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Mercado internacional de lácteos poderia registrar queda durante primeiro trimestre do ano
Por um lado, o mercado teria que absorver o aumento da produção do final da campanha da Austrália, Argentina e Nova Zelândia, embora no caso desse último país, a seca poderia colocar um fim ao crescimento anual nos últimos meses de verão. Também se esperam aumentos da oferta da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos em um contexto de estancamento de seus mercados locais. A evolução da oferta dependerá da evolução dos preços das matérias-primas para alimentação animal, já que se os custos dos alimentos animais aumentarem, se produziria uma redução das rações e, portanto, da produção de leite. No entanto, a volatilidade do preço das matérias-primas dificulta as previsões nesse sentido.
Quanto à demanda mundial, essa não acompanhará o aumento da oferta. Prevê-se que a economia dos países importadores de lácteos cresça lentamente durante os próximos meses, de forma que se contaria com uma demanda moderada que exerceria certa pressão de baixa sobre os preços.
Paralelamente, a falha das autoridades da UE em frear a crise de dívidas afetaria negativamente a economia mundial e, por fim, a demanda de produtos lácteos. Ao mesmo tempo, é pouco provável que se produza um aumento da demanda similar ao do ano passado, embora não seja descartável o aumento no consumo chinês durante o primeiro trimestre, de acordo com uma apresentação das Cooperativas Agroalimentarias da Espanha, com base no informe trimestral do Rabobank.
A reportagem é do Agrodigital, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
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