Parmalat abandona a produção de chocolate

Publicado por: MilkPoint

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A Parmalat revelou sexta-feira (02) os compradores de dois ativos entre os que havia anunciado ter colocado à venda no dia anterior. A Indústria de Balas Florestal S.A., de Lajeado (RS), assinou termo de compromisso para a compra da operação da fábrica de chocolates Neugebauer, que estava sob controle da Parmalat desde 1998. O valor do negócio não foi revelado. O diretor geral da Florestal, Claudir Weiand, diz que a confirmação da aquisição ainda depende de uma auditoria na Neugebauer e da análise do negócio pelas direções das empresas. Porém, Weiand afirma não ter dúvidas sobre o acerto, que será definido até o final deste mês. A empresa de Lajeado deve assumir a operação da Neugebauer em 1º de setembro.

A fábrica de lácteos Manhuaçu (MG) foi adquirida pela Comercial de Laticínios de Natal Ltda. (Clan), com sede em Natal (RN), que produz manteiga, requeijão, queijo parmesão e leite em pó industrial. Também foi vendida uma fábrica de produtos lácteos em Cerqueira César (SP) e a marca Avaré para a Kremon do Brasil, de Goiânia (SP).

Em nota publicada dia 02 de agosto, a Parmalat afirma que a decisão de vender ativos como a Neugebauer vai permitir ao grupo concentrar-se em seus principais negócios, que são produtos lácteos, vegetais, refrigerados e biscoitos.

A Neugebauer era a única operação no setor de chocolates da Parmalat, tanto no Brasil quanto nos mais de 30 países em que atua. Já a unidade Manhuaçu, que integrava a Parmalat desde 1995, tinha baixa escala de produção para os padrões da multinacional.

Os valores não foram divulgados e a Parmalat diz, em nota, que "as vendas não causarão impactos significativos nas receitas". A empresa esclarece, ainda, que a reestruturação resultará em benefícios à companhia, proporcionando racionalização de custos, maior economia e melhores resultados. Os negócios serão submetidos à Seae e ao Cade.

Meta é ampliar as exportações

Com 110 anos de existência, a Neugebauer é a maior e mais tradicional indústria de chocolates do Rio Grande do Sul. Deve fechar o ano com faturamento de R$ 42 milhões, 18% inferior ao de 2001, 4% de participação no mercado nacional e 9% no gaúcho. Weiand, da Florestal, diz que os 330 funcionários serão mantidos. Os planos para a indústria também incluem investimentos em novos produtos e aumento das exportações. Hoje, a empresa exporta apenas para o Uruguai. "Em 2003, a receita será 20% superior à de 2001 (R$ 51 milhões)", diz.

A Florestal, líder nacional de vendas e produção de pirulitos planos, exporta atualmente 20% dos seus produtos. A empresa deve faturar R$ 85 milhões em 2002, 10,5% a mais que no ano passado, produzindo cerca de 140 mil quilos de balas e pirulitos por dia.
Suas principais marcas são Flópi e Brazilian Coffee. "Nosso objetivo era entrar no mercado de chocolates daqui a um ano e meio, mas a oportunidade foi boa", afirmou Weiand. A compra da Neugebauer será parcelada e paga com recursos próprios, segundo o executivo.

Fonte: O Estado de São Paulo, Gazeta Mercantil (por Cigana e Iolanda Nascimento) e Valor On Line, adaptado por Equipe MilkPoint
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