ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

AFTOSA: saiba mais sobre o mal que amedronta a pecuária leiteira mundial

POR RENATA DE OLIVEIRA SOUZA DIAS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/04/2001

3 MIN DE LEITURA

1
0
Renata de Oliveira Souza Dias

A Febre Aftosa preocupa autoridades e técnicos em todo o mundo como um fator limitante para a produção pecuária. No Brasil, o início de sua ocorrência se deu no ano de 1896 e, a seguir, a doença foi comprovada em forma crescente em vários locais do país. Em 1919, o Ministério da Agricultura instituiu o código de Política Sanitária Animal com as primeiras medidas profiláticas contra a Febre Aftosa. Em 1963 o governo instituiu a "Campanha contra a Febre Aftosa C.C.F.A." quando foi constituída uma equipe técnica encarregada de promover a coordenar a implantação de medidas sanitárias e extensão rural. Na década de 90, o Brasil começou a usufruir dos bons resultados de todos os esforços passados com o reconhecimento internacional de alguns estados do Sul e Sudeste do País como livres da doença através da vacinação. Os últimos acontecimentos com focos da doença em diversas regiões do mundo, tais como a Inglaterra, França, Holanda, Colômbia e o Uruguai constituem uma ameaça para o todo o rebanho brasileiro.

Mas, o que é AFTOSA?

A Aftosa é uma doença infecto-contagiosa (altamente contagiosa) ocasionada por vírus que ataca animais biungulados e se caracteriza por produzir lesões vesiculares e quadro febril. É tipicamente uma doença de rebanho.

Existem sete tipos de vírus que podem causar a Aftosa: O, A, C, SAT.1, SAT.2, SAT.3 E Ásia 1. Cada tipo de vírus possui vários sub-tipos. Os sintomas de cada tipo de vírus são iguais, sendo que apenas o exame laboratorial pode diferenciá-los. O vírus responsável pelo surto atual é altamente virulento e é chamado de pan-Asiático tipo O .

A transmissão ocorre do animal doente ao animal susceptível, sendo que 99% da contaminação ocorre pela boca. Os animais podem eliminar o vírus 7 dias antes de manifestarem a doença. A transmissão pode ocorrer por veículos, alimentos, ração, feno, água e ar.

É uma doença endêmica na América do Sul, África e Europa Central. A Austrália, Nova Zelândia e México são países livres da doença.

Os animais susceptíveis são os bovinos, bubalinos, suínos, caprinos, ovinos, animais de zoológico e selvagens. Dentre os fatores que influenciam a susceptibilidade, pode-se destacar: locais com grande número de animais suscetíveis, movimentação desordenada de animais, animais na faixa etária desprotegida (ainda sem vacinação e sem imunidade materna).

O primeiro sinal clínico da doença é a Febre, seguido de tristeza, "mascação" e baba filamentosa. Posteriormente, pode-se observar lesão no epitélio lingual e mucosa oral, lesão vesicular no espaço interdigital, vesículas no teto e ainda pode-se encontrar uma cardiopatia chamada de Coração Tigrado. O curso febril dura cerca de 1 semana e a convalescência dura cerca de 2 semanas. A Aftosa raramente mata o animal, exceto nos casos de animais muito novos. Na maioria das vezes, ela ocasiona mortes indiretas ocasionadas por infecções bacterianas secundárias. Os efeitos mais sérios da Aftosa estão a perda de peso, redução da produção de leite, aborto, infertilidade, mastite, problemas no casco. Não há tratamento.

Foto


O vírus é eliminado amplamente pelas secreções e excreções. É obrigatório a notificação e a realização de exame laboratorial nos casos de suspeita da doença. No caso de animais com lesão, enviar parte do epitélio lingual; caso os animais não tenham lesão, enviar o soro sangüíneo.

O vírus causador da Aftosa é muito resistente no meio-ambiente. Resiste dois anos no leite em pó e em carnes congeladas também. A pasteurização não elimina o vírus. Entretanto, o vírus não resiste a pH extremos. No pós-mortem, por exemplo, o ácido láctico produzido na carcaça reduz o pH a níveis desfavoráveis para o vírus da Aftosa.

O método de controle nas áreas afetadas é o abate dos animais infectados e dos animais que foram expostos à infecção. Tal método é utilizado devido à alta contaminação da doença e de seus efeitos devastadores à economia do país afetado.

Com o triste retorno de surtos desta doença precisamos relembrar o que é, o que causa e como poderemos controlar o problema. Este artigo tem o objetivo de trazer os conceitos básicos sobre o tema, para que todos possam ser informados de sua importância para a pecuária brasileira. No próximo artigo, serão abordadas as medidas de Biosegurança relativas à Aftosa que devem ser instituídas em cada propriedade.

fonte: MilkPoint

RENATA DE OLIVEIRA SOUZA DIAS

1

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

RAFAEL DANTAS DE ALMEIDA

ARACAJU - SERGIPE - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 01/12/2008

Esta é uma boa publicação, porém tenho uma duvida, quando vacinamos animais na época de prevenção ou nas campanhas de vacinação, temos que evitar a ordenha por 24 hrs, em especial vacas leiteiras?

Atenciosamente, Rafael Dantas de Almeida, Estudante de Zootecnia da Universidade Federal de Sergipe.
MilkPoint AgriPoint