de, aproximadamente, 5 mm mensais.

Outro aspecto a ser observado é a grande pressão exercida pelo peso dos bovinos por cm2 do pé, que é aproximadamente 10 vezes maior que aquela exercida pelos pés humanos.

Deve-se considerar também que animais selecionados para maior produção de leite exigem dietas mais ricas em nutrientes de alta digestibilidade, com menores teores de fibras efetivas, extremamente importantes para estimular a ruminação e a produção de saliva que apresenta ação tamponante no rúmen, auxiliando no controle da acidose. Essas dietas, com freqüência, podem provocar quadros de acidose subclínica, especialmente devido à necessidade de alcançarem grandes consumos de matéria seca, muitas vezes em animais pouco adaptados às mesmas.

Nas últimas décadas, os problemas relacionados às afecções dos pés dos bovinos adquiriram importância crescente, sendo, em muitos casos, um dos principais entraves econômicos ao seu desenvolvimento. Atualmente, a maioria dos pesquisadores considera que as manqueiras, juntamente com as mastites e os reprodutivos, constituem as três principais causas de perdas econômicas na bovinocultura leiteira.

Aspectos Econômicos

As perdas de produtividade, relacionadas aos problemas de casco, são representadas por baixa produção de leite, diminuição do peso corporal, baixo desempenho reprodutivo, custos com tratamento dos animais doentes e descarte. No início da lactação, animais com problemas de casco apresentam aumento significativo do período de serviço, do intervalo de partos e uma menor taxa de concepção. Rebanhos com alta frequência de problemas podais apresentam ainda maior incidência de cistos ovarianos, metrires e alterações do ciclo estral, quando comparados a rebanhos sem esses problemas.

As perdas produtivas dos animais mancos podem ser associadas à baixa ingestão de alimentos, que varia de acordo com a gravidade da lesão. Nos casos graves, uma vaca perde de 7-16% da sua capacidade de ingestão de matéria seca, o que representa perdas de 17-36% na produção de leite e no escore corporal. Há certo consenso de que as manqueiras provocam perdas de produção de leite superiores a 20%, causam aumento do período de serviço superior a 30 dias e perdas de escore corporal de 1 a 2 pontos em uma escala de 1 a 5.

Atualmente, a incidência e a prevalência de manqueiras têm apresentado constante elevação, especialmente em rebanhos confinados, a ponto de, nos Estados Unidos, ser considerada como normal uma prevalência diária de manqueiras de até 15% dos animais do rebanho.

No Brasil, um grupo de pesquisadores avaliou um rebanho leiteiro confinado, no município de Pedro Leopoldo (MG), relatando um custo relacionado a lesões laminíticas (117 animais), de US$ 8732,50, representando um custo individual por animal alojado/ano de US$ 74,60 e um custo médio de tratamento por caso de US$ 44,68. Nesse estudo não foram computadas as perdas relacionadas à diminuição na produção de leite.

Avaliando um rebanho leiteiro confinado em Esmeraldas (MG), outro pesquisador observou um aumento da incidência de mastite de 31%, perdas de produção de leite de 28,4%, aumento do período de serviço de 65 dias e perda de concepção de 25%, em vacas com manqueira. Estas alterações representaram um custo adicional anual por animal doente de U$132,00 (produção+reprodução), e custo por vaca alojada de U$125,36.

Anatomia e biomecânica

Os pés dos bovinos correspondem às extremidades dos membros, estendendo-se do carpo ou tarso até as falanges distais dos dedos (II e IV), que são separados em dígitos mediais e laterais. Nos membros pélvicos (posteriores) os dígitos laterais são maiores por suportarem mais peso, ocorrendo o inverso nos torácicos (anteriores).

