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Programa Leite das Crianças no Paraná

POR VANERLI BELOTI

INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 11/01/2016

1 MIN DE LEITURA

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Às vezes me perguntam sobre a qualidade do leite que vai para a merenda escolar no Paraná, o Programa Leite das Crianças. Sobre a região Norte do Paraná podemos falar com conhecimento, pois o leite de todos os laticínios que fornecem para a merenda escolar é analisado uma vez por semana aqui no laboratório da UEL, o Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal – LIPOA, pelo qual sou responsável. 
 

 
Quem colhe as amostras é a Vigilância Sanitária, são saquinhos prontos para o consumo pelas crianças. Isso para que não haja risco de os laticínios mandarem para análise amostras sabidamente boas, e mandarem para as escolas leite diferente. São feitas análises físico-químicas e microbiológicas, e há parâmetros legais para se considerar o leite como de boa qualidade. Há uma comissão, formada por nós da Universidade, um representante da ADAPAR, da Vigilância Sanitária e da Secretaria de Saúde. Essa comissão acompanha esses laticínios, faz visitas, observa as condições de produção e avalia os resultados das análises. Se algum laticínio apresentar resultados de análises fora dos parâmetros, três vezes seguidas, o laticínio é suspenso do Programa. Mas podem ficar tranquilos, isso nunca aconteceu. O leite ofertado na merenda escolar é de boa qualidade.

É importante lembrar também, que apesar da logística mais difícil por exigir refrigeração, optar por oferecer leite pasteurizado às nossas crianças vale o esforço. Vamos lembrar também que o leite pasteurizado não precisa ser fervido, a pasteurização já mata qualquer bactéria que possa causar doença, e torna o leite pasteurizado um produto seguro. Portanto crianças bebam à vontade!!! Quanto mais vocês beberem leite, menor a chance de apresentarem qualquer rejeição ao produto, como a intolerância à lactose. Então aproveitem! Além do mais, para vocês é de graça!

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Até a próxima!

VANERLI BELOTI

Especialista em Patologia Molecular pela UEL, Mestre em Microbiologia pela UEL, Doutora em Ciência dos Alimentos pela USP e Pós-doutora em Qualidade do Leite pela Universidad de León/ Espanha. Professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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VANERLI BELOTI

LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 14/01/2016

Muito obrigada, Dr. Roney! Sabe que tem a minha admiração também! Grande abraço
RONEI VOLPI

CURITIBA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/01/2016

Dra. Vanerli. Parabéns pelo seu trabalho que em muito engrandece o setor produtivo paranaense e contribui para a saúde pública e desenvolvimento saudável de nossas crianças.Em nome dos produtores, nosso muito obrigado e continue com a garra de sempre.
REGIS NUNES FERREIRA LEITE

LAGOINHA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/01/2016

Parabéns pela didatica e pelo interesse na resposta. Vamos tomar MUIIITO LEITE . Um abraço em tempo tb. sou pediatra e estimulo meus pacientes a usar muito leite no meu caso Comevap de Taubaté UM grande abraço
VANERLI BELOTI

LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 11/01/2016

Regis, no meu comentário, falo da intolerância à lactose. A alergia é à proteína do leite e quem é alérgico não pode tomar nenhuma gota de leite, nem usar quaisquer produtos à base de leite. Mas a intolerância tem diversos níveis. Na verdade quando adultos, sempre que deixamos de consumir lácteos por um tempo, nos tornamos um pouco intolerantes à lactose. Isso porque a enzima que metaboliza a lactose, a lactase, é uma induzida, o que quer dizer que só é produzida pelo nosso organismo na presença de lactose. Lactose só tem no leite e nos seus derivados, assim, se ficarmos sem tomar leite e sem consumir qualquer outro derivado, nosso organismo deixa de produzir a enzima, aí você resolve tomar um copo de leite e não tem enzima pra degradar a lactose, podendo ter um desconforto intestinal. Mas esta situação, na maioria das vezes, é reversível, isto é, o organismo volta a produzir a enzima se voltarmos a consumir lácteos. Apenas devemos ter o cuidado de retornar aos poucos, consumindo produtos com pouca lactose, como o queijo, por exemplo ou apenas dois goles de leite, e assim ir aumentando gradativamente. Por isso eu disse que quanto mais consumirmos leite e derivados, menor a chance de intolerância, pois estaremos permanentemente estimulando a produção da enzima lactase. Outra coisa importante, é que quem nos ajuda a digerir a lactose, são as bactérias láticas, elas são especializadas em produzir lactase, e habitam nosso intestino abundantemente. Sempre que tomamos antibiótico, fazemos quimioterapia, destruímos estas bactérias e às vezes nosso organismo sozinho, não consegue produzir lactase suficiente. Essas bactérias protegem nosso intestino de infecções também, estimulando nosso sistema imune. Assim, é importante, sempre que passarmos por estes procedimentos de antibiótico-terapia, recompor esta microbiota intestinal tomando aqueles produtos similares ao Floratil, ou o próprio Yakult 40 bilhões, que são probióticos, que nada mais são do que bactérias lácteas em alta concentração. Então antes de abandonar os lácteos, vale à pena tentar recompor a microbiota e voltar a tomar leite aos poucos, ou comer metade de uma fatia de queijo, e ir aumentando as quantidades conforme sentir que os sintomas desapareceram.
um abraço
REGIS NUNES FERREIRA LEITE

LAGOINHA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/01/2016

Doutora bom dia. Como assim qto mais leite tomar, menor é o risco de ter alergia ou intolerancia a lactose ??? Isto não é genetico ou devido a alguma patologia gastrica . Sou produtor de leite aqui e gostaria de saber mais Obrigado
MilkPoint AgriPoint