Você está em: Cadeia do leite > Giro Lácteo
MG: Importação de leite é motivo de preocupação
Para Alvim, outro fator que contribui para agravar esse quadro é a sobrevalorização do Real em mais de 50%. Segundo o presidente, por isso tem sido muito difícil exportar e fácil demais importar. Para amenizar o problema, Alvim defendeu que o Brasil faça um acordo comercial com os uruguaios, assim como fez com a Argentina, estabelecendo quantidades e valores para as importações brasileiras do Uruguai. "Temos que nos defender de práticas desleais de comércio; do jeito que está, sem nenhum controle, vamos passar por grandes dificuldades", alertou.
Paulo Bernardes, presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Leite, disse que a guerra contra o leite importado não é nova. Ele considerou altamente desfavorável a negociação do Brasil com o Uruguai em relação às trocas comerciais. "A contrapartida pela importação de leite do Uruguai, que passou a ter à disposição um mercado de quase 200 milhões de consumidores, seria a exportação ao país vizinho de 100 toneladas de carne de frango brasileira por mês. Isso não pode continuar", afirmou.
O presidente da Itambé, Jacques Gontijo, concordou com as críticas à importação e acrescentou que "a briga com o pessoal do Mercosul não vai acabar nunca". Segundo o presidente, é preciso fazer o dever de casa e pensar na qualidade e na produtividade, além de combater os altos impostos para se ter condições de suportar a pressão. "Há grande espaço para avançar no aumento da qualidade e melhoria da produtividade do leite brasileiro, utilizando-se entidades de ponta, como a Embrapa e a Emater", afirmou Jacques Gontijo. Sobre a tributação, ele defende a redução da carga tributária de toda a cadeia produtiva do leite.
A matéria é do Correio dos Lagos, resumida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
Comentários:
Antonio Carlos de Avila Andradre
Campos Altos;Mg - OUTRO - Produção de leite (de vaca)
postado em 15/09/2011
Acredito que o começo de tudo está no fortalecimento das cooperativas,sindicatos, associaçoes e outros orgãos de classe,criados para defender os produtores rurais, principalmente os pequenos. Enquanto o produtor permanecer isolado, cada um atirando para um lado, ninguem vai lembrar de nós. Precisamos fortalecer a nossa classe, só assim poderemos impor as nossas vontades.
Últimas Atualizações
» JBS publica edital de permuta de ações com a Vigor
» RS: Conseleite aponta tendência de leve baixa no preço pago ao produtor
» Produção leiteira capixaba recebe incentivo do Governo
» EUA: Produtos saudáveis direcionaram vendas de lácteos em 2012
» Uruguai aproveita oportunidades e bate recordes de produção e exportações
» Aprenda como implantar com sucesso a IATF em gado de leite!
» Melhoradores de desempenho na alimentação são proibidos
» Manifestação em São Paulo pede veto ao texto do novo Código Florestal
» O leite é uma commodity? (A opinião de um produtor argentino)












Darlani de Souza Porcaro
Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 15/09/2011
É preciso mais que urgente que todos os orgãos interligados a cadeia do leite, ajudem o governo a ter também uma normativa a ser seguida ou executada, como elaboraram a 51 para o produtor, para que possamos ser respeitados e termos um ganho mínimo para sobrevivermos nesse meio.