Os cascos dos bovinos englobam as seguintes estruturas: parte distal da falange média, articulação interfalangeana distal, sesamóide distal, falange distal, bolsa podotroclear, inserções dos ligamentos dos tendões extensores e flexores profundos, cório, coxim coronariano e digital, ligamentos, etc. A área de união entre a pele e o casco é denominada períoplo, seguida da banda coronária e da muralha do casco, que é subdividida em dorsal (face cranial), axial (face medial) e abaxial (face lateral). A parte inferior de apoio é denominada sola e é separada da muralha pela linha branca, sendo a parte mais caudal conhecida como talão, que corresponde ao calcanhar.



As claudicações (manqueiras) nos bovinos ocorrem com frequência diferente entre os dígitos, com maior envolvimento da unha lateral do membro pélvico. Este padrão de distribuição indica que, além dos erros de nutrição, manejo e ambiente, a distribuição de peso nos diferentes dígitos é um fator importante nas alterações que levam à claudicação.

Ao examinarmos a distribuição de peso na vaca, observa-se que 60% deste se encontra nos membros torácicos. Entretanto, do ponto de vista anatômico, estes membros se inserem ao corpo por meio de ligamentos e tendões, o que tende a amortecer o impacto do peso sobre os pés, mais especificamente sobre o cório. As forças biomecânicas associadas com a variação da distribuição de peso são menos pronunciadas nos dígitos dos membros anteriores, ocasionando uma menor frequência de lesões que, quando ocorrem, estão frequentemente associadas à unha medial.

Os membros pélvicos suportam 40% do peso do animal, porém estes se inserem ao corpo por meio da articulação coxo-femoral, criando uma estrutura esquelética rígida, com menor capacidade de reduzir os efeitos da variação de peso, principalmente nas unhas laterais.

Uma vaca de 700kg tem aproximadamente 400kg distribuídos nos membros torácicos e 300kg nos membros pélvicos. Fisiologicamente, a unha lateral posterior é sempre maior que a medial. Em uma situação teórica ideal estariam distribuídos 70kg na unha medial e 80kg na lateral de cada membro posterior. Entretanto, ocorre uma oscilação na região da bacia de aproximadamente 2,5cm para cada lado, acompanhada de variação de peso de um lado para o outro. Se a conexão entre a unha lateral e medial fosse totalmente flexível, seriam distribuídos 50% do peso em cada unha, enquanto que se a conexão entre unha lateral e medial fosse totalmente rígida, o peso recairia somente nas unhas do lado que ocorreu a inclinação da vaca. Por exemplo, na inclinação para a direita, o peso recairia na unha medial do posterior esquerdo e unha lateral do posterior direito. De fato, a conexão entre as unhas homolaterais é baseada no ligamento interdigital que é semiflexível, e o peso sobre as unhas laterais varia notavelmente de um membro para o outro a cada oscilação na região da bacia, enquanto o suporte de peso na unha medial se mantém constante. No exemplo da vaca de 700 kg, em um dado momento de oscilação de peso na região da bacia, a unha lateral suportará 100 kg, para na fase seguinte suportar 60kg, enquanto que as unhas mediais suportarão um peso uniforme de 70 kg. Em locomoção, esta variação pode ir de 130 kg para 70 kg.

Estas sobrecargas periódicas estimulam a função vascular da unha lateral, levando a uma maior produção de tecido córneo nesta, em relação à medial. Em animais alojados em superfície dura e uniforme (piso de concreto) ocorre uma hipertrofia e hiperplasia das unhas laterais dos posteriores. Nas unhas dos membros torácicos as oscilações são menores e os impactos são mais bem absorvidos.

Fatores de risco

Na natureza, as vacas vivem em campos de piso macio, frequentemente livres de esterco e que não escorregam; se alimentam basicamente de gramíneas e produzem uma quantidade de leite relativamente pequena. Nessa situação, os animais podem se comportar naturalmente, ou seja, mover-se, escolher o local para se deitarem, escapar de riscos iminentes, manifestar cio e evitar áreas consideradas inadequadas. Assim, os cascos se mantêm limpos pelo contato com as gramíneas e ocorre um desgaste adequado, permanecendo as dimensões normais e a sola côncava com espessura adequada. Quando confinamos os animais, restringimos seu espaço, submetemos os cascos a pisos duros, que não absorvem a pressão exercida pelos pés; escorregadios ou excessivamente abrasivos, e que, frequentemente, estão úmidos e com excesso de esterco.

