Você está em: Cadeia do leite > Giro Lácteo
Perto de fusão, Itambé busca investidor
Entre os potenciais investidores estão fundos de private equity e mesmo empresas estrangeiras interessadas no segmento de lácteos no Brasil, como a francesa Lactalis, a canadense Saputo e a holandesa FrieslandCampina.
Gontijo, que foi reeleito para a presidência da Itambé em março passado, afirma, entretanto, que não há nenhuma negociação em curso atualmente com empresas estrangeiras.
Tanto a fusão com a Confepar quanto a entrada de um sócio terão de ser aprovadas por uma assembleia das cooperativas associadas da Itambé. O projeto do laticínio mineiro para seguir crescendo também prevê a criação de uma S.A.
No ano passado, a Itambé faturou R$ 1,8 bilhão e a previsão é alcançar R$ 2 bilhões em 2011. Numa fusão com a Confepar, a receita combinada chegará a R$ 2,5 bilhões, estima Gontijo. A captação de leite para processamento deve somar 1,5 bilhão de litros este ano, sendo 1,2 bilhão de litros da Itambé, projeta ainda o executivo.
Com esse volume, a empresa resultante da fusão entre Itambé e Confepar continuaria no terceiro lugar no ranking de captação de leite no país, elaborado pela associação Leite Brasil, atrás da DPA (joint venture de Nestlé e Fonterra) e da Lácteos Brasil. O ranking não inclui a Brasil Foods.
O plano da Itambé de fusão com outras cooperativas de leite é uma maneira de fazer frente ao processo de consolidação no segmento de lácteos no Brasil. Nos últimos dois anos, grandes companhias foram formadas nesse segmento, como a Lácteos Brasil, resultado da união entre a gaúcha Bom Gosto e a Leitbom.
Esta última pertence à Monticiano, que tem como acionistas a GP Investimentos e a Laep, controladora da Parmalat.
Ainda que o processo de fusão com outras cooperativas venha se revelando uma tarefa complicada, Jacques Gontijo está otimista e acredita que a concretização da operação com a Confepar irá atrair outras cooperativas. "Na hora em que sair [a fusão] com a Confepar, devem surgir outras interessadas", aposta o presidente da Itambé.
A consolidação do setor de lácteos é uma tendência mundial. Recentemente, a Lactalis fez oferta pela italiana Parmalat, que pouco tempo antes vinha negociando com a Lácteos Brasil.
A matéria é de Alda do Amaral Rocha, publicada no jornal Valor, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
Comentários:
Verê - Paraná - Indústria de laticínios
postado em 29/05/2011
Muito interesante.
Será que alem desta Fusão há outras para acontecer?
Buritis - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 29/05/2011
Torço para que de certo essa fusao entre a Itambe e a confepar, acredito que conforme o dito popular, a uniao faz a força .
Se for administrada com seriedade, honestidade e o pensamento voltado para o bem de todos os envolvidos na cadeia produtiva, com certeza sera bom, e que nao fique so nisso, que venha outras. Quanto maior mais poder.
Últimas Atualizações
» JBS publica edital de permuta de ações com a Vigor
» RS: Conseleite aponta tendência de leve baixa no preço pago ao produtor
» Produção leiteira capixaba recebe incentivo do Governo
» EUA: Produtos saudáveis direcionaram vendas de lácteos em 2012
» Uruguai aproveita oportunidades e bate recordes de produção e exportações
» Aprenda como implantar com sucesso a IATF em gado de leite!
» Melhoradores de desempenho na alimentação são proibidos
» Manifestação em São Paulo pede veto ao texto do novo Código Florestal
» O leite é uma commodity? (A opinião de um produtor argentino)












Cláudio Vieira Tavares
Cristiano Otoni - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 27/05/2011
Faço parte do sistema Itambé e vejo a fusão de cooperativas como alternativa para continuarmos viáveis no setor.A Nova Zelândia por exemplo tem 95% do leite em uma única cooperativa e o nosso caminho é este. quanto mais cedo acordarmos para esta realidade, melhor. Se grandes empresas estão cada dia mais fazendo fusões, porque os produtores de leite ainda não não se atentaram para esta realidade no segmento?