Os pés dos bovinos, ou mais precisamente as unhas, funcionam como uma interface entre o animal e seu ambiente. A unha é exposta internamente às influências do metabolismo animal e, ao mesmo tempo, aos agentes mecânicos, químicos e biológicos do ambiente.

Conforto

A vaca deve estar em condição de conforto quando deitada e também em pé e caminhando. A relação entre o tempo que a vaca fica em pé ou deitada influencia diretamente a saúde dos pés. É desejável que passem, diariamente, de 9 a 14 horas deitadas, por três razões: para aumentar o tempo de ruminação e, consequentemente, melhorar o tamponamento ruminal; para aumentar o fluxo sanguíneo para a glândula mamária, e para aliviar a carga sobre os pés. Desta forma, deve-se observar se existem locais higiênicos e confortáveis que estimulem a vaca a se deitar e, nos confinamentos, se há camas suficientes e confortáveis para todos os animais. O ideal é que cerca de 85% das vacas estejam deitadas uma hora após o oferecimento da alimentação. Vários estudos têm demonstrado que vacas que ficam em pé por longos períodos têm saúde de casco pior do que aquelas que permanecem mais tempo deitadas. Devemos lembrar que, em “free stall” as vacas de primeira cria passam menos tempo deitadas (6 horas e 25 minutos, em média) que vacas mais velhas (8 horas e 39 minutos, em média).



Por outro lado, o exercício é uma atividade positiva para a saúde dos pés. Quando as vacas se movimentam, há um aumento do fluxo sanguíneo nos pés, trazendo oxigênio e nutrientes e, ao mesmo tempo, retirando dos cascos CO2 e metabólitos. Quando os animais permanecem muito tempo em pé, parados, o sangue fica estagnado nos pés, reduzindo as trocas gasosas e de nutrientes, podendo comprometer a saúde dos cascos. Esta situação pode ocorrer quando as instalações não são planejadas adequadamente e as vacas esperam em pé para se alimentar, beber água ou para serem ordenhadas. A adequação dos tempos de descanso e de exercício está relacionada com redução da incidência de lesões de sola, especialmente úlceras.

Camas de material inadequado e, principalmente, superfícies duras e ásperas são fatores predisponentes para lesões em tuberosidades ósseas, principalmente erosões na porção lateral do jarrete.

Esse artigo foi originalmente publicado na Revista Leite Integral, edição 71 - fevereiro 2015. Acesse e assine clicando aqui.

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

RAFAEL GUIMARÃES FERREIRA

ELIAS JORGE FACURY FILHO

ANTONIO ULTIMO DE CARVALHO

RODRIGO MELO MENESES

Possui graduação em Medicina Veterinária e especialização em Clínica e Cirurgia de Grandes Animais pela UFV. Mestre em Ciência Animal pela UFMG e atualmente é aluno de doutorado nessa instituição.

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CLAUDIO NADER

BOTUCATU - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/01/2016

Muito boa matéria.

Acredito que o entendimento biomecânico e anatômico dos cascos é uma ferramenta necessária para lidarmos com doenças podais bem como entender os fatores ambientais e de manejo que envolve o Sistema de Produção.
RICARDO VALES DOMINGUES

ARAÇATUBA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/07/2015

Artigo fantástico. Trabalho meticuloso que revela muita dedicação e vontade contribuir para o sucesso da produção leiteira em nosso meio. Parabéns a professores, alunos e ao colega autônomo envolvido nesse estudo.
CLÁUDIO CUNHA

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/06/2015

Parabéns pelo artigo. Digo que seremos eternos aprendizes, pois sempre temos algo a aprender e/ou aprimorar. Sou vidrado nos artigos publicados pela MilkPoint. Obrigado.
RODRIGO MELO MENESES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 20/06/2015

Prezado Valdinei, com certeza, o Compost Barn, quando bem manejado, possui efeitos positivos para a saúde dos cascos. Vale ressaltar, que isso depende não só do piso que o animal se encontra, mas de vários fatores, ou seja, sozinho, o Compost Barn não será a solução para a saúde dos cascos.



Abraço.
RODRIGO MELO MENESES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 20/06/2015

Em nomes de todos os autores do artigo, agradeço os cumprimentos e afirmo a nossa satisfação em poder disponibilizar informação para o acesso de todos que se encontram envolvido na produção de leite, tonando-a aplicada.
ROMÃO MIRANDA VIDAL

PALMAS - TOCANTINS

EM 19/06/2015

Valdinei. Não foge à regra o Compost Barn. A diferença  no meu entender é a "cama" que proporciona uma excelente condição.

Mas aconselho ler esse artigo da Milk Point - Compost Barn: Uma alternativa para o confinamento de vacas leiteiras - de autoria do Dr. Marcos Veiga.

Perto de você,(não muito perto) tem um Compost Barn, em Castro.

Um abraço.

Romão..
VALDINEI

QUATIGUÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/06/2015

Elias, Antonio, Rafael e Rodrigo, muito obrigado pela informações, que voces disponibilizaram, de forma compreensível, e de facil observação, pois encontramos, sempre animais no rebanha, manquitolando, e isso nos coloca em uma encruzilhada, Pasto com menor produção, confinamento maior produção mais com problemas, mas com os custos elevados, temos que produzir mais e de forma intensiva, e diminuição ou melhor utilização da mão de obra. Bem, isto posto,  o sistema 'compost barh" diminuí a possibilidade das doenças causadas pelo concreto?

Grato

Valdinei
ROMÃO MIRANDA VIDAL

PALMAS - TOCANTINS

EM 18/06/2015

Excelente o artigo, na sua forma didática e técnica, usando um palavreado leve e entendível. De fato a dinâmica corporal de uma matriz bovina leiteira exige uma séria de cuidados, que vão além do simples "parqueamento". Atualmente existem inúmeras maneiras de se manter confinadas as matrizes, mas sem sombra de dúvida quanto mais próxima ao natural melhor.

Na excelente abordagem chama a atenção de forma direta o Bem Estar Animal, na sua plenitude da possibilidade das matrizes permanecerem deitas, o que reduz em muito a sua locomoção e estresse dos cascos.

Ouso citar, como forma de admiração e colaboração, o trajeto, o pátio pré-ordenha, o pátio pós-ordenha e até piquetes pedregosos, que podem por certo colaborar com a alterações físicas dos cascos.

Parabéns pelo excelente artigo.

Médico Veterinário Romão Miranda Vidal.
JOSÉ FRANCISCO CASSIANO DE MORAIS DA SILVA

SABARÁ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/06/2015

Gostei  muito desse artigo, pois, de forma simples e objetiva, esclarece,  ensina e indica solução para um problema enfrentado por todo pecuarista de leite, de pequeno ou grande porte, o problema de casco trás prejuízos insuportáveis e às vezes irrecuperáveis. Obrigado, aprendi muito. Gosto e tiro bastante proveito de todos os artigos que envolvem, vaca leiteira e, principalmente, quanto ao criatório de bezerras. Zé Francisco.
JOSÉ ANÍBAL DO AMARAL

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 18/06/2015

Muito bom o artigo, foca dois fatores muito importantes no manejo que são fundamentais para evitar os prejuízos  com vacas leiteiras , que são : o0 conforto animal principalmente com relação ao local adequado para descanso e a ingestão de fibra .

Parabéns pelo artigo , aprendi mais um pouco, na verdade confirma o que tenho observado em fazendas leiteiras.